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É muito errado concordar com o Thanos?

Na cidade onde moro não tem cinema, por conta disso eu demoro muito mais pra assistir os filmes que são lançados e acabo perdendo todo o hype do momento, o que não é de todo ruim porque as vezes toda essa falação sobre o assunto acaba deixando tudo muito saturado e parece que você é obrigado a ver senão vai ficar por fora do melhor filme de todos os tempos da última semana. Mas eu prefiro ver no meu tempo e esse tempo geralmente tem sido nos domingos de manhã porque ultimamente tenho dormido em qualquer filme que tente assistir depois do meio dia.

E bem, depois de alguns meses assisti Vingadores: Guerra Infinita e como o espírito de questionadora nunca sai de mim um simples filme de cultura pop vira tema de dias de reflexões internas e ~ questões ~ que embora pertinentes podem ser que não façam sentido nenhum, mas na minha cabeça fazem e não consigo parar de pensar. Eu evitei ao máximo pegar spoilers, mas inevitavelmente já sabia mais ou menos o que iria acontecer, mas nada que estragasse minha experiência e não vou explicar detalhadamente, se você já viu vai entender e se não viu faz o favor de assistir, mas a questão é que: Thanos queria todas as Jóias do Infinito pra colocar na manopla dele e ser muito poderoso ao ponto de em um estalar de dedos dizimar metade do universo e os heróis da Marvel se reúnem mais uma vez para tentar evitar esse acontecimento.

A questão é: por que somente metade? Eu fiquei com muita vontade de ler os quadrinhos e entender melhor a história de Thanos, suas motivações, sua realidade, o motivo pelo qual isso de matar meio mundo era a sua missão (eu ainda não sei a história dele então pode ser que eu fale algo que não tenha nada a ver, mas essa foi a visão que eu tive do filme). Vejam bem, a maioria dos vilões quer ou matar todo mundo ou que todo mundo se torne seu seguidor, mas o titã roxo Thaninhos não queria ser idolatrado, tanto que no final ele se isola numa casinha no meio do mato pensando no que fez, ele queria matar exatamente metade da população (e ele já fazia isso em  outros planetas, mas não na escala universal como foi no filme) randomicamente, sem distinção de classe social, cor, orientação sexual, etc.

Isso me lembrou demais as histórias de inteligencias artificiais que detectam que o maior perigo para o mundo é o homem e começa a matar todo mundo pra poder salvar o planeta e isso é muito real, vimos semana passada que o dia da sobrecarga da Terra está a cada ano acontecendo mais cedo e é culpa de quem? Exatamente, do ser humaninho que só pensa em si próprio, lucros, riquezas e dizima o planeta cada dia mais e mais. O que quero dizer com tudo isso é que eu não discordo do Thanos, deu pra perceber que a causa pela qual ele pertence é muito maior que seus próprios sentimentos e emoções (Gamora que o diga), a vida do Thanos foi dedicada a matar metade das pessoas pra outra metade poder sobreviver. Concordar (em partes) com o Thanos não quer dizer que eu seja a favor de sair matando meio mundo, mas se outras medidas não forem postas em prática um Thanos vai surgir não sei ainda de que forma, mas a própria natureza pode se tornar Thanos, seja por catástrofes naturais, doenças devastadoras, meteoros ou através do próprio homem com guerras, contaminações, controle populacional e infinitas outras possibilidades. A verdade é que pra tudo continuar habitável nos próximos anos a Terra precisa urgentemente de uma solução.

Eu não sei se tudo isso fez sentido, mas precisava compartilhar esses devaneios loucos que as vezes tenho após assistir algum filme.


3 on 30

Existem muitos motivos que me fizeram pensar diversas vezes em acabar com este blog, apagar tudo, fingir que nada existiu e seguir a vida, mas quando estou prestes a fazer isso bate uma vontade de voltar a escrever ou pelo menos deixar ele assim como está e de vez em quando aparecem algumas pessoas que me fazem repensar que isso aqui ainda pode ser uma boa ideia e surgem alguns projetinhos pra reviver o bloguinho. Acho que muitas pessoas estão na mesma, com o surgimento de tantas outras plataformas, esta fica um pouco de lado e pensando em retomar os rumos do blog que eu e outras 3 meninas muito legais resolvemos criar um desafio fotográfico, ainda não temos muitas regras e nem sei se teremos, o negócio é postar 3 fotos no último dia de cada mês, o tema deste mês é DESAFIO, nada mais justo não é mesmo?

