O Iluminado


Título: O Iluminado
Autor: Stephen King
Editora: Suma de letras
Páginas: 463
Sinopse: "Danny Torrance não é um menino comum. É capaz de ouvir pensamentos e transportar-se no tempo. Danny é iluminado. Será uma maldição ou uma benção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do Hotel Overlook.
Quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeira. Não mais o sofrimento da esposa Wendy. Tranquilidade e ar puro ara o pequeno Danny se livrar das convulsões que assustam a família.
Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo se esqueceu de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimentos e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal."

Uma das minhas promessas para 2015 era ler mais e comecei logo com um clássico do "Stephen Rei", claro que não me arrependi desta escolha, pois o livro é ótimo e confesso: fiquei com medo muitas vezes durante a leitura. Mas como o próprio Stephen revelou: "Eu adoro fazer as pessoas se cagarem de medo". Objetivo deveras cumprido meu querido King.


O livro conta a história de uma família cujo pai é ex-alcoólatra, a mãe está suportando o marido por mais tempo do que deveria e o filho Danny é "iluminado", mas ainda não consegue dominar seus poderes.

A trama acontece quando eles vão para um hotel passar a temporada de inverno para tomarem conta do gigante vazio e lá acontecem coisas inexplicáveis, é como se o hotel estivesse vivo e os odiasse. Aos poucos Danny vai descobrindo seus poderes e são eles que ajudam a família a escapar desse terrível martírio em que se encontram. 

O terror é a marca registrada do autor e isso me prendeu ao livro muito fácil, pois apesar de ser clássico não considero um terror clichê porque não tem personagens comuns.
Meu objetivo falando de livros no blog não é resenhar ou dar spoilers, mas apenas registrar minhas leituras e compartilhar minha opinião. O Iluminado foi o primeiro livro do Stephen que eu li e já me tornei fã, estou com dois livros dele esperando para serem lidos e um deles é a continuação de O Iluminado. Meu objetivo é ler toda a obra do autor.






Desafio das cartas #2 Carta para sua paixão/amor

Telêmaco Borba, 27 de março de 2015.

Querido, 
Falar de amor não é uma coisa fácil, criamos tantas explicações na nossa mente para esse sentimento, mas nenhuma delas é suficientemente satisfatória para expressar o que realmente sentimos. Pensamos tantas coisas, sentimos mais ainda, mas expressar com palavras é tão vago, porém basta apenas um olhar que você já entende e sabe, eu sei que você sabe, nós nos inventamos, nos recriamos, nos amamos desde o primeiro instante, basta lembrar que no começo de tudo os meus gostos eram tão diferentes dos seus, os meus sonhos aconteciam em outras noites que não as suas, os meus planos eram um pouco tortos e você nem planejava nada, o meu corpo um tanto arredio e o seu tão sedento. Mas nossos gostos, sonhos, planos e corpos se encontraram e se encaixaram perfeitamente.

O que talvez em outro plano não era pra ser, simplesmente foi! E eu gosto tanto dessas surpresas, dessas armadilhas da vida. Agora estamos emaranhados e eu já não sei mais se sempre gostei de determinadas coisas ou se foi você quem me ensinou a gostar, eu já não me importo de misturar nossos sonhos e transformá-los em um só (o sonho do nosso futuro), eu também já nem ligo pra sua falta de planejamento e comecei a aprender que planejar pode ser frustrante, então deixa pra lá. E quanto aos nossos corpos, digamos que sua sede me contagiou. Eu sei que você também mudou, ficou um pouco eu e eu fiquei um pouco você, mas apesar dessa junção não quero ser uma prisão, quero ser sua liberdade de ir, quero ser seus pensamentos, sua vontade de voltar. Você me causa falta de palavras e excesso de sentimentos, por isso não sei mais o que dizer, mas sei exatamente o que sentir e eu sei que você sabe, sim eu sei meu amor!



Com carinho,
Ana


Amor felino

Eu nasci e morei até os 11 anos em um sítio e isso me proporcionou uma infância cheia de animais e natureza exuberante. Por isso acho que o amor pelos animais já nasceu comigo e me segue até hoje apesar de agora morar na selva de pedra. Lá em casa os animais eram de todos da família, nenhum era só meu, mas agora eu posso dizer que tenho animais pra chamar de meus: minhas gatas. Na verdade não sou eu que tenho elas, são elas que me tem, porque faço de tudo por elas, mimo, dou carinho e amor, então acho que elas não me pertencem e sim eu quem pertenço a elas, fazem de mim o que querem.

