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31 de dez de 2016

Sobre 2016, esse ano difícil pra todo mundo, porém com algumas alegrias sim eu só digo: obrigada! A cada erro uma possibilidade de melhorar, foi o que eu aprendi com ele e espero que 2017 seja um cadinho melhor. 

Estou pensando e ainda não sei se continuarei com o blog, sinto que não estou me dedicando tanto quanto gostaria, mas achei que 2016 foi bem positivo por aqui, participei de quase todo o BEDA e conheci muita gente legal da blogosfera. Não sei se vou continuar porque estou com muitos projetos pessoais e não estou encontrando tempo pra tudo isso, mas não queria me desfazer porque aqui me sinto segura, me sinto livre pra me expressar e me conectar, veremos...

Enfim, só queria agradecer mesmo, à vida, ao universo e tudo mais e desejar que 2017 seja lindo.

4 de nov de 2016


Autor: Marie Kondo
Editora: Sextante
Páginas: 160
Sinopse: "A mágica da arrumação se tornou um fenômeno mundial por apresentar uma abordagem inovadora para acabar de uma vez com a bagunça. Aos 30 anos, a japonesa Marie Kondo virou celebridade internacional, uma espécie de guru quando o assunto é organização. Seu método é simples, porém transformador. Em vez de basear-se em critérios vagos, como "jogue fora tudo o que você não usa há um ano", ele é fundamentado no sentimento da pessoa por cada objeto que possui. O ponto principal da técnica é o descarte. Para decidir o que manter e o que jogar fora, você deve segurar os itens um a um e perguntar a si mesmo: "Isso me traz alegria?" Você só deve continuar com algo se a resposta for "sim". Pode soar estranho no começo, mas, acredite, é libertador. Você vai descobrir que grande parte da bagunça em sua casa é composta por coisas dispensáveis. Pratico e eficiente, este método não vai transformar apenas sua casa - ele vai mudar você. Rodeado apenas do que ama, você se tornará mais feliz e motivado a criar o estilo de vida com que sempre sonhou."

Desde que decidi ser melhor comigo mesma, com a vida, o universo e tudo mais, brotaram do além algumas coisas pra me ajudar com isso, como por exemplo a Marie Kondo. Tá que não foi tão do além assim, porque eu comprei o livro em um catálogo, tive que esperar ele chegar, demorei um pouquinho pra ler e essa função toda, mas o que eu quero dizer é que assim como aconteceu com A Menina Submersa, li A Mágica da Arrumação exatamente quando estava precisando ler. Ao universo, meus agradecimentos.

Confesso que no começo não gostei muito não, a Marie contando como ela era quando criança, que queria organizar a casa toda e entrava em conflito com o restante da família, eu pensei: que menina chata pra cacete hein? Outra coisa que não me agradou foi o fato de que tem algumas coisas repetidas várias vezes, mas depois eu fui entender que esse é um método comum entre os japoneses: de repetir várias vezes a mesma coisa para a melhor fixação. Em alguns momentos me identifiquei com essa resenha pra lá de sincera que a Nicas fez desse livro sem limites.

Mas no decorrer da leitura, aquele método, aquilo que ela falava foram me conquistando, por que sabe? Marie Kondo é muito mais do que arrumação e organização da casa, ela fala coisas que nos fazem pensar e enxergar além de apenas isso. Vamos por pontos:

1) Organizar tudo de uma vez, veja bem, isso parece ser impossível por que cadê tempo? Mas se queremos mesmo botar tudo em ordem, tirar um tempinho pra fazer isso definitivamente é essencial. Nunca gostei daqueles métodos de organizar um cômodo por dia, por exemplo, porque quando acabava de organizar toda a casa aquele cômodo pelo qual comecei já estava uma bagunça novamente.

2) Organizar por categorias, não por local. Por exemplo, quando formos organizar as roupas devemos reunir todas as roupas que temos na casa e lidar com elas primeiro, só depois disso vamos para a próxima categoria, isso faz com que enxerguemos os excessos que temos.

3) Organizar na sequência. Existem coisas mais difíceis de organizar e de se desfazer que outras, por isso Marie recomenda uma sequência em que isso deve ser feito: roupas > livros > papéis > miscelâneas > itens de valor sentimental como fotos, cartas, etc.

4) Se perguntar: "Isso me traz alegria?" Nossos objetos carregam um valor emocional de alguma forma e alguns deles nem sempre tem uma boa energia ou nos trazem boas lembranças, no método da Marie aprendemos a olhar cada objeto individualmente e nos questionar se aquilo nos traz alegria, se sim permanece, se não... pra quê continuar com algo que nos deixa na bad toda vez que olhamos pra ele?

5) Demonstrar gratidão. Se nessa organização decidirmos descartar algo devemos olhar para aquele objeto com gratidão, pois de alguma forma nos foi útil em algum momento, mas hoje não condiz mais com nossas necessidades ou escolhas. Mas também devemos ser gratos com aquilo que decidimos manter e com o que adquirirmos futuramente, pois farão parte da nossa vida e nos ajudarão a criar nossa história.

Tudo isso parece um tanto quanto utópico, afinal tem algumas coisas bem distantes da minha realidade, mas o legal da coisa é você ler, absorver aquilo que pode te ajudar e adaptar pra sua vida. Uma das coisas que mais me ajudou nesse livro foi essa questão de: "Isso me traz alegria?" Muitas vezes permanecia com objetos que me traziam lembranças que gostaria de esquecer, mas não conseguia me desfazer dele, ou então guardava alguma roupa que não servia mais ou que não gostava mais de vestir com a desculpa de que "ah, um dia vou usar" e nunca usava. Se livrar de coisas que não nos fazem bem nos ajuda a liberamos mais espaço nos armários e na vida.

Não que seja assim tão fácil, mas seguimos tentando, se até Emily Gilmore conseguiu, por que não eu?

7 de out de 2016


Autor: Caitlín R. Kiernan
Editora: Darkside Books
Páginas: 320
Sinopse: "A Menina Submersa é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por licantropos e sereias. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de beleza e horror, camadas, mitos e mistério em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do "real" sobre o "verdadeiro" e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos. Considerado uma obra-prima do terror da nova geração, o romance é repleto de elementos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica e vencedor do importante Bram Stoker Awards (2013). A autora se aproxima de grandes nomes como Edgar Allan Poe e H.P. Lovecraft, que enxergaram o terror em um universo simples e trivial -  na rua ao lado ou nas plácidas águas escuras do rio que passa perto de casa - e sabem que o medo real nos habita. O romance evoca também as obras de Lewis Carrol, Emily Dickinson e a Ofélia, de Hamlet, clássica peça de Shakespeare, além de referências diretas a artistas mulheres que deram um fim trágico à sua existência, como a escritora Virgínia Woolf."

