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31 de ago de 2016

Senhoras e senhores, chegamos ao fim do BEDA e estou dando pulinhos de alegria por ter conseguido chegar até aqui, mesmo ficando sete dias sem postar, mas tudo bem, os outros vinte e quatro dias compensaram porque com certeza foi uma vitória, pra quem postava uma vez por mês e olha lá isso realmente foi um recorde.

Se foi cansativo e um pouco desgastante? Foi, tinha dias que por mais que eu tivesse pauta, assunto e muitas ideias, simplesmente não tinha coragem e forças pra vir escrever e isso foi um pouco frustrante. Se foi maravilhoso e compensador? Foi também e isso ultrapassou qualquer cansaço ou desgaste porque bem, eu me superei, achei que não ia passar da primeira semana e aqui estou com o mês quase completo.

O BEDA me fez perceber o quanto eu realmente gosto de escrever, de transformar minhas ideias e pensamentos em palavras e compartilhar com o mundo, mesmo que elas não sejam grande coisa, mas pra mim é sim uma coisa gigante porque a bagunça aqui dentro é imensa e preciso de alguma forma externalizar e organizar nem que seja uma parte apenas. Lembrei de um e-mail que lá em 2012, época em que estava entrando nesse mundo blogueiro, troquei com a Bianca do blog Two Bee, eu tinha dito que estava começando e que estava com medo de blogar, por n motivos e ela me respondeu o seguinte: "Acho que o blog é pra gente compartilhar o que a gente gosta! Não precisa ficar com medo. Seus leitores serão as pessoas que se identificam com você. Eles vão visitar o seu blog. Se gostarem, irão voltar mais vezes, comentando ou não. Se não gostarem, ou se apenas não se identificarem não voltarão. E isso vai acontecer independente do conteúdo. Então, quanto mais você for sincera naquilo que posta, mais vai atrair pessoas como você! :)" Como eu era bobinha, e como eu cresci desde então, obrigada Bi <3. Eu já não estou tão preocupada se as pessoas vão gostar daqui ou não, o blog é algo pra mim e claro que se surgirem pessoas que se identificam com a minha loucura vai ser maravilhoso, é um bônus e tenho encontrado tanta gente legal.

E no fim de tudo eu só tenho a agradecer: ao grupo se organizar, todo mundo bloga que foi um incentivo enorme para que eu pudesse começar esse desafio, as pessoas que liam todos os meus posts e nos dias em que eu não postava vinham perguntar:"não tem post hoje?" e também agradecer a mim mesma (por que não?) por acreditar e principalmente por tentar.

Se eu quero fazer de novo? Não sei, isso vai depender de como vou estar ano que vem, mas se for participar quero me organizar bem antes pra sair umas coisas com mais qualidade e não tanta correria como foi esse ano. Enfim, o saldo do balanço geral foi positivo, afinal além de auto superação também ganhei de brinde a oportunidade de conhecer vários blogs legais e de matar a saudade de outros que estavam quietinhos.

Então, como é de praxe, no dia do blog vou indicar alguns blogs que eu amo e vou proteger. Alguns conheci no BEDA e outros já estavam na minha vida há tempos e não vivo sem (por ordem alfabética porque não tem preferência, amo todos):

Banner maravilhoso da Cacá

  • A life less hordinary: foi pelo blog da Cacá que eu conheci o grupo e foi ela quem me deu a ideia de entrar nessa roubada (aliás obrigada), eu já a conhecia antes dessa loucura toda e já amava e muito o blog dela.


  • Desancorando: a Maki conheci no BEDA do ano passado e desde então fico indo visitá-la sempre, o blog dela traz uma paz bem gostosinha e eu amo as coisas que ela fala sobre o Bullet Journal.

  • Diga, Ludimila: um blog bem amorzinho e o que me chamou a atenção e me fez ir para lá foi principalmente este texto.

  • Dreams: o blog da Thay é daqueles que eu digito a primeira letra na barra do navegador e ele já completa sozinho porque sabe que é exatamente pra lá que quero ir, eu já conhecia o blog antes, mas foi no BEDA que me apaixonei, a vontade que eu tenho é de ler todas as postagens, mas como ela já está ativa faz muito tempo talvez eu demore. Como ela é uma pessoa super organizada e programava os posts todos os dias as 8:00 da manhã, as 8:01 eu já estava atualizando pra ver o que ela tinha postado, foi amor forte mesmo!

