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29 de set de 2015

                                    

Meu gosto musical sempre foi bastante peculiar, ouço muitas músicas, gosto de poucas, porém quando gosto me apego demais como foi este caso. Coeur de Pirate traduzido livremente como Coração de Pirata é o nome artístico de Béatrice Martin, ela é canadense e canta essencialmente em francês, mas com algumas versões em inglês.

Além de cantar, também toca piano lindamente e deve isso à sua mãe que lhe ensinou desde criança a arte desse instrumento. Sua carreira artística começou quando aos 15 anos foi tecladista de uma banda post-hardcore (quem diria) chamada December Strikes First e depois passou a integrar o grupo Bonjour Brumaire, além também de compor músicas.
                    

Estudou artes, letras e comunicação, mas decidiu seguir a carreira de cantora e compositora e que , convenhamos, deu muito certo. Suas músicas são basicamente um retrato de sua vida, seus pensamentos e seus princípios. Tem uma melodia leve e calma, sua voz é doce e suave, é aquele tipo de música que você se encanta nos detalhes, inexplicável.

Não entendo nada de francês, então sempre que ouço uma música nova dela tenho que correr pedir ajuda ao translate. Não que isso seja ruim, veja bem, ela está me fazendo gostar de francês, um incentivo para quem sabe um dia aprender. Conheci nem lembro onde, navegando aleatoriamente pela internet, acho que foi ano passado, não tenho certeza, mas desde então conquistou meu coração. Seus clipes também são muito interessantes. Béatrice é linda e tem tatuagens maravilhosas *meabraça*.


Essas são três das minhas preferidas com seus respectivos clipes, espero que gostem desse Coeur. 







24 de set de 2015


Título: Deuses Americanos
Autor: Neil Gaiman
Editora: Conrad
Páginas: 447
Sinopse: "A tempestade aproximara-se... Depois de passar três anos na prisão, tudo que Shadow queria era voltar para os braços de sua mulher e ficar longe de confusão pelo resto da vida. Mas poucos dias antes da data marcada para sua soltura, descobre que sua mulher morrera em um acidente. Seu mundo se torna um lugar mais frio... No avião em que volta pra casa, Shadow conhece um senhor grisalho, chamado Wednesday, que lhe oferece um trabalho. E Shadow, um homem sem nada a perder, aceita. Mas trabalhar para o enigmático Wednesday tem um preço e Shadow logo descobre que seu papel nas armações dele será muito mais perigoso do que poderia imaginar. Envolvido em um mundo de segredos, embarca em uma louca viagem e encontra personagens estranhos, como o assassino Czernobog, o malicioso senhor Nancy e a linda Easter. E todos parecem saber mais sobre a vida de Shadow do que ele mesmo. Shadow descobrirá que o passado não morre, que todo mundo, inclusive sua falecida mulher, tem segredos, e o que está em risco é muito maior do que qualquer pessoa poderia imaginar. Uma tempestade de proporções épicas ameaça cair sobre todos. Logo, Shadow e Wednesday serão envolvidos em um conflito tão antigo quanto a própria humanidade. Sob a superfície plácida da vida cotidiana, uma guerra está sendo travada - e o prêmio é a própria alma dos Estados Unidos. Tão perturbador quanto divertido, Deuses Americanos é uma viagem caleidoscópica e sombria que vai fundo nos mitos e cruza o mundo atual de maneira, ao mesmo tempo, misteriosamente familiar e completamente estranha. Este trabalho de magia literária vai assombrar o leitor muito além da última página."

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Deuses Americanos é o terceiro livro que li do Neil Gaiman e a cada um que leio só confirmo ainda mais o amor por esse autor, ele tem uma imaginação e uma capacidade incrível de criar personagens e histórias que se encaixam perfeitamente, queria eu ter a metade dessa capacidade. Além disso, antes de sair escrevendo ele faz uma longa pesquisa sobre o assunto que se propõe a escrever e eu acho isso fundamental para a história ser bem estruturada e fazer sentido aos olhos de quem lê.