Eu sempre achei que livros deveriam ser escritos com enredo linear, porque eu preferia assim, mas depois que li A Menina Submersa comecei a me interessar por enredos não lineares e perceber que a vida é assim: não linear! Afinal, nós temos momentos de devaneios e pensamentos voltados ao passado ou ao futuro, não organizamos nossa mente de uma forma linear, por que as histórias deveriam ser?

Não é segredo pra ninguém que eu sou apaixonada por Neil Gaiman, e eu só me interessei por este livro porque ele indicou, e se ele disse então deve ser bom mesmo, pensei. E realmente, foi uma escolha certeira. A Menina Submersa não foi fácil, ele é daquele tipo de livro que a pessoa ou ama ou odeia, mas se odeia é porque não entendeu nada da história, vi algumas resenhas no Skoob de pessoas falando tão mal que deu vontade de dizer: OLHA AQUI KIRIDINHA, VOCÊ ENTENDEU FOI É NADA, LÊ DE NOVO! Porque eu, no caso, amei. Comprei ele já fazia um tempinho, mas deixei pra ler depois, até minha irmã leu ele antes que eu, mas acho que existe o tempo certo e eu li ele certinho no momento em que estava precisando, o universo é tão mágico com essas coisas, sabe? Foi um livro marcante por motivos muito além da história em si porque quando um livro te marca, a lembrança que fica dele não é somente da história descrita nas folhas do papel, você também lembra da época em que leu, do que estava vivendo ao mesmo tempo em que lia. E comigo foi assim, lembro desde o momento da compra, do período que ele ficou me esperando e principalmente de quando li, estava acontecendo tanta coisa...

Eu discordo de alguns pontos da sinopse, não acho que seja apenas um conto de fadas ou exatamente uma história de fantasmas e não vi nada de terror nele também, pra mim foi mais além, foi a história de uma mente perturbada, de uma mente doente, mas ao mesmo tempo foi uma história linda, que mexeu profundamente comigo. Eu demorei muito tempo pra conseguir escrever sobre ele porque estava ainda absorvendo, estava tentando digerir e entender o que significou pra mim.

A Menina Submersa conseguiu adentrar minha mente e de uma maneira incrível me senti realmente submersa no livro, como se eu não estivesse lendo, mas sim vivendo aquela história, parecia que eu era a protagonista, eu comecei a sentir algumas coisas que ela sentia e isso foi realmente perturbador, conversei com algumas pessoas que também leram e fiquei mais aliviada ao saber que isso não aconteceu só comigo.

A história é bastante complexa e fazer uma resenha dela é bem difícil, talvez por não ser linear, talvez por ter momentos em que você não sabe se aquilo está realmente acontecendo ou se é apenas um devaneio da narradora... A Menina Submersa, na verdade é um quadro, uma pintura que a protagonista visitava desde criança no museu, ela era meio obcecada por essa obra e tudo vai se desenrolar a partir daí. India Morgan Phelps, ou Imp, como prefere ser chamada tem esquizofrenia, assim como sua mãe e sua avó também tiveram, então não sabemos se tudo o que ela diz é real ou é coisa que sua mente cria.

Imp tem uma namorada, a Abalyn, que conheceu de uma forma inusitada, mas o foco da história não é nesse romance e sim em uma situação que ocorreu logo depois que Abalyn foi morar com Imp que mudou todo o rumo da história das duas. Uma noite Imp resolve dar um passeio de carro, sozinha e encontra Eva Canning, na beira da estrada, nua, encharcada da água do rio e a leva pra casa, a partir daí Eva não é mais uma garota, e sim uma sereia, um lobo, ou a Menina Submersa, Eva é o motivo de Imp escrever, é o fantasma que vai assombrar o resto de sua vida. E assim como ela era obcecada pelo quadro, vai ficar obcecada por Eva e isso vai tornar sua vida muito mais difícil do que já era.

A partir daí o livro fica muito mais pesado, com histórias de fantasmas, de seres mitológicos e de mortes, suicídios e muita, mas muita loucura. Uma história como essa é difícil de explicar, a própria Imp não conseguia muito bem: "Queria ser escritora, escritora de verdade, pois se eu fosse, imagino que não estaria fazendo essa confusão tão feia com esta história. Me perdendo, tropeçando nos meus pés". Mas se tornou um dos meus livros preferidos, justamente por toda essa confusão e por nos colocar na mente da protagonista. é muito difícil exemplificar transtornos psicológicos, mas este livro conseguiu de uma maneira bonita e mágica mostrar pelo menos um pouquinho de como é e no fim, me fez perceber que todos temos um fantasma, todos temos uma Eva Canning, porque: "Fantasmas são essas lembranças fortes demais para serem esquecidas, ecoando ao longo dos anos e se recusando a serem apagadas pelo tempo".


Khaleesi e Morgana também gostaram muito do livro

E uma dica: se você quer ler esse livro, esqueça tudo o que ouviu falar sobre ele até agora, inclusive, esqueça tudo o que eu disse, porque tudo o que foi dito pode não corresponder em nada com o que você vai encontrar naquelas páginas.

Outra dica: o livro contém inúmeras referências a várias coisas, entre elas músicas, filmes, outros livros, lendas antigas, obras de arte, então esteja preparado para além de ler, fazer várias pesquisas, assim a história fica muito mais interessante.

Esse é o trailer do livro (que eu particularmente não gostei muito), mas boatos de que vai virar filme, eu não sei se fico feliz ou triste, porque acho essa história muito complexa pra ser traduzida em duas horinhas de filme, mas Clube da Luta tá aí pra nos provar de que isso é possível, então só vai depender da produção fazer certo.

4 de out de 2016

Eu não sou uma boa pessoa.

Na verdade, acho que ninguém é - inteiramente - uma boa pessoa, mas existem aqueles que se esforçam, que tentam mudar hábitos, opiniões e convicções para melhorar consigo mesmo, com os outros, como ser humano, como habitante do Planeta Terra. E eu busco todo dia estar nesse grupo dos que querem fazer diferente, mesmo quando tudo está nos levando para o outro lado. E não é fácil, porque não fazer é mais fácil do que fazer, porém mesmo com essa dificuldade e o mundo dizendo que não vou conseguir sigo buscando esse aperfeiçoamento, por mais distante que ele possa parecer estar.

E tenho percebido que algumas coisas estão dando certo pra mim, com a mistura de alguns métodos, com a experiência das tentativas... e são coisas tão simples e que tem me feito tão bem, que me pergunto: por que não fiz isso antes?