  • Dona Vader: se dei boas risadas nesse BEDA foi por culpa deste blog aqui, a Aline é uma querida e é do lado florido da força (com cheiro de cookies).

  • Eu crio moda: a Lua também já conheço de outros carnavais e fiquei bem feliz que ela estava participando do BEDA, assim pude conhecê-la melhor <3.

  • Fleur de lune: o blog da Lettícia é uma delicinha, muito organizado e fala sobre coisas que eu adoro: livros e universo nerd, meu amor cresceu ainda mais quando soube que ela estava fazendo o TCC dela sobre o Capitão América!

  • My other bag is Chanel: gente, eu tô muito apaixonada por esse blog e nem sei descrever o que eu gosto mais, se é a organização dele, o layout, a pessoa que escreve ou os assuntos sempre maravilhosos. Obrigada BEDA por oportunidades assim.

  • Nambarices: outro blog que conheci no BEDA e não quero mais abandonar porque sim <3

  • Wink: fico até sem palavras ao falar da Mia porque que blog maravilhoso, que pessoa pra escrever bem, vou te contar! Quer ser minha miga?


P.S. Hoje também é dia do Nutricionista, eu nunca falo disso aqui no dia 31 porque tem o Blog Day e dou preferência a ele, mas hoje em especial queria deixar o link do blog Não sou exposição da Paco, uma nutricionista que eu admiro muito e que fala exatamente o que eu penso sobre o dia 31 de agosto.


30 de ago de 2016

Penúltimo dia do BEDA e assim como a maioria das pessoas que participaram estou exausta, porém de uma certa forma animada porque esse mês de post quase todos os dias me fez perceber que eu sou capaz sim, mas isso é coisa pra se falar amanhã no balanço geral e encerramento do mês. E já que não estou no clima de textão e assunto sério, vamos para mais uma TAG porque sim. O título é auto explicativo, é só completar as frases:

Imagem de Araucárias meramente ilustrativa

Sou muito... ansiosa, sofro por antecipação por tudo e não, ser ansiosa não é nada legal. Mesmo que as vezes pareça estar tudo bem, tá uma bagunça aqui dentro.

Não suporto... pessoas com a mente fechada, que não se dispõem a ouvir a opinião alheia e tolerar outros pontos de vista que não os seus. 

Eu nunca... voei e esse é meu sonho, seja de avião, balão, em cima de um dragão...

Eu já briguei... muito com as minhas irmãs, mas hoje a gente se ama.

Quando criança... eu morava no sítio e isso foi um fato de grande importância na formação da pessoa que sou hoje, um dia falo sobre isso.

Neste exato momento... estou com fome.

Eu morro de medo... de cair em um bueiro, sério eu não piso em boca de lobo, nem que me paguem.

Eu sempre gostei... de livros, de ler, de escrever, de palavras, de falar, dessa coisa toda aí envolvendo letrinhas.

Se eu pudesse... adotaria todos os gatíneos sem lar.

Fico feliz quando... chego em casa, não há nada mais gostosinho do que tirar os sapatos, tomar um banho, ficar só de pijama e aproveitar o aconchego do seu lar.

Se pudesse voltar no tempo... eu não voltaria! Claro que tem várias coisas que gostaria de mudar, mas foi tudo o que aconteceu comigo que me tornou o que eu sou hoje e eu gosto do que me tornei, então deixaria tudo igualzinho, por mais que doa.

Adoro... dormir sem ter hora pra acordar.

Quero muito viajar para... o mundo todo! Isso é bem clichê, mas quem não gostaria? Mas se fosse pra escolher um lugar para ir agora seria França.

Eu preciso... agradecer mais, ser mais grata com a vida, o universo e tudo mais.

Não gosto de... amendoim, vou sempre repetir isso: NÃO COLOCA AMENDOIM NASCOISA.

29 de ago de 2016


Até que enfim vou falar de uma cantora/banda que não seja francesa porque existe beleza em outros países e que beleza não é minha gente? Florence é um espetáculo! Ela está bastante em evidência agora por ter gravado algumas músicas para o jogo Final Fantasy e também por ter uma música no filme O Orfanato da Srta. Pelegrine Para Crianças Peculiares do Tim Burton, me digam: como não amar?

Mas eu já conheço ela a bem mais tempo (a diferentona) e amo principalmente as primeiras músicas porque sim (sou dessas que gostam mais das primeiras músicas, assim como acontece com O Teatro Mágico) e bem, já que aqui vou falar de coisas que eu gosto e não de apenas novidades, por que não falar de Florence?