Neste livro Gaiman aborda como tema principal os deuses, sejam eles os antigos e esquecidos ou os contemporâneos. A história se passa nos Estados Unidos e começa contando a história de Shadow que era um homem grande e forte, mas de bom coração. Ele estava preso e pouco antes de sair da prisão descobre que sua esposa havia morrido em um acidente de carro, quando terminou de cumprir sua pena e voltou à liberdade já não tinha mais pra onde ir ou o que fazer, já que sua esposa não estava mais lá lhe esperando. Foi então que conheceu Wednesday e começou a trabalhar para ele.

Mal sabia Shadow que sua vida iria mudar para sempre a partir daquele momento. Eles partem por uma busca incessante a fim de reunir os companheiros de Wednesday para uma futura batalha, a grande tempestade, guerra entre deuses. Mas no meio dessa busca acontecem várias coisas loucas, encontros com outros deuses igualmente estranhos e alguns parênteses para contar um pouco sobre esses deuses.

Essa guerra que estava por vir tratava-se da batalha entre os deuses antigos e os novos deuses. Um deus só existe se tiver alguém que acredite nele e os deuses antigos estavam deixando de existir porque as pessoas estavam deixando de acreditar neles e passando a acreditar em novas divindades do presente como a televisão e a tecnologia por exemplo. Então, eles estavam brigando pela fé da população digamos assim.

"Quando as pessoas vieram pros Estados Unidos, elas nos trouxeram junto (...). Mas o tempo passou e nosso povo nos abandonou, lembrando de nós apenas como criaturas do Velho Continente, como coisas que não tinham vindo com elas pro Novo. Quem acreditava verdadeiramente em nós morreu, ou parou de acreditar, e fomos abandonados, ficamos perdidos, assustados e sem posses, vivendo de migalhas de adoração e de crença que podíamos encontrar. E fomos sobrevivendo da melhor maneira possível. Então foi isso que fizemos, sobrevivemos à margem das coisas, onde ninguém prestava muita atenção em nós (...). Existem novos deuses crescendo nos Estados Unidos, apoiando-se em laços cada vez maiores de crenças: deuses de cartão de crédito e de auto-estrada, de internet e de telefone, de rádio, de hospital e de televisão, deuses de plástico, de bipe e de néon. Deuses orgulhosos, gordos e tolos, inchados por sua própria vontade e por sua própria importância. Eles sabem da nossa existência e tem medo de nós, e nos odeiam - disse Odin. - Vocês estão se enganando se acreditam que não. Eles vão nos destruir, se puderem. É hora de a gente se agrupar. É hora de agir." 


Gaiman constrói personagens que são difíceis de não se identificar, eu criei uma relação de amor e ódio com Shadow porque ao mesmo tempo que ele é a peça principal da história e que vai ter como função alterar algumas coisas muito importantes ele é muito ingênuo e não vê algumas coisas que Wednesday está tramando e usando ele para botar em prática seu plano. Mas a realidade é que Shadow não estava nem ligando pra tudo isso já que sua vida estava meio "whatever".

"Eu não gosto de você, senhor Wednesday, ou qualquer que seja o seu nome verdadeiro. Nós não somos amigos, eu não sei como é que você saiu daquele avião sem eu ver, ou como você me perseguiu até aqui. Mas eu estou em um beco sem saída neste momento. Quando terminarmos nosso assunto eu me mando. E se você me encher o saco eu me mando também. Até lá, vou trabalhar para você."


Não pense que a trama se passa só com o Shadow e o Wednesday, ainda tem muuuuita coisa pra rolar além deles, tem a mulher do Shadow, morta que não está exatamente morta, todos os deuses que aparecem, os outros humanos que também tem suas histórias contadas. Ah, tem a Sam que é uma personagem bem legal também, enfim super indico a leitura. É um livro com bastante teoria e história de deuses antigos, mas é tranquilo pra ler. Apesar de eu ter levado mais tempo do que o normal pra terminar esse livro (não porque ele estava chato ou algo assim, mas porque eu realmente estava procrastinando essa leitura) eu gostei demais, afinal que livro do Gaiman que eu não gostei? 




"Nenhum homem, proclamou Donne, é uma ilha, e ele estava errado. Se nós não fôssemos ilhas, estaríamos perdidos, afogados nas tragédias dos outros". 
Deuses Americanos

16 de set de 2015


A Rê do blog Mulher Vitrola criou essa TAG e claro que eu tinha que responder né? Amo minhas gatinhas e gosto muito de qualquer assunto relacionado a esse mundo felino, então vamos lá.