 O principal desafio ultimamente está sendo sair da cama, toda vez é uma cara de help igual da minha gatinha porque viver fora do meu quarto está acabando demais comigo.

Tenho tentado melhorar na arte de ter plantinhas ou de pelo menos não matar todas as que me disponho a cuidar, até agora está dando resultado, minha casa está virando uma floresta e é tão gratificante ver uma folha nova nascer.

O eterno desafio de se amar, esse provavelmente continuará em todos os meses da minha vida, estou em uma relação de amor e ódio com meu cabelo novo e ao mesmo tempo que me acho linda pra caralho já quero pintar outra vez.

E é basicamente isso, as outras participantes do projeto são: ManuNatália e Mia, prestigiem essas maravilhosas!

Não é o fim, mas dói como se fosse


Já faz um tempo que eu venho adiando falar deste assunto, era pra ser um assunto feliz, eu deveria estar dando a notícia de que iria ser mamãe, na verdade eu já tinha começado a escrever sobre isso, já tinha escrito sobre toda a emoção da descoberta, sobre como já tínhamos escolhido os nomes, sobre a tensão em contar pra família e sobre como é linda essa espera. Estava tudo maravilhoso e do jeito que sempre sonhamos, mas nossos sonhos as vezes se transformam em pesadelo.

A notícia agora é outra e eu não consigo mais adiar pra falar disso porque é um sentimento que quero tirar de dentro de mim e falar/escrever é uma das maneiras mais eficazes de esvaziar toda essa coisa pesada que está dentro de mim... meu bebê voltou a ser anjinho, eu não pude conhecer seu rostinho nem sentir seu cheiro, muito menos ouvir seu choro. Mas foram 9 semanas de muito amor, de muita descoberta e muita entrega, semanas intensas de alegria e medo, mas principalmente alegria.

Eu não sei o que deu errado, ninguém sabe, simplesmente ele não se desenvolveu como deveria ser e o corpo fez o que tinha que ser feito, eliminou por conta própria, não precisei fazer nenhum procedimento invasivo ou doloroso, ele só se foi, da maneira como veio, sem avisar, sem dar tempo de nada, mas me transformou, me tornou uma pessoa diferente, ninguém fica igual depois de um filho.

Podem dizer o que for, que ele ainda nem era um feto, que ele não sentia nada, pra uma mãe que ouviu um coração batendo dentro de si, que viu seu corpo se transformando e aí de uma hora pra outra não ouviu mais, não sentiu mais é como se tivesse perdido uma parte dela mesma. 

Ainda é bastante recente e lembrar dói e escorre pelo rosto em forma de lágrimas, nunca vai passar, mas a dor vai amenizar e o consolo sempre chega de uma forma ou de outra. A vida segue, mas de uma maneira totalmente nova, com mais feridas, mas também com mais ensinamentos e apesar de tudo me levar pra tristeza e sentimentos ruins eu não vou me deixar abater, tenho certeza que meu anjo não gostaria de ver a mamãe mal em nenhum momento. Vai doer o que tiver que doer, vou chorar o que tiver que chorar, é tudo mais escuro antes do amanhecer, mas amanhece e a gente aprende a conviver com a dor e até transforma ela em amor.

Cuida da gente anjinho, você nunca será esquecido!

De 3 em 3


Espalhei boatos falsos de que este ano seria o ano em que eu escreveria mais por aqui, mas não estava satisfeita com as ideias que eu tinha pra escrever, nem com o layout, nem com nada pra ser bem sincera. Comprei um domínio, transferi pro tumblr, amei e depois odiei, voltei pro blogspot, troquei o layout por um que gostei bastante, mas mesmo assim não conseguia escrever, não conseguia achar nenhuma ideia legal, criava posts e apagava porque achava que nada estava perfeito e não estava mesmo porque nada tem que estar perfeito. Depois de um deserto criativo entendi que eu só precisava escrever, porque isso é uma das coisas que mais gosto de fazer na vida e não precisava estar perfeito, afinal nada é. Cogitei até a ideia de deletar tudo, a gente tem essas fases né? De achar que pra recomeçar precisa apagar tudo e começar do zero, mas por que não dá pra recomeçar, sei lá, do 123? Foram 123 posts até aqui e eu não me permiti deixar tudo de lado, afinal este blog mesmo que aos trancos e barrancos faz parte de mim, então vai ficar aqui e eu vou continuar do jeito que dá. Preciso escrever qualquer coisa, deixar registros, mesmo que pra eu mesma saber como eu fui. Já que os diários foram esquecidos, aqui é de certa forma um relicário pra relembrar no futuro. Falando em tempo, já estamos em abril!!! E o que foi que eu fiz nesses 3 meses? Parece que nada e muita coisa ao mesmo tempo:

//SENTI - APRENDI - DESCOBRI - ENTENDI
- Que 2018 não está para brincadeira, foram 3 meses de loucura na minha vida e na vida de várias pessoas que eu conheço e das que não conheço também, parece que é um ano de decisões, sei lá como que é essa parada astrológica, mas tá bem louco.