Ser melhor comigo mesma:

- Minimalizar: somos, não sei se por natureza ou por qual outro fator, acumuladores, seja de bens materiais, de problemas não resolvidos, de coisas que achamos que serão úteis no futuro, mas que no fim nem lembramos que existem. E ao acumular em demasiado não deixamos espaço para novas coisas em nossa vida, novas experiências, novos sentimentos... e eu, confesso, já acumulei demais. Livrar-se de acúmulos trás um bem estar enorme e minimalizar é uma experiência de autoconhecimento, começamos a prestar mais atenção nas coisas simples, no que realmente somos e queremos ser. Pra reconhecer o que realmente nos faz bem e nos deixa felizes precisamos organizar, o que me ajudou muito nesse quesito de organização foi o livro da Marie Kondo: A mágica da arrumação, ainda vou falar mais dele futuramente. Além do livro, acompanho alguns blogs que tratam do assunto:

- Desconectar: é fato que a internet melhorou nossas vidas, podemos fazer tudo através dela, comprar, conversar, estudar, ler, ouvir, expressar, nos relacionar, mas sabe, as vezes isso me cansa, porque fico tão dependente e tão viciada a ponto de não conseguir me concentrar em outras coisas e isso me deixa mal. Nessa onda de minimalismo (e das listas, porque sou a louca das listas) fiz uma lista de todas as redes sociais que eu tinha e percebi que eram MUITAS, e geralmente não atualizava nem metade, além disso tinha 5 contas de e-mail, gente CINCO, pra que tudo isso? Fiquei só com as redes sociais que mais uso, desativei as notificações e reduzi os e-mails em apenas 2, limpei a caixa de entrada deles, deixei de seguir várias contas no Instagram, descurti várias páginas, saí de alguns grupos e desfiz algumas amizades no Facebook, no Tumblr fiz a mesma coisa, além disso deixei de assinar algumas Newsletters que nunca lia, deixei de seguir blogs que não acompanhava, saí de alguns grupos no Whatsapp e apaguei a maioria das conversas, limpei a galeria do celular, enfim foi como fazer uma faxina virtual, destralhar, desapegar e isso me trouxe uma leveza tão grande, mas sinto que ainda é pouco, porque fiquei com menos, mas não deixei de checar toda hora, sinto que ainda falta muito para desconectar mais. E nem estou falando aqui de sumir da internet, apenas de não deixar que isso se torne um vício e roube o tempo que eu poderia estar me dedicando a coisas mais importantes. Outra coisa que entra aqui neste tópico (porque adoro tópicos) é desconectar de pessoas que não nos acrescentam, ou utilizando o termo que está bastante popular, das: "relações tóxicas", sejam elas virtuais ou não, mas sobre pessoas falarei mais adiante.

- Comprar menos: eu nunca fui uma Becky Bloom, com problemas relacionados a comprar demais, mas de vez em quando a gente dá uma exageradinha né? E aí caía lá no primeiro tópico de minimalizar, porque sempre acabava tendo mais do que preciso ter. Agora, acho que posso trocar o nome deste tópico de comprar menos para: comprar melhor. Porque tudo bem se aquele casaco é mais caro, mas se vai durar quase que pra sempre vale mais a pena do que comprar vários casacos que não duram um inverno, é basicamente isso e os blogs que têm me ajudado muito a pensar melhor sobre esse assunto são:
- Agradecer mais: não preciso nem citar o quanto, muitas vezes, somos mal agradecidos, com o universo, com as pessoas, conosco mesmo e se reclamar mudasse alguma coisa este mundo já estaria bem melhor porque se tem uma coisa que o ser humano sabe fazer é reclamar e eu tenho tentado mudar isso em mim, é como aquela música do Supercombo: nunca reclamar, só agradecer.

- Viver pessoas: eu vou citar novamente o Felipe e sua lista de viver pessoas porque é incrível. E é aquele negócio, a vida acontece e a gente nem vê o tempo passando e as pessoas importantes ficando ali no "depois eu falo com ela". Depois pode ser tarde, vamos demonstrar amor agora! É claro que sem ser trouxa né migos, porque se a recíproca não for verdadeira, as vezes é melhor não insistir. O segredo está no equilíbrio entre buscar quem nos faz bem e se afastar de quem nos faz mal.

Ser melhor com o mundo:

Quando tentamos ser melhor conosco mesmo, já estamos fazendo um super bem para o universo também porque tudo flui de uma maneira melhor e algumas coisas melhoram sem a gente fazer nenhum esforço a mais, mas existem aquelas coisas nas quais precisamos gastar um pouquinho mais de energia porque valem a pena, mesmo que seja só você, mesmo que seja de grão em grão.

- Usar ecobag: eu ganhei o livro UMA PERGUNTA POR DIA, e ele é ótimo, é uma espécie de diário para 5 anos, onde você responde uma pergunta para cada dia do ano e depois repete o ciclo durante mais quatro anos e compara suas respostas e enfim, eis que tinha uma questão assim: Cite um problema não muito importante, porém recorrente e minha resposta com certeza teve a ver com isso, não que não seja importante, mas era muito recorrente porque naqueles dias eu estava lidando com a questão das sacolinhas do supermercado que estavam acumuladas em uma gaveta e eu não jogava fora porque uso pra por o lixo, mas produzo bem menos lixo do que a quantidade de sacolinhas estocadas. Já fazia um tempo que estava querendo usar ecobag, mas deixava pra depois por motivos de que: muito mais prático usar as que o supermercado fornece mesmo porque já tá lá né? Mas olhando aquela gaveta que não cabia mais nada, eu decidi que ia tomar vergonha na cara e levar minhas próprias sacolas quando fosse ao supermercado. Isso causou uma certa estranheza no pessoal do caixa, mas eles acharam o máximo e disseram que seria bem legal se outras pessoas também tivessem essa iniciativa, eu fiquei pensando: poxa, ninguém mais faz isso?

- Separar o lixo: e nessa mesma vibe de meio ambiente: separar o lixo é uma coisa tão simples, mas que as pessoas insistem em não fazer e confesso que eu tinha preguiça, mas a partir do momento que eu decidi não ter mais sacolinhas para colocar o lixo também tive que pensar melhor em um destino pra ele. Na verdade, o objetivo seria até não produzir mais lixo nenhum, o que é muito difícil, porém não impossível. Existem várias alternativas para pelo menos reduzir aquele lixo que a prefeitura recolhe, como a compostagem, a separação para a reciclagem, comprar produtos com menos embalagens, basta deixar a preguiça de lado. Esses blogs são exemplos de que é possível sim:

Existem inúmeras outras questõezinhas que podem ser abordadas para tentar melhorar conosco mesmo e com o mundo, mas por hora, essas são as que estou praticando. Espero criar disso um hábito e continuar sempre aprimorando porque fazem bem, e não estão sendo como uma obrigação pra mim, eu curto tudo isso, e creio que isso é o mais importante: fazer por prazer.
28 de set de 2016

O Felipe do blog Não Sei Lidar, falou sobre uma lista que ele faz: A lista de viver pessoas que consiste basicamente em listar pessoas com quem você quer falar mais, estar mais presente e ligar pra elas, fazer uma visita, enviar uma mensagem pra pelo menos dizer: "oi, eu estou aqui, você é importante pra mim, mesmo a gente não estando tão próximos". Isso é muito legal, mas ao mesmo tempo soa até um pouco ridículo porque poxa, se eu não tenho tempo nem pras pessoas importantes que chego ao ponto de fazer uma lista pra não deixar de me comunicar com elas é porque realmente a vida acontece e a gente nem vê não é mesmo? Porém acho válido, melhor fazer isso do que não falar com ninguém.