1) Quantos gatinhos você tem?
Tenho duas gatinhas lindas <3

2) Qual o nome delas? Quais apelidos?
Khaleessi, porque ela tem a cor da Daenerys Targaryen e também é uma princesa e Katrina porque essa novinha é um furacão. Apelidos tem um monte que eu geralmente chamo as duas: nenêim, godinha, coisa linda de mamaim, amorzinho...

3) Qual a idade do seu gatinho?
Bom, eu não sei ao certo a data de nascimento delas, mas a Khaleessi está comigo já fazem 11 meses e a Katrina 7 meses.

4) Como ele chegou até você?
Eu sempre quis ter um companheiro animal, mas na casa onde morava não tinha como, aí quando me mudei pra um local maior a primeira coisa que fiz foi procurar um gatinho pra me fazer companhia. A Khaleessi foi assim, eu a encontrei em uma agro-veterinária esperando adoção. Já no caso da Katrina foi uma surpresa, uma colega do trabalho encontrou na rua, mas não podia ficar com ela porque tinha muitos cães em casa e ela poderia estar correndo risco lá. Então pediu se eu não queria, como não querer né? E estamos juntas até hoje <3

5) Você tem fotos dele bebê/antigas?
Gente, eu num guento tanto amor

6) Como é a personalidade do seu gatinho?
Como eu falei neste post aqui, a Khaleessi é muito calma, porém medrosa demais, se ela ver algo ou alguém que não conhece corre pra baixo da cama e a Katrina ao contrário é agitada e curiosa, no caso dela se tiver algo/alguém diferente ela quer mesmo é ver qualé a parada mermão.

7) Ele gosta de brinquedinhos? Se sim, quais?
Já gostaram bem mais quando eram bebês, agora é raro ver elas brincando com alguma coisa, geralmente elas brincam mesmo é uma com a outra.

8) Qual tipo de carinho que ele mais gosta?
Khaleessi gosta muito de colo, ficar na perna igual numa das fotos aí em cima, carinho na cabeça e perto do rabo. Já a Katrina é mais arredia comigo e gosta mesmo é do carinho do meu namorado, vê se pode, não pode chegar perto dele que ronrona igual um tratorzinho e gosta do colo dele (e de joguinhos no celular dele), mas quando eu consigo carinhar ela é na cabecinha também que ela gosta, nada de perto do rabo, barriga então nem pensar.

9) O que ele mais gosta de comer? Qual marca de ração/molhinho você costuma dar?
Desde o começo eu nunca deixei elas comerem nada que não fosse próprio para elas, então nunca tive problemas com roubo de comida do prato ou algo assim. Elas comem só a ração e o molhinho /petiscos mesmo, eu estou dando ambos da Whiskas, não sei se é a melhor ou mais saudável, mas é a que mais elas gostaram, já tentei oferecer outras marcas, mas sempre há uma rejeição.

10) Como é a caixinha de areia do seu gatinho? Você usa areia, sílica, receita alternativa?
Já usei areia por muito tempo, mas depois que descobri a sílica não uso outra coisa, acho muito mais prático, apesar de ser mais caro, mas acho que compensa. Uso da marcas Pipicat ou Petlike, acho elas pelo mesmo preço. Já vi na internet uma mistura de sílica com farinha de mandioca e sal, ainda não testei, vocês já viram? Será que é bom?

11) Que recado você daria para as pessoas que não tem gatinhos, ou que tem preconceito com gatos?
Olha, eu confesso que antes de ter minhas gatinhas eu tinha um certo preconceito, mas isso foi quebrado de uma maneira tão linda. É incrível perceber o amor que eles demonstram e inexplicável o que a gente sente. Algumas pessoas acham exagero quando dizemos que somos mamains de gatos, mas o que mais seríamos? É um sentimento de maternidade, de uma maneira diferente claro, mas não deixa de ser. E eu diria pra você que não tem gatinhos, se você quer ter um tenha muita consciência do que vai fazer porque ele será dependente de você o resto da sua vidinha, tenha responsabilidade e muito amor pra dar. E pra quem não gosta ou tem preconceito eu aconselho que tente se aproximar de um, não digo pra sair logo adotando porque né, pode não rolar o feeling, mas conheça o gato de um amigo, vizinho, parente, tente conviver com ele e eu tenho certeza que com um pouco de paciência você verá com outros olhos esse serzinho tão amável.