- Não damos valor para as coisas que estão todos os dias conosco, como por exemplo os sentidos, em fevereiro tive uma inflamação no ouvido que foi o suficiente pra me deixar parcialmente surda por algumas semanas e foi uma sensação horrível de impotência e tristeza por perder uma coisa que é tão normal e que eu não parava pra pensar e dar tanta importância.

- Que ter uma casa é muito mais do que apenas comprá-la, não é só o dinheiro, é a ansiedade pra mudar, é a pastinha no Pinterest com tudo que você quer fazer pra decoração, mas que não é bem assim que vai rolar, é a felicidade em ter um cantinho pra chamar de meu, é tudo de bom!

- Felicidade por estar perto da família, e ela estar bem! Felicidade não tem nada a ver com posses, viagens ou qualquer outra coisa do tipo, felicidade é estar no ninho (mesmo as vezes sem estar fisicamente) e vê-los felizes e realizados.

- Que parar de comer carne foi uma das melhores decisões da minha vida e já faz um ano dessa decisão tão acertada que só me traz coisas boas, é só querer, não é difícil não minha gente!

- Que gatos sempre serão os melhores animais pra mim, sabe? Não tem como explicar essa ligação, eu não tenho nada parecido com nenhum outro animal, é incrível!

- A maternidade mais perto de mim, tem muita gente grávida ao meu redor e a vontade de ser mãe tem me rondado cada vez mais, é muito louco esse sentimento.

- A dor mais gostosa que é da tatuagem, fiz mais uma, a quarta e maior de todas até agora.

- Que desistir não é a pior coisa do mundo, é isto.

- Que a paciência é mesmo uma virtude e que preciso desenvolvê-la melhor, o que significa que tenho que tentar viver no hoje e não nas coisas que ainda não aconteceram.

- Sofri com a morte da Marielle, mesmo sem conhecê-la, parece que a cada mulher morta morre um pouquinho das outras junto, morre uma parte do sonho de que um dia tudo vai ficar melhor, de que seremos livres e com todos os direitos garantidos. Mas ao mesmo tempo que morremos com ela renascemos mais fortes para continuar lutando, um dia vai!

//LI
- Outros jeitos de usar a boca - Rupi Kaur
- Orgulho e preconceito - Jane Austen

Dois livros escritos por mulheres, já que me propus a ler mais mulheres em 2018. O primeiro foi rapidinho, apenas algumas poesias pequenas, porém pesadas que fazem a gente refletir tanta coisa... Agora o segundo foi uma leitura bem lenta porque demorei engatilhar, sabe? Estava achando bastante chato no começo, mas depois que Elisabeth foi desenvolvendo mais seu personagem fui gostando cada vez mais e do meio pro fim a leitura deu uma acelerada, não se tornou meu livro favorito da vida, mas com certeza é um dos que mais me marcaram.

//ASSISTI
Séries:
- The end of the fu***ing world (1ª temporada) uma série teen meio creepy, nada muito extraordinário, mas deu pra passar algumas horas de distração.

- Dirk Gently's holistic detective agency (2ªtemporada) é maravilhosa, você não entende nada, mas ama mesmo assim, tem o menino Frodo e é baseada em um livro de Douglas Adams, só isso basta pra ser ótima.

- La casa de papel (1ªtemporada) gostei muito de ter uma série popular que não fosse uma produção americana ou britânica, apesar de muita gente não ter gostado o estilo novela mexicana eu achei ótimo ter uma série estrangeira tão bem vista no meio, tem muito drama e romance no meio da ação? Tem sim e por isso foi maravilhosa.

- Dark (1ªtemporada) ainda estou tentando absorver essa série, a cada episódio você fica com um ponto de interrogação a mais na cabeça, a temporada acaba e você fica sem entender nada e por isso é fenomenal.