E eu sou da opinião de que se gostamos de uma pessoa, devemos falar, fazer com que ela perceba o quanto é importante pra nós, porque as vezes fica assim subentendido e não temos a real oportunidade de agradecer e é por isso que e eu faço aqui a lista de pessoas que conheci e que me marcaram de alguma forma porque a gente vive e encontra tantas pessoas e as vezes deixamos passar essa oportunidade de registrar e pelo menos dizer: eu não te esqueci.

Eu não vivi muito ainda, mas percebi que nesse mundo existem pessoas com o coração pequenininho que mal cabem elas mesmas de tão fechadas que são e existem aquelas com o coração tão grande que mais parece um estádio de futebol e sempre cabe mais alguém para amar. Tive sorte de nessa minha pequena jornada pela vida encontrar algumas pessoas assim, de coração enorme e com certeza Mamy foi uma delas. Ela é chamada assim pela família e por todos que a conhecem porque ela é sim, uma mãezona.

Conheci ela e sua família em 2012 quando fui em um encontro da igreja lá em Foz do Iguaçu e eles acolheram a mim e mais algumas pessoas em sua casa, voluntariamente. Íamos lá apenas para dormir após o encontro, mas esses poucos momentos em que nos víamos eram lindos. Mamy fez questão de nos fazer sentir como se estivéssemos em casa e nos esperava sempre com um jantar maravilhoso, a cama arrumadinha e uma simpatia sem igual.

Ao saber mais sobre ela, percebi que aquele cuidado e atenção era algo intrínseco que ela sempre teve pelos outros, trabalhava em um lar de idosos e tratava todo mundo como se fosse membro da sua família. A mesma coisa percebia em seu esposo e em seus netos, que moravam com ela e que se espelhavam naquele amor que ela emanava.

Convivemos pouco tempo, mas foi o suficiente para que ela se tornasse inesquecível para mim, ela e todos daquela casa. Infelizmente a vida é corrida e moramos tão longe, mas eu ainda quero voltar até lá, agradecer, não somente aquela acolhida, mas agradecer por ela ser quem é. Mamy, sinto saudades e quero que saiba que os pequenos gestos seus foram o que me conquistaram e me fizeram querer ser como você, ter esse coração enorme e amar a todos sem distinção. Obrigada!

25 de set de 2016

Sou uma winter person, gosto muito do inverno, do frio e de tudo o que ele nos proporciona como chocolate quente, vários cobertores e a elegância dos casacos, cachecóis e gorros. Mas minha segunda estação preferida é a primavera porque bem, ela é linda, colorida e muito feliz porque: quem não fica feliz em ver uma florzinha desabrochando? Minhas flores preferidas são as azaléias e os ipês, cresci rodeada por elas e o amor permaneceu, sempre que tenho a oportunidade tiro várias fotos dessas lindezas, e esse projeto fotográfico do grupo se organizar, todo mundo bloga veio bem a calhar para eu mostrar as florzinha tudo, já que esta semana o tema foi: primavera!




Lendo: Herathor - A. Ridan.

Assistindo: Gilmore Girls e How I met your mother.

Ouvindo: Red Velvet, nunca fui muito fã de K-pop, mas não consigo parar de ouvir essa música:


19 de set de 2016

Autor: Anne Frank (edição por Otto H. Frank e Mirjan Pressler)
Editora: BestBolso
Páginas: 378
Sinopse: "12 de junho de 1942 - 1º de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente seguiu para Auschiwitz e mais tarde para Bergen-belsen."


O diário de Anne Frank é daqueles livros que mexem com a gente, não só pelo fato de ter como cenário a Segunda Guerra Mundial, ou por ser uma história real, mas principalmente por ser composto por relatos de uma menina tão jovem. E olhar a guerra através do ponto de vista dela é muito mais desgraçador de mentes porque ficamos imaginando tudo o que ela perdeu por causa disso e tudo o que sonhava e nunca se realizou.

Anne e a família viviam uma vida normal, até que a guerra chegou, o ódio pelos judeus se alastrou e eles tiveram que se esconder no sótão da fábrica onde seu pai trabalhava, juntamente com mais uma família e um senhor rabugento. As pessoas que estavam ajudando esses fugitivos tinham bom coração, porém estavam correndo sérios riscos ao fazerem isso porque se os nazistas descobrissem, todos seriam severamente punidos ou mortos.

Além da tensão de estarem escondidos ainda tinham que lidar com a escassez de comida, com o silêncio que tinham de fazer durante o dia, pois a fábrica ainda estava ativa, e com o convívio em grupo, o que, diga-se de passagem, era uma das piores coisas. Cada um tinha os seus hábitos, as suas manias que muitas vezes irritavam os outros e geravam vários desentendimentos.

Outra coisa que também fica bem claro é a preferência que Anne tinha pelo pai em relação à mãe, pra dizer a verdade Anne não suportava a mãe e elas tinham várias discussões feias que sempre eram amenizadas pela paciência e amor do pai. Além disso também tinham as tentativas de proximidade com a irmã mais velha, que pensava tão diferente dela, por isso Anne sentia-se muito sozinha.

E aí ela encontra no filho do casal que morava com eles um amigo e confidente para todas as horas e acabam apaixonando-se um pelo outro, foi uma pena esse amor não ter tido tempo de ser concretizado, pois logo todos do esconderijo foram descobertos e separados, cada um teve seu fim longe do outro.

Apesar de toda essa tensão em que viviam e constante medo, Anne era uma menina muito inteligente e sempre estava estudando alguma coisa, fazia diferentes tipos de aulas com sua irmã e seu pai, lia vários livros e sonhava em ser jornalista. É triste saber que esses sonhos nunca se realizaram, é triste saber de tudo que a guerra fez e mais triste ainda é saber o que a guerra ainda faz até hoje na vida de tantas outras Annes Franks por aí, quantos sonhos ela ainda desfaz, quantos diários estão sendo interrompidos, quantas vidas tiradas e tudo isso pra quê?