A banda é inglesa e lançou seu primeiro álbum em 2009, o ano em que eu comecei a faculdade, e foi nesse período de mudanças na minha vida que a conheci e desde então não larguei mais. Florence e a sua máquina são um alento para meu coraçãozinho quando ele está em diversas fases e com certeza me agarrei forte a muitas músicas pra conseguir atravessar a ponte de incertezas chamada: vida. Posso estar exagerando, mas quem nunca?

Como se já não fosse o bastante, Florence é citada no meu mais novo livro favorito: A Menina Submersa (que estou juntando forças para falar dele aqui no blog, já que me deixou destruída). Outra coisa que me deixou fascinada foi ver a casa de Florence Welch (inclusive ontem 28/08 foi aniversário dela), lugar esse onde praticamente todas as músicas foram escritas e com razão porque olha que casa inspiradora:


Acho que nada vai explicar melhor o fascínio do que as próprias músicas, então como não posso colocar o clip de todas as músicas aqui (já que eu gosto de todas), vou deixar somente as que mais ouço (em ordem totalmente aleatória):











26 de ago de 2016

O BEDA não está sendo fácil, tanto que deixei de postar alguns dias, não foi nem por falta de pauta, isso está até sobrando, o que faltou foi ânimo mesmo e empenho, mas têm dias que não dá, que não rola, então acho melhor não fazer do que fazer algo meio bosta. Não que a TAG de hoje seja maravilhosa, mas é aquelas da preguicinha e achei divertido fazer, vi no blog da Cacá e no da Gabius:

A última série que você viu: Stranger Things <3
O último filme que você viu: Hateful Eight.
A última pessoa que você viu: Minhas colegas de trabalho.
A última música que você ouviu: What the water gave me - Florence + The Machine.
O último grupo favorito: Se organizar, todo mundo bloga.
A última roupa que usou: Calça jeans e moletom.
A última coisa que comeu: Almoço (arroz, feijão, banana à milanesa, escarola, beterraba e chuchu).
O último doce que comeu: Nutella <3
A última conversa do WhatsApp: Minha irmã Mari me pedindo pra indicar filmes pro final de semana e eu reclamando pra ela das minhas cólicas, SEM OR SOCORRO!
A última foto favorita (bônus):

Se eu amo azaleias? Sim, amo muito!

25 de ago de 2016


25/08/2016

G.
Estou lhe escrevendo, mas sei que provavelmente você nunca leia porque uma das últimas coisas que me disse era que queria me tirar da sua vida, apagar da memória, que não queria mais nenhuma lembrança da minha existência assim como em Eternal Sunshine of the Spotless Mind (que inclusive vimos juntos) para que pudesse prosseguir a vida. Mas sabe, eu te entendo e se eu tivesse essa capacidade também apagaria essas lembranças da minha mente porque realmente não é fácil você estar tranquilo e aí do nada vê alguma coisa que remete ao passado. Eu reclamo da minha memória ser ruim e de não lembrar direito das coisas e por isso não entendo o motivo de eu ainda saber de cor o número do seu telefone (se é que ainda é esse o número). O que quero dizer é que eu posso te apagar das redes sociais, posso apagar as fotos do meu computador, posso ter apagado seu número do celular, mas não posso apagar as lembranças.

Claro que não lembro o tempo todo, porque seguimos nossas vidas e não ficamos nos lamentando abertamente, mas foram mais de cinco anos convivendo juntos e como esquecer tudo desses aproximadamente 1825 dias? Sempre tem algum gatilho e hoje o gatilho foi o fato de alguém ter comentado comigo que te viu. Eu pensava que nunca mais iria saber de você, mas quando soube fiquei feliz porque apesar de tudo eu só te desejo o bem e saber que você está com outra pessoa não me deixou triste, pelo contrário me deixou aliviada porque agora eu sei que você também superou. E saber que você está trabalhando em algo que sempre quis, em algo que era seu sonho me deixou cheia de orgulho porque torcia pra que isso se realizasse desde sempre.

A ultima frase que me disse a alguns anos atrás foi: "tudo bem" e hoje eu quero te dizer que aqui dentro tá "tudo bem" também, nós seguimos, separados, mas seguimos e só queria te agradecer porque aprendi e cresci muito no período em que ficamos juntos, você plantou muitas sementinhas na minha cabeça que hoje estão florescendo e são plantinhas boas, eu sou uma pessoa melhor por ter te conhecido.

Just thank you.

Ana.