- Riverdale (1ªtemporada) não estava dando nada pra essa série, mas ela me cativou de uma maneira que devorei a temporada em dois dias. Alguém morre e tudo se desenrola a partir dessa morte, ninguém sabe exatamente como foi, quando foi ou quem foi. Tem escola americana e todo esse clichê de adolescentes descobrindo a vida, mas eu amo um clichê.

Filmes:
- De volta para o futuro I, II e III sim eu ainda não havia assistido essa trilogia clássica do cinema e me arrependo por não ter visto antes, agora eu entendo tantas referências...

- Matrix idem, é um filme que te faz pensar fora da caixinha e tão questionadora que nem sei.

- Voldemort: a origem do herdeiro é um filme feito por fãs, mas que teve uma produção razoável e fez aquilo que se propôs, não ficou a melhor coisa do mundo, mas pra quem tem sede de mais do universo Harry Potter foi bem legal sim.

- Thor: Ragnarok a Marvel e sua insistência em ser cômica tirou um pouco do ar sombrio do Thor, não vou dizer que ficou ruim, mas também não é um dos meus preferidos.

- Corpo Fechado assisti esse para poder ver Fragmentado na sequência porque tem uma ligação aí nesses filmes, por serem do mesmo diretor e tudo mais.

- Fragmentado foi uma loucura, as vezes entendia, as vezes não, mas não foi de todo ruim.

- Aniquilação que viagemmm, o começo é ok. você fica com aquele mistério no ar, mas o final foi muito viajado e não fez sentido nenhum, o que salvou foi a Natalie Portman.

//OUVI

As vezes as coisas se misturam aqui na minha cabeça e ao mesmo tempo que tenho muita coisa pra escrever não acho que seja nada interessante, por isso fico dando esses hiatos e não vou prometer que isso não vai mais acontecer porque com certeza vai, mas o blog é meu e escrevo quando der na telha, não é mesmo?

Ainda é tempo de falar sobre resoluções?

Ainda é janeiro então acho que pode sim.

Eu achei que 2018 seria o ano em que eu não iria mais fazer isso, essa pequena lista que nos motiva a fazer as coisas, mas ao mesmo tempo nos frustra por muitas vezes parecer impossível de realizar tudo o que queremos. Mas como sou boa em me contrariar fui lá e fiz, já que sou a louca das listas e a verdade é que queremos muitas coisas e mexemos nossa bunda da cadeira o total de zero vezes para correr atrás desses sonhos, este post é mais um auto puxão de orelha pra eu relembrar que não basta querer, tem que ir atrás e revisar várias vezes com o questionamento: "será que eu quero isso mesmo? ou melhor: eu ainda quero isso? eu realmente preciso correr atrás disso?" Fica o questionamento, sempre fica... mas se for isso mesmo, não deixe pro ano que vem!


- Deixar o cabelo crescer e ficar livre de químicas: 2016 e 2017 foram os anos em que meu cabelinho mais sofreu desde que ele existe na minha cabeça, foram várias cores em um curto espaço de tempo, foram vários tratamentinhos pra ele aguentar tudo isso, mas agora quero deixar ele respirar, voltar à cor natural e crescer novamente.

- Voltar à academia: ou fazer qualquer outro tipo de exercício, o que não dá mais é ficar parada porque a idade meus amigos, ela chega e se não balançar esse corpinho ele vai atrofiando.

- Colocar em prática um projeto: é uma coisa muito especial, mas que ainda não vou falar sobre, é aquele negócio de que felicidade quietinha ninguém estraga né? Mas vai ser lindinho e no momento apropriado falarei.

- Ficar em paz com o guarda-roupa: a ideia inicial é fazer o total de zero compras de roupas e calçados este ano, mas se rolar de comprar alguma coisa não vou ficar me culpando e achando que falhei, o negócio é não ficar brigando com as roupas e me encontrar no meio delas.

- Aprender a costurar: ok, essa resolução já existia em 2017, mas não rolou. Ainda não sei se vai rolar agora, mas ela vai ficar aí porque é algo que eu quero muito, mas preciso de planejamento, comprar uma máquina, fazer algum curso... uma hora vai.

- Cozinhar mais: vejam bem, eu trabalho com isso, eu vejo pessoas cozinhando o dia todo, eu faço compras, planejo cardápios, etc o dia todo e quando chego em casa o que menos quero ver na minha frente é a cozinha, porém eu gosto de cozinhar e modéstia a parte eu gosto muito da comida que eu faço, estou tentando cozinhar mais em casa, principalmente nos finais de semana e tentando aprender receitinhas novas porque não adianta, se você quer ser vegetariano/vegano tem que botar a mão na massa porque infelizmente o mundo ainda não está preparado para isso, um dia vai estar, eu espero, mas por enquanto do it yourself.