Estava me sentindo muito sozinha e gostaria de uma companhia, pensei em um cãozinho, mas como fico fora o dia todo optei por gato já que eles são mais independentes nessa questão apesar de não ter muitas experiências com os felinos, mas não me arrependi nem um pouco. Então fui em uma agroveterinária onde estavam doando filhotes e me apaixonei por uma gatinha siamesa linda e trouxe ela pra casa, dei o nome de Khaleessi, por causa da série Game of Thrones.

A Khaleessi é uma Lady, tem bons modos e não foi nada difícil ensiná-la a usar a caixinha. Ela adora um colo e um carinho na cabeça, é calma, mas super assustada com qualquer barulho ou coisa diferente do que esteja acostumada, diria que é medrosa e mimada demais, mas é muito carinhosa comigo.

Depois que já estávamos juntas há 5 meses surgiu outro bebê na minha vida. Uma colega de trabalho encontrou uma gatinha na rua, mas não podia ficar porque tinha muitos cães que não gostavam de gatos e era perigoso que eles a machucassem e como eu tenho um coração super derretido aceitei ficar com ela. Dei-lhe o nome de Katrina porque é um verdadeiro furacãozinho, não sei se é porque é filhotinha, mas ela é muito mais ativa, caçadora, corajosa e nem aí pra barulhos, não gosta muito de carinhos e adora morder.

Personalidades diferentes que no começo se estranharam bastante, brigaram, rosnaram, mas agora já são as melhores amigas, dão banho uma na outra e dormem juntas. E eu como uma mãe super coruja fico babando nas duas, meu celular e Instagram tem mais fotos delas do que de qualquer outra coisa e estou me sentindo muito feliz e amada com as duas. É incrível como elas me fazem bem e mudaram meu humor pra melhor, me sinto muito agradecida pelo carinho e amor felino que recebo todos os dias através de miados, mordidas, arranhões, ronronares e olhares.











Massagem cerebral

Sabe aquelas coisas que você acha que é a única pessoa no mundo a sentir? Até você descobrir que mais um monte de gente sente e fica se achando um bobo por nunca ter compartilhado com ninguém achando que era coisa da sua cabeça? Então, acontece sempre comigo, mas essa situação em particular me chama a atenção desde muito tempo. Vou tentar explicar, mas não sei se vai ser fácil de entender, sou péssima com explicações, ainda mais quando se trata de uma coisa que eu achava que era só minha. A definição que eu sempre usei foi “massagem cerebral”, é uma sensação extremamente boa de relaxamento, diria até inebriante, extasiante ou como outra definição mais escandalosa: “orgasmo cerebral”. Que acontece sem você desejar, sem você saber quando vai acontecer, simplesmente acontece. Nunca me droguei, mas imagino que seja algo parecido com um efeito de entorpecente.

E o estímulo pra isso acontecer pode vir de coisas banais e corriqueiras do dia a dia. Por exemplo, faz mais ou menos um mês que onde eu trabalho entrou uma funcionária nova e o simples fato de eu observá-la realizando suas tarefas cotidianas vem me causando essa sensação, talvez porque ela é uma senhora bastante delicada e atenciosa com seu trabalho, observar sua paciência faz com que meus neurônios sejam massageados loucamente.

Eu nunca ouvi ninguém falar sobre isso, mas pensei: “não é possível que isso aconteça só comigo!” e fui pesquisar no tio salvador Google e apareceram só resultados nada a ver, até que encontrei uma publicação do ano passado em um site de notícias de Blumenau/SC (era uma coluna de curiosidades e agradeço imensamente ao colunista por ter pesquisado sobre o assunto, um beijo Guilherme, imagino se ele também tenha essa sensação, mas enfim...). Segundo o site existe um grupo de estudos para esse fenômeno que foi denominado: ASMR (Autonomus Sensory Meridian Response), esse termo foi criado em 2010 por Jennifer Allen, uma internauta que assim como eu tentou procurar outras pessoas que tinham a mesma sensação.

Os principais “sintomas” do ASMR são: formigamento no couro cabeludo, formigamento que desce pela espinha, relaxamento constante durante a exposição a estímulos, formigamento atrás da cabeça como se você realmente estivesse recebendo a “massagem cerebral”. Gente, eu fiquei histérica quando li essas definições, é exatamente o que eu sinto.

Existem relatos de pessoas que conseguem induzir a massagem, eu como não sabia nada a respeito, somente sinto quando tenho algum estímulo externo como observar alguém realizando suas tarefas, no salão de beleza quando alguém está mexendo por horas no meu cabelo, ou qualquer som tranquilo. Mas isso não acontece sempre, é quando o “cérebro quer”, realmente isso é intrigante.

Alguém nessa infinita Internet possui as mesmas sensações?