19 de ago de 2016

Eu comecei a escrever (e ler) muito nova, antes mesmo da idade escolar, influência da minha mãe que é professora, mas ela diz que não influenciava em nada, já que segundo ela, eu buscava aprender tudo sozinha, mas é claro que influenciava, o exemplo é tudo não é mesmo?

Escrever sempre foi uma paixão (guardo todos os meus cadernos desde sempre e ai de quem ousar pensar na ideia de jogá-los fora) e eu achava que escrevia bem (modéstia mandou um oi), mas conforme vou lendo mais livros, visitando mais blogs percebo que eu não sei escrever nadinha e que sou uma negação perto dos textos dos outros. É aquela história, nunca estamos satisfeitos e eu como incorporo o perfeccionismo fica mais difícil de lidar ainda.

E isso estava fazendo com que eu parasse e me desmotivasse. Mas afinal, se eu não treinar como serei boa em algo? É como praticar algum esporte ou tocar algum instrumento, você não nasce com o dom, tem que se esforçar, treinar, errar, cair e com isso melhorar. O meu intuito com o blog era esse: treinar a escrita, mas ele estava tão abandonado que nem para isso servia mais. E aí eis que surge o BEDA e esse monte de gente unida em prol de postar todos os dias em agosto e descobri que tudo que eu precisava era dessa motivação, era de incentivo, e mesmo sem conseguir postar direitinho todos os dias eu consegui desenvolver muito mais assuntos, coisas que queria falar, mas que ficavam lá nos rascunhos criando poeira.

Vi no blog da Mia que bedar se aprende bedando e no blog da Ludimila que um escritor precisa escrever quando precisa e eu precisei bedar para perceber que preciso escrever o tempo todo "até quando a falta de inspiração vira tema de uma crônica". E que eu não preciso competir com ninguém, não é porque acho que fulano escreve melhor que o meu texto é uma merda, as vezes pode até ser, mas é a minha forma de expressar e não preciso ser melhor que os outros pra isso. Preciso apenas escrever e como diz Bukowski: "os únicos escritores que escrevem bem são aqueles que precisam escrever para não enlouquecer". E eu não enlouqueci, ainda.

18 de ago de 2016

Sou daquelas que nunca está satisfeita, que sempre quer mudar desde a disposição dos móveis da casa até a cor da parede e com o cabelo não era diferente, mas se resumia a apenas cortes, já tive cabelo bem curto e bem longo, chanel, etc, mas pintar, assim ele todinho não tinha coragem. Porém sempre tive vontade de ter cabelo colorido, desde criança quando assistia a Tia Penélope no Castelo Rá-Tim-Bum ou a Tia Peruca da novela mexicana Carinha de Anjo e depois a Roberta de Rebeldes. Mas minha mãe nunca deixava e depois eu meio que fui esquecendo desse sonho.


Mas o sonho nunca esquece da gente, então eis que agora com 25 anos na cara em um ímpeto de coragem decido fazer essa mudança radical porque sim e amei o resultado, sério ficou melhor do que eu esperava, graças à minha cabeleireira maravilhosa Joana!


Infelizmente algumas pessoas ainda me olham torto, inclusive meus pais que não gostaram muito da ideia e ficam perguntando quando vou tirar e dizendo "tem que ser natural, não sei por que pintar", mas eu relevo e continuo vivendo bem feliz com meu cabelo colorido porque eu estou muito satisfeita e se eu estou bem então tá tudo bem não é mesmo?


17 de ago de 2016


Autor: Neil Gaiman
Ilustrador: Chris Riddell
Editora: Rocco
Páginas: 72
Sinopse: "Era o reino mais próximo ao da rainha, em linha reta, como voa o corvo, mas nem os corvos voavam até lá. Você pode achar que conhece esta história. Uma jovem rainha está prestes a se casar. Há anões bons, corajosos e valentes; um castelo envolto em espinhos; e uma princesa enfeitiçada por uma bruxa, segundo dizem os boatos, em um sono eterno. Mas aqui não há ninguém esperando que apareça um nobre príncipe em seu fiel cavalo. Este conto de fadas é tecido com um fio de magia negra, que vira e revira, brilha e reflete. Uma rainha pode acabar se revelando uma heroína, se uma princesa precisar ser salva..."

Eu sei que está acontecendo um flood de Neil Gaiman por aqui, mas prometo que vou dar um tempo depois deste livro. Acontece que: olha esse livro, olha essas ilustrações, olha essa história, como