"Quando escrevo, sinto um alívio, a minha dor desaparece, a coragem volta. Mas pergunto-me: escreverei alguma vez coisa de importância? Virei a ser jornalista ou escritora? Espero que sim, espero-o de todo o meu coração! Ao escrever sei esclarecer tudo, os meus pensamentos, os meus ideais, as minhas fantasias."
10 de set de 2016

"A rotina não me convenceu
Diz que é sempre tudo a mesma coisa
Mas eu não fechei meus olhos pro novo de todo dia
Mas eu não fechei meus olhos pro novo de todo dia"

Depois do BEDA fiquei com uma ressaca de escrever, mas não posso deixar o blog morrer, não posso deixar o blog acabar e com a ajuda do grupo se organizar, todo mundo bloga vamos em frente com essa coisa maravilhosa chamada blogar. Este mês decidimos fazer o Setembro Fotográfico, cada semana tem um tema e vamos postando as fotinhos que traduzem o que o tema significa pra gente e o tema desta semana é: ROTINA.

E se tem uma coisa que eu não suporto é rotina, existem tantas coisas pra se fazer nessa vida, pra quê fazer sempre o mesmo? Eu nasci pro novo, eu sonho com o desconhecido... Porém, pra se viver  em sociedade dizem que é necessário manter uma rotina pra algumas coisas, mesmo desinteressantes, mesmo estressantes e aí "todo dia ela faz tudo sempre igual, se sacode as 6 horas da manhã". 

Como não tem outro jeito a não ser enfrentar a rotina eu tento suportá-la com leveza e mesclar com coisas diferentes para que não fique tão pesada e entediante. Ver beleza nos detalhes e aproveitar os momentos bons para que os ruins sejam passageiros. E registrar tudo em fotos...

tentando organizar a rotina no bullet journal/tornando o sorriso a melhor rotina/não conseguindo resistir a esse olhar/arriscando a fabricação de um banoffee

carinho em forma de colo/vista da minha janela/amor em forma de filhote

Lendo: A mágica da arrumação - Marie Kondo Herathor - A. Ridan

Assistindo: Gilmore Girls e How I meet your mother, ambas na primeira temporada e amando.

Ouvindo: MUUUUITA MPB, principalmente Crombie, que descobri por acaso e já estou apaixonada, tanto que está até no início deste post porque esta música combinou muito:


E sigo, mais uma semana de rotina, mais uma semana sobrevivendo, mais uma semana tentando ser melhor do que posso ser.

31 de ago de 2016

Senhoras e senhores, chegamos ao fim do BEDA e estou dando pulinhos de alegria por ter conseguido chegar até aqui, mesmo ficando sete dias sem postar, mas tudo bem, os outros vinte e quatro dias compensaram porque com certeza foi uma vitória, pra quem postava uma vez por mês e olha lá isso realmente foi um recorde.

Se foi cansativo e um pouco desgastante? Foi, tinha dias que por mais que eu tivesse pauta, assunto e muitas ideias, simplesmente não tinha coragem e forças pra vir escrever e isso foi um pouco frustrante. Se foi maravilhoso e compensador? Foi também e isso ultrapassou qualquer cansaço ou desgaste porque bem, eu me superei, achei que não ia passar da primeira semana e aqui estou com o mês quase completo.

O BEDA me fez perceber o quanto eu realmente gosto de escrever, de transformar minhas ideias e pensamentos em palavras e compartilhar com o mundo, mesmo que elas não sejam grande coisa, mas pra mim é sim uma coisa gigante porque a bagunça aqui dentro é imensa e preciso de alguma forma externalizar e organizar nem que seja uma parte apenas. Lembrei de um e-mail que lá em 2012, época em que estava entrando nesse mundo blogueiro, troquei com a Bianca do blog Two Bee, eu tinha dito que estava começando e que estava com medo de blogar, por n motivos e ela me respondeu o seguinte: "Acho que o blog é pra gente compartilhar o que a gente gosta! Não precisa ficar com medo. Seus leitores serão as pessoas que se identificam com você. Eles vão visitar o seu blog. Se gostarem, irão voltar mais vezes, comentando ou não. Se não gostarem, ou se apenas não se identificarem não voltarão. E isso vai acontecer independente do conteúdo. Então, quanto mais você for sincera naquilo que posta, mais vai atrair pessoas como você! :)" Como eu era bobinha, e como eu cresci desde então, obrigada Bi <3. Eu já não estou tão preocupada se as pessoas vão gostar daqui ou não, o blog é algo pra mim e claro que se surgirem pessoas que se identificam com a minha loucura vai ser maravilhoso, é um bônus e tenho encontrado tanta gente legal.

E no fim de tudo eu só tenho a agradecer: ao grupo se organizar, todo mundo bloga que foi um incentivo enorme para que eu pudesse começar esse desafio, as pessoas que liam todos os meus posts e nos dias em que eu não postava vinham perguntar:"não tem post hoje?" e também agradecer a mim mesma (por que não?) por acreditar e principalmente por tentar.

Se eu quero fazer de novo? Não sei, isso vai depender de como vou estar ano que vem, mas se for participar quero me organizar bem antes pra sair umas coisas com mais qualidade e não tanta correria como foi esse ano. Enfim, o saldo do balanço geral foi positivo, afinal além de auto superação também ganhei de brinde a oportunidade de conhecer vários blogs legais e de matar a saudade de outros que estavam quietinhos.

Então, como é de praxe, no dia do blog vou indicar alguns blogs que eu amo e vou proteger. Alguns conheci no BEDA e outros já estavam na minha vida há tempos e não vivo sem (por ordem alfabética porque não tem preferência, amo todos):

Banner maravilhoso da Cacá

  • A life less hordinary: foi pelo blog da Cacá que eu conheci o grupo e foi ela quem me deu a ideia de entrar nessa roubada (aliás obrigada), eu já a conhecia antes dessa loucura toda e já amava e muito o blog dela.


  • Desancorando: a Maki conheci no BEDA do ano passado e desde então fico indo visitá-la sempre, o blog dela traz uma paz bem gostosinha e eu amo as coisas que ela fala sobre o Bullet Journal.

  • Diga, Ludimila: um blog bem amorzinho e o que me chamou a atenção e me fez ir para lá foi principalmente este texto.

  • Dreams: o blog da Thay é daqueles que eu digito a primeira letra na barra do navegador e ele já completa sozinho porque sabe que é exatamente pra lá que quero ir, eu já conhecia o blog antes, mas foi no BEDA que me apaixonei, a vontade que eu tenho é de ler todas as postagens, mas como ela já está ativa faz muito tempo talvez eu demore. Como ela é uma pessoa super organizada e programava os posts todos os dias as 8:00 da manhã, as 8:01 eu já estava atualizando pra ver o que ela tinha postado, foi amor forte mesmo!

  • Dona Vader: se dei boas risadas nesse BEDA foi por culpa deste blog aqui, a Aline é uma querida e é do lado florido da força (com cheiro de cookies).

  • Eu crio moda: a Lua também já conheço de outros carnavais e fiquei bem feliz que ela estava participando do BEDA, assim pude conhecê-la melhor <3.

  • Fleur de lune: o blog da Lettícia é uma delicinha, muito organizado e fala sobre coisas que eu adoro: livros e universo nerd, meu amor cresceu ainda mais quando soube que ela estava fazendo o TCC dela sobre o Capitão América!