Encerro essa TAG com essa ilustração maravilhosa que o Kawã Galvão fez mostrando o meu amor por minhas bolas de pelo <3

"Gatos amam mais as pessoas do que elas permitiriam, mas eles têm sabedoria suficiente para manter isso em segredo."
Mary Wilkins

11 de set de 2015

Este post faz parte do projeto 642 coisas sobre as quais escrever e este é o item 114, que sugere um texto que fale sobre a maneira como as coisas deveriam ser e também faz parte das 1001 pessoas que conheci antes do fim do mundo, então "senta que lá vem história".

Eu não estou sabendo como exteriorizar tudo isso, talvez não consiga mesmo porque foi muito emocionante e ao mesmo tempo muito revoltante o que me aconteceu no último feriado, mas vou tentar explicar: Estava eu em mais uma das minhas longas viagens para a casa dos meus pais, na verdade aconteceu na volta (já reparou que a maioria das minhas histórias loucas acontecem durante viagens?). Eu gosto das primeiras poltronas, apesar de não ser tão seguro porque em caso do ônibus bater de frente, quem está nas primeiras poltronas vai pro beleléu primeiro né? Mas eu gosto desses lugares porque posso observar melhor por onde estou passando e também porque sinto que é mais "arejado", já que tenho pavor de ar condicionado, principalmente em ônibus. Enfim, eu estava na poltrona 3 e ao meu lado estava uma senhora, até aí tudo normal.

Na primeira parada, que é logo depois do meu embarque e fica meia hora parado para o pessoal almoçar, eu não ia descer, afinal tinha acabado de entrar, mas decidi ir tomar um suco, porque a viagem só estava começando. Quando voltei ao meu lugar percebi que tinha algo no chão, logo abaixo da minha poltrona e fui verificar, era uma carteira!

Esperei a senhorinha voltar também e perguntei se era dela, não era. Então decidi abrir pra ver o nome da criatura que havia perdido, era uma Maria, simpatizo muito com esse nome, afinal minha mãezinha se chama Maria. A senhora do meu lado disse que algumas cidades antes estava uma mulher sentada ao seu lado e supôs que a carteira seria dessa mulher.

Eu então, sem saber o que fazer fui falar com o motorista, felizmente era um motorista muito legal que ficou bastante preocupado com a situação e tentamos juntos achar alguma pista para descobrir a cidade e talvez o telefone da Maria. Não encontramos nada e sem termos opções deixamos a carteira na agência da empresa de transportes, ela ia ficar lá até alguém ir procurar.

Aquilo me inquietou demais, me coloquei no lugar da Maria, imagina, lá estavam TODOS os seus documentos pessoais e cartões de crédito, até ela descobrir onde estava sua carteira já teria entrado em desespero porque né, parece que nossa vida está ali naquele pacotinho de couro. E eu sabia que a agência não ia fazer questão de procurar a pessoa, pra eles tanto faz.

Mas pra mim não era "tanto faz", e decidi que iria encontrar essa mulher. Antes de deixar a carteira lá na agência eu havia memorizado o nome completo da Maria e assim que consegui acessar a internet lá fui eu procurar nas redes sociais. Não encontrei o perfil dela, mas pelo sobrenome encontrei seu sobrinho e lhe enviei uma mensagem. Mas ele não respondeu, fiquei pensando que a mensagem poderia ter caído na caixa de spam e então vendo o local que ele trabalhava procurei na internet o telefone do estabelecimento e liguei. Ele, muito gentil prontamente me passou o telefone da Maria para que eu pudesse entrar em contato.

E então eu liguei pra ela e para surpresa de ambas, ela ainda não tinha se dado conta que perdera a carteira, acreditam nisso? Um dia depois e ela ainda não sabia que estava sem seus documentos. Maria entrou em desespero e eu fiquei assustada porque achei que ela já estaria procurando e sabia do que eu tava falando, mas soltou um "QUE CARTEIRA????". Eu tentei acalmá-la e explicar a situação, passei o telefone da agência onde a carteira estava e disse que ia ligar mais tarde para saber se tinha dado certo.