- Guardar dinheiro: aquela velha história: economizar, investir, parar de fazer 23466354 prestações, não gastar com bobagens e tudo isso que já sabemos, porém não fazemos porque não temos vergonha na cara.

- Pintar e decorar a casa: minha casinha é pequena, mas é o lugar que chamo de lar e quero que esse lar cada vez mais tenha a minha cara e reflita o que eu sou, ainda falta bastante, mas aos poucos ela vai ficando cada vez mais lindinha.

- Praticar sempre o minimalismo/organização: junto com o minimalismo vem a organização de brinde porque quanto menos coisas você tiver, menos vai precisar limpar/organizar, é uma belezinha e eu quero muito continuar com isso este ano e o resto da minha vida.

- Diminuir o tempo nas redes sociais: gente!! rede social é um limbo, você vai ver uma notificação e quando percebe está a meia hora rolando o feed do instagram, como é que pode uma coisa dessas?? eu não quero mais, sabe. Não estou dizendo que vou sair de todas as redes (tanto é que já me contradizendo aqui nessa resolução, em vez de sair estou entrando em novas, já que fiz um twitter no segundo dia do ano), mas quero diminuir a frequência com que acesso essas janelas para outra dimensão que sugam o tempo e a concentração aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.

- Ler mulheres: este ano quero me dedicar a ler somente livros escritos por mulheres porque tem tanta coisa legal que não é valorizada, quero conhecer novas autoras, novas histórias, porque temos sim muito potencial. Inclusive comecei o ano lendo a maravilhosa Rupi Kaur e agora estou em Jane Austen, aceito indicações, viu?

- Cultivar uma horta/jardim: as plantas meus amigos, elas estão presentes na minha vida desde que me conheço por gente, antes mesmo até. E eu sinto muita falta de mexer na terra, de sentir cheiro de mato, eu quero morar num sítio de novo. Enquanto isso não acontece quero plantar várias coisinhas e fingir que estou na floresta.

- Castrar as gatas: eu sei, já deveria ter feito isso faz muito tempo, shame on me!

- Cuidar mais de mim: já fui uma pessoa 100% nem aí comigo mesma e isso é muito ruim porque cara, é o MEU corpo, minha morada, eu preciso cuidar. Preciso me levar mais vezes ao médico, preciso ir mais vezes na estética, mas muito além disso, preciso me levar pra passear, preciso fazer terapia, preciso respirar, preciso cozinhar pra mim mesma, preciso fazer uma tatuagem nova, preciso me amar mais, preciso me dar valor.

- Fotografar e ser fotografada: isso pode ser incluído no ítem acima, mas eu quis deixar separado porque é algo muito forte que tenho dentro de mim, a fotografia é algo incrível, eu sou apaixonada. Eu tenho uma câmera que adivinhem: está criando poeira e mofo num canto do quarto! O que eu estou fazendo da minha vida que não estou por aí com ela tirando fotos de tudo? E o que estou fazendo da minha vida que não estou deixando outras pessoas me fotografarem?

- Escrever mais o que estou sentindo: isso ajuda tanto! Mesmo que você não mostre pra ninguém, que não publique em lugar nenhum, mesmo que você escreva e depois queime a folha/delete o arquivo! Escrever é botar pra fora, é se libertar e eu preciso tanto disso quase como respirar, as palavras pra mim são inexplicavelmente um remédio.

- Terminar a pós: sinceramente, eu nem queria fazer, sabe? Não é exatamente a minha área, apesar de ser algo que eu goste, eu não sei, está sendo bem difícil gostar da pós em si e eu nem sei se vou conseguir terminar mesmo. Vou tentar, mas não vou ficar me culpando se não conseguir.

- Estar mais presente: por último, mas não menos importante: estar presente! E ser presente na vida das outras pessoas, na vida da minha família, apesar de estar longe. Ligar mais, mandar mais mensagens, dizer que eu amo com mais frequência, estar com eles sempre que der, porque a vida é curta e arrependimento não muda os fatos.

E é isso, "só" 18 metas, pra combinar com o ano. Vou conseguir realizar todas? Não sei, provavelmente não, mas só o fato de listar e desejar já é alguma coisa, já é um incentivo. Quais foram as suas resoluções pra este ano e o que você já está fazendo para alcançá-las?