  • My other bag is Chanel: gente, eu tô muito apaixonada por esse blog e nem sei descrever o que eu gosto mais, se é a organização dele, o layout, a pessoa que escreve ou os assuntos sempre maravilhosos. Obrigada BEDA por oportunidades assim.

  • Nambarices: outro blog que conheci no BEDA e não quero mais abandonar porque sim <3

  • Wink: fico até sem palavras ao falar da Mia porque que blog maravilhoso, que pessoa pra escrever bem, vou te contar! Quer ser minha miga?


P.S. Hoje também é dia do Nutricionista, eu nunca falo disso aqui no dia 31 porque tem o Blog Day e dou preferência a ele, mas hoje em especial queria deixar o link do blog Não sou exposição da Paco, uma nutricionista que eu admiro muito e que fala exatamente o que eu penso sobre o dia 31 de agosto.


30 de ago de 2016

Penúltimo dia do BEDA e assim como a maioria das pessoas que participaram estou exausta, porém de uma certa forma animada porque esse mês de post quase todos os dias me fez perceber que eu sou capaz sim, mas isso é coisa pra se falar amanhã no balanço geral e encerramento do mês. E já que não estou no clima de textão e assunto sério, vamos para mais uma TAG porque sim. O título é auto explicativo, é só completar as frases:

Imagem de Araucárias meramente ilustrativa

Sou muito... ansiosa, sofro por antecipação por tudo e não, ser ansiosa não é nada legal. Mesmo que as vezes pareça estar tudo bem, tá uma bagunça aqui dentro.

Não suporto... pessoas com a mente fechada, que não se dispõem a ouvir a opinião alheia e tolerar outros pontos de vista que não os seus. 

Eu nunca... voei e esse é meu sonho, seja de avião, balão, em cima de um dragão...

Eu já briguei... muito com as minhas irmãs, mas hoje a gente se ama.

Quando criança... eu morava no sítio e isso foi um fato de grande importância na formação da pessoa que sou hoje, um dia falo sobre isso.

Neste exato momento... estou com fome.

Eu morro de medo... de cair em um bueiro, sério eu não piso em boca de lobo, nem que me paguem.

Eu sempre gostei... de livros, de ler, de escrever, de palavras, de falar, dessa coisa toda aí envolvendo letrinhas.

Se eu pudesse... adotaria todos os gatíneos sem lar.

Fico feliz quando... chego em casa, não há nada mais gostosinho do que tirar os sapatos, tomar um banho, ficar só de pijama e aproveitar o aconchego do seu lar.

Se pudesse voltar no tempo... eu não voltaria! Claro que tem várias coisas que gostaria de mudar, mas foi tudo o que aconteceu comigo que me tornou o que eu sou hoje e eu gosto do que me tornei, então deixaria tudo igualzinho, por mais que doa.

Adoro... dormir sem ter hora pra acordar.

Quero muito viajar para... o mundo todo! Isso é bem clichê, mas quem não gostaria? Mas se fosse pra escolher um lugar para ir agora seria França.

Eu preciso... agradecer mais, ser mais grata com a vida, o universo e tudo mais.

Não gosto de... amendoim, vou sempre repetir isso: NÃO COLOCA AMENDOIM NASCOISA.

29 de ago de 2016


Até que enfim vou falar de uma cantora/banda que não seja francesa porque existe beleza em outros países e que beleza não é minha gente? Florence é um espetáculo! Ela está bastante em evidência agora por ter gravado algumas músicas para o jogo Final Fantasy e também por ter uma música no filme O Orfanato da Srta. Pelegrine Para Crianças Peculiares do Tim Burton, me digam: como não amar?

Mas eu já conheço ela a bem mais tempo (a diferentona) e amo principalmente as primeiras músicas porque sim (sou dessas que gostam mais das primeiras músicas, assim como acontece com O Teatro Mágico) e bem, já que aqui vou falar de coisas que eu gosto e não de apenas novidades, por que não falar de Florence?

A banda é inglesa e lançou seu primeiro álbum em 2009, o ano em que eu comecei a faculdade, e foi nesse período de mudanças na minha vida que a conheci e desde então não larguei mais. Florence e a sua máquina são um alento para meu coraçãozinho quando ele está em diversas fases e com certeza me agarrei forte a muitas músicas pra conseguir atravessar a ponte de incertezas chamada: vida. Posso estar exagerando, mas quem nunca?

Como se já não fosse o bastante, Florence é citada no meu mais novo livro favorito: A Menina Submersa (que estou juntando forças para falar dele aqui no blog, já que me deixou destruída). Outra coisa que me deixou fascinada foi ver a casa de Florence Welch (inclusive ontem 28/08 foi aniversário dela), lugar esse onde praticamente todas as músicas foram escritas e com razão porque olha que casa inspiradora:


Acho que nada vai explicar melhor o fascínio do que as próprias músicas, então como não posso colocar o clip de todas as músicas aqui (já que eu gosto de todas), vou deixar somente as que mais ouço (em ordem totalmente aleatória):











26 de ago de 2016

O BEDA não está sendo fácil, tanto que deixei de postar alguns dias, não foi nem por falta de pauta, isso está até sobrando, o que faltou foi ânimo mesmo e empenho, mas têm dias que não dá, que não rola, então acho melhor não fazer do que fazer algo meio bosta. Não que a TAG de hoje seja maravilhosa, mas é aquelas da preguicinha e achei divertido fazer, vi no blog da Cacá e no da Gabius:

A última série que você viu: Stranger Things <3
O último filme que você viu: Hateful Eight.
A última pessoa que você viu: Minhas colegas de trabalho.
A última música que você ouviu: What the water gave me - Florence + The Machine.
O último grupo favorito: Se organizar, todo mundo bloga.
A última roupa que usou: Calça jeans e moletom.
A última coisa que comeu: Almoço (arroz, feijão, banana à milanesa, escarola, beterraba e chuchu).
O último doce que comeu: Nutella <3
A última conversa do WhatsApp: Minha irmã Mari me pedindo pra indicar filmes pro final de semana e eu reclamando pra ela das minhas cólicas, SEM OR SOCORRO!
A última foto favorita (bônus):

Se eu amo azaleias? Sim, amo muito!

25 de ago de 2016


25/08/2016

G.
Estou lhe escrevendo, mas sei que provavelmente você nunca leia porque uma das últimas coisas que me disse era que queria me tirar da sua vida, apagar da memória, que não queria mais nenhuma lembrança da minha existência assim como em Eternal Sunshine of the Spotless Mind (que inclusive vimos juntos) para que pudesse prosseguir a vida. Mas sabe, eu te entendo e se eu tivesse essa capacidade também apagaria essas lembranças da minha mente porque realmente não é fácil você estar tranquilo e aí do nada vê alguma coisa que remete ao passado. Eu reclamo da minha memória ser ruim e de não lembrar direito das coisas e por isso não entendo o motivo de eu ainda saber de cor o número do seu telefone (se é que ainda é esse o número). O que quero dizer é que eu posso te apagar das redes sociais, posso apagar as fotos do meu computador, posso ter apagado seu número do celular, mas não posso apagar as lembranças.