Acontece que a Maria não era, ~ qualquer pessoa que perdeu a carteira por aí ~, Maria tem sua história, sua vida cheia de complicações e alegrias como qualquer um de nós e eu não sei por qual motivo nossas vidas tiveram que se cruzar. Mais tarde, antes que eu ligasse ela mesma me ligou pra agradecer imensamente por ter ido atrás dela mesmo sem ganhar nada em troca, eu disse que ganhei sim, ganhei como pagamento a alegria de ver alguém grata, ganhei a prova de que fazer o bem sem olhar a quem (literalmente) é uma sensação impagável.

O que mais me deixou emocionada foi que Maria estava investigando a suspeita de um câncer e que no outro dia iria fazer uma consulta para marcar exames na mama e começar toda a sina de um possível tratamento e que precisaria de um cartão do plano de saúde que estava justamente naquela carteira e que sem ele a consulta teria que ser adiada sabe-se lá pra quando. Ainda bem que a carteira chegou até ela a tempo.

E diante de tudo isso o que me deixou indignada foi o fato das pessoas ficarem tão espantadas com um gesto de honestidade, não estou querendo me vangloriar por ter feito isso, muito pelo contrário, isso não deveria ser considerado como um ato heroico ou raro, eu sempre achei que isso deveria ser senso comum. Sabe o senso comum? ~ conhecimento adquirido pelo homem a partir de experiências, vivências e observações do mundo ~ Então, eu sempre acreditei que o senso comum nesses casos seria realmente fazer o que eu fiz, seria ter empatia pelo próximo.

Mas o que vemos é cada vez mais o contrário, cada vez mais aproveitar-se do outro ou da situação tem se tornado comum. Alguém de má índole poderia muito bem ter feito alguma maldade, na carteira não havia dinheiro, mas PASMEM, junto com os cartões de crédito estavam as senhas, infinitas são as possibilidades para aplicar golpes conforme vemos todos os dias nos noticiários.

O importante é que no final eu ganhei uma amiga, porque Maria se tornou uma pessoa muito especial, já conversamos bastante pelo telefone. Talvez nós nunca nos vejamos pessoalmente, mas isso tudo nos marcou de uma forma inesquecível e me fez refletir sobre como as coisas deveriam ser.


"Não há no mundo exagero mais belo que a gratidão."
Jean de La Bruyere

3 de set de 2015

Telêmaco Borba, 03 de setembro de 2015.

Queridos sonhos, 

As vezes pareço não reconhecê-los, vocês mudaram muito desde a ultima vez que nos encontramos e continuam mudando a cada fechar de olhos, a cada pensamento e plano, mas é assim que gosto de vocês, essa constante mudança é o que faz com que sejam legais e realizáveis, creio eu.

Alguns de vocês já aconteceram e por causa disso ficaram na história, o acontecer é um ato de libertar-se de mim, tornar-se real é como nascer. Então já tenho vários filhinhos sonhos por aí e outros tantos estou gestando, devo ser uma super mãe de sonhos.

Gostaria de me desculpar pelas vezes que não dei muita atenção a alguns de vocês, por ser menor, ou por ser grande demais, por demandar tempo ou dinheiro, por ser quase inalcançável. Desculpa pelas vezes que larguei algum na gaveta ou no fundo do coração e lá ficou por muito tempo.

Apesar de toda essa falta de atenção, quero dizer que vocês continuam aqui, um dia vou libertá-los, mas peço paciência porque eu geralmente me apego a quem me faz bem. E sim, vocês me fazem muito bem, ter sonhos é ter motivos para acordar todas as manhãs e ir correr atrás das realizações. Ter sonhos é sentir-se vivo, é ter razões para enfrentar as situações adversas que podem ocorrer na busca.

Sonhar é acreditar e eu acredito muito em vocês, obrigada por estarem sempre comigo, realizados ou não, obrigada pela força e até mais.

Com carinho,
Ana (:

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"Sonhar é acordar-se para dentro".
Mário Quintana