Claro que não lembro o tempo todo, porque seguimos nossas vidas e não ficamos nos lamentando abertamente, mas foram mais de cinco anos convivendo juntos e como esquecer tudo desses aproximadamente 1825 dias? Sempre tem algum gatilho e hoje o gatilho foi o fato de alguém ter comentado comigo que te viu. Eu pensava que nunca mais iria saber de você, mas quando soube fiquei feliz porque apesar de tudo eu só te desejo o bem e saber que você está com outra pessoa não me deixou triste, pelo contrário me deixou aliviada porque agora eu sei que você também superou. E saber que você está trabalhando em algo que sempre quis, em algo que era seu sonho me deixou cheia de orgulho porque torcia pra que isso se realizasse desde sempre.

A ultima frase que me disse a alguns anos atrás foi: "tudo bem" e hoje eu quero te dizer que aqui dentro tá "tudo bem" também, nós seguimos, separados, mas seguimos e só queria te agradecer porque aprendi e cresci muito no período em que ficamos juntos, você plantou muitas sementinhas na minha cabeça que hoje estão florescendo e são plantinhas boas, eu sou uma pessoa melhor por ter te conhecido.

Just thank you.

Ana.

19 de ago de 2016

Eu comecei a escrever (e ler) muito nova, antes mesmo da idade escolar, influência da minha mãe que é professora, mas ela diz que não influenciava em nada, já que segundo ela, eu buscava aprender tudo sozinha, mas é claro que influenciava, o exemplo é tudo não é mesmo?

Escrever sempre foi uma paixão (guardo todos os meus cadernos desde sempre e ai de quem ousar pensar na ideia de jogá-los fora) e eu achava que escrevia bem (modéstia mandou um oi), mas conforme vou lendo mais livros, visitando mais blogs percebo que eu não sei escrever nadinha e que sou uma negação perto dos textos dos outros. É aquela história, nunca estamos satisfeitos e eu como incorporo o perfeccionismo fica mais difícil de lidar ainda.

E isso estava fazendo com que eu parasse e me desmotivasse. Mas afinal, se eu não treinar como serei boa em algo? É como praticar algum esporte ou tocar algum instrumento, você não nasce com o dom, tem que se esforçar, treinar, errar, cair e com isso melhorar. O meu intuito com o blog era esse: treinar a escrita, mas ele estava tão abandonado que nem para isso servia mais. E aí eis que surge o BEDA e esse monte de gente unida em prol de postar todos os dias em agosto e descobri que tudo que eu precisava era dessa motivação, era de incentivo, e mesmo sem conseguir postar direitinho todos os dias eu consegui desenvolver muito mais assuntos, coisas que queria falar, mas que ficavam lá nos rascunhos criando poeira.

Vi no blog da Mia que bedar se aprende bedando e no blog da Ludimila que um escritor precisa escrever quando precisa e eu precisei bedar para perceber que preciso escrever o tempo todo "até quando a falta de inspiração vira tema de uma crônica". E que eu não preciso competir com ninguém, não é porque acho que fulano escreve melhor que o meu texto é uma merda, as vezes pode até ser, mas é a minha forma de expressar e não preciso ser melhor que os outros pra isso. Preciso apenas escrever e como diz Bukowski: "os únicos escritores que escrevem bem são aqueles que precisam escrever para não enlouquecer". E eu não enlouqueci, ainda.

18 de ago de 2016

Sou daquelas que nunca está satisfeita, que sempre quer mudar desde a disposição dos móveis da casa até a cor da parede e com o cabelo não era diferente, mas se resumia a apenas cortes, já tive cabelo bem curto e bem longo, chanel, etc, mas pintar, assim ele todinho não tinha coragem. Porém sempre tive vontade de ter cabelo colorido, desde criança quando assistia a Tia Penélope no Castelo Rá-Tim-Bum ou a Tia Peruca da novela mexicana Carinha de Anjo e depois a Roberta de Rebeldes. Mas minha mãe nunca deixava e depois eu meio que fui esquecendo desse sonho.


Mas o sonho nunca esquece da gente, então eis que agora com 25 anos na cara em um ímpeto de coragem decido fazer essa mudança radical porque sim e amei o resultado, sério ficou melhor do que eu esperava, graças à minha cabeleireira maravilhosa Joana!


Infelizmente algumas pessoas ainda me olham torto, inclusive meus pais que não gostaram muito da ideia e ficam perguntando quando vou tirar e dizendo "tem que ser natural, não sei por que pintar", mas eu relevo e continuo vivendo bem feliz com meu cabelo colorido porque eu estou muito satisfeita e se eu estou bem então tá tudo bem não é mesmo?


17 de ago de 2016


Autor: Neil Gaiman
Ilustrador: Chris Riddell
Editora: Rocco
Páginas: 72
Sinopse: "Era o reino mais próximo ao da rainha, em linha reta, como voa o corvo, mas nem os corvos voavam até lá. Você pode achar que conhece esta história. Uma jovem rainha está prestes a se casar. Há anões bons, corajosos e valentes; um castelo envolto em espinhos; e uma princesa enfeitiçada por uma bruxa, segundo dizem os boatos, em um sono eterno. Mas aqui não há ninguém esperando que apareça um nobre príncipe em seu fiel cavalo. Este conto de fadas é tecido com um fio de magia negra, que vira e revira, brilha e reflete. Uma rainha pode acabar se revelando uma heroína, se uma princesa precisar ser salva..."

Eu sei que está acontecendo um flood de Neil Gaiman por aqui, mas prometo que vou dar um tempo depois deste livro. Acontece que: olha esse livro, olha essas ilustrações, olha essa história, como não se apaixonar? O autor tem aquela pontinha de fantasia gótica, com histórias incríveis e o conto é uma releitura de contos de fadas em um crossover magnífico.

Imagina que uma rainha prestes a se casar, fica sabendo que um reino próximo do seu está sofrendo por um sono profundo e não é somente a princesa desse reino vizinho que está dormindo e sim todos os habitantes. Então ela deixa o seu casamento pra trás e parte em uma aventura para salvar esse reino, tendo companhia alguns anões que a ajudam a chegar lá.
Isso não soa familiar? Exatamente, a Branca de Neve e a Bela Adormecida, juntas na mesma história! Na verdade os nomes não são citados em nenhum momento, mas fica mais do que claro que trata-se dessas duas histórias. Durante o caminho para chegar até o castelo onde a Adormecida está surgem vários empecilhos e percebe-se pelos diálogos com os anões que a rainha está confusa quanto as suas decisões, mas que era seu papel não mandar os outros cumprir suas ordens, mas sim ela mesma ir atrás da solução, pois se aquilo continuasse, esse sono profundo, poderia atingir suas terras também, já que ele se alastrava pela floresta.

Chegando ao reino parecia que tudo estava morto há anos, pessoas e animais paralisados pelo sono, somente as plantas cresciam encobrindo todo o cenário. Subindo as escadas da torre do castelo, a rainha e os anões perceberam que havia mais alguém desperto e é aí que encontram a bruxa que colocou a maldição sobre aquelas terras.

O desfecho do conto é surpreendente e totalmente inesperado. Além da história incrível, o que também me impressionou bastante foram as ilustrações perfeitas do Chris Riddell. Mais um livro para a lista de favoritos, tendo Neil Gaiman claro que é só sucesso.


"Não tenho muita paciência com histórias nas quais mulheres são resgatadas por homens [...] nem sempre você precisa ser salva por um príncipe". (Neil Gaiman)

16 de ago de 2016

Devido às minhas constantes viagens seja para a casa dos meus pais ou à trabalho sempre encontro pessoas com histórias interessantes assim como o desiludido do ônibus e a dona da carteira. O episódio que vou contar hoje aconteceu há alguns meses quando estava voltando de Curitiba, depois de dois dias de exaustivas reuniões.

Como incrivelmente não estava atrasada passei antes no Mercado Municipal e comprei algumas frutas cristalizadas importadas, deliciosas diga-se de passagem e então fui pra rodoviária. Eu gosto de comprar passagem para os primeiros lugares porque são mais espaçosos e eu gosto de dormir muito durante as viagens. Quando eu entrei já tinha uma senhorinha na poltrona ao lado, ela foi muito simpática e logo já puxou assunto, a primeira coisa que disse foi: "Que bom que vai uma mocinha do meu lado, não gosto quando senta algum homem, nunca dá pra ficar conversando". Foi aí que percebi que não dormiria nessa viagem.

Então iniciamos uma conversa, quer dizer, praticamente um monólogo porque ela era uma daquelas senhoras que gostam de conversar muito e contar toda a sua vida, eu como uma boa ouvinte fiquei prestando atenção e apenas balançando a cabeça em alguns momentos e respondendo algo quando ela raramente me dava a oportunidade de falar. Ofereci um pouco das minhas frutas cristalizadas, ela deu uma mordidinha só e esqueceu de comer o resto, segurando-as na mão o restante do caminho porque não parava de falar nem pra comer.

Me contou de onde era, o motivo de estar viajando (morte de uma irmã), me contou dos filhos cheia de orgulho porque um era dentista e o outro médico e morava na Itália, me contou dos netos, particularmente de uma neta que era filha da sua filha adotiva e que agora estava terminando a faculdade de direito. Me disse como era a vida antigamente, das coisas que ela já vez, dos lugares que conheceu.

Muitas vezes repetia a mesma história e eu fazia de conta que era a primeira vez que estava ouvindo, ou então parava no meio de uma história e perguntava: "Sobre o que mesmo eu estava falando?" Eu estava achando muito gostoso estar ali conversando com ela porque via nela a minha avó que se foi tão cedo e que infelizmente não convivi tanto quanto gostaria. Eu sentia que ela era muito carente, ainda mais depois que ela me contou que morava sozinha, que viajava sozinha, acho que ela gostava quando "mocinhas" sentavam ao lado dela e davam a oportunidade para ela desabafar, contar sua vida, ser ouvida.

Uma das coisas que mais me marcou foi quando ela me contou do ex marido, ele era dentista e professor universitário e a deixou pra ficar com uma de suas alunas. Ela me disse: "Filha, ame a você mesma antes de amar qualquer outra pessoa porque as pessoas nos enganam, nos traem quando menos esperamos, por isso se cuide, viva pra você!"

Antes de nos despedirmos ela percebeu que ainda estava com um pedaço de fruta cristalizada nas mãos e terminou de comer. E me deu o número do telefone da sua casa para que se um dia eu fosse até a cidade dela era pra telefonar, ela iria me encontrar e me levar pra tomar um café, olha o nível de carência da pessoa. Dona Alcinda, talvez eu nunca vá pra sua cidade, talvez eu nunca lhe telefone ou nunca tome um café contigo, mas nunca vou esquecer sua história e principalmente seus conselhos. 

15 de ago de 2016

No último final de semana eu participei de um evento muito legal que aconteceu na cidade onde eu morei por alguns anos, chamada Guarapuava que é carinhosamente apelidada por seus moradores de GorpaCity, daí o nome do evento: GorpaCon. Veja bem, eu sou do interior e eventos desse tipo só aconteciam em cidades maiores e geralmente distantes de mim, então pode-se imaginar o tamanho da minha empolgação quando fiquei sabendo que ia rolar um ali tão perto (na verdade não tão perto, são cerca de 300 km, mas é o mais perto que teve até agora).

E é claro que se eu fosse teria que ir de cosplay, por que senão qual a graça da coisa? Fiquei bem mais animada quando uma galera abraçou a causa e nos juntamos para fazer OS CÓSPREI TUDO e que experiência incrível! O mais legal nem foi o evento em si porque ficamos bem pouco tempo lá, mas a parte de se arrumar, de montar as roupas e acessórios a maioria artesanalmente, foi super divertido..


Meu cosplay foi de Princess Bubblegum e eu tinha minha Marceline e o Finn comigo desse mesmo universo e os outros amigos estavam de Coringa, Harley Queen, Ash, Pikachu e Demolidor, sente só:


Assim que chegamos no evento, todos "ahazando" tivemos alguns minutos de fama, não podíamos andar que logo vinham nos pedir pra tirar fotos, era muito engraçado: 


Eu só tenho a agradecer às pessoas que organizaram o evento e principalmente aquelas que tornaram possível a minha ida e a realização de um sonho. Conheci pessoas maravilhosas que com certeza levarei pro resto da vida. E já estou ansiosa para a próxima edição e pensando no próximo cosplay. O vídeo em seguida é um resumo do evento (no sábado que foi o dia que participei) feito pelo Gustavo Sell:



14 de ago de 2016

Em busca de pautas para o BEDA me deparei com essa ideia legal de um "meme" para mostrar como é a sua letra, vi lá no blog A life less ordinary. Basta responder essas perguntas à mão e tirar foto:

1. Qual é o seu nome?
2. URL do seu blog.
3. Escreva: "A rápida raposa marrom pula sobre o cão preguiçoso".
4. Citação favorita.
5. Música favorita (no momento).
6. Cantor/banda favorita (no momento).
7. Diga o que quiser.
8. Indique 3 ou 5 blogs.


Tirei a foto com o celular e a noite, então não ficou tão boa, mas trabalhamos com realidades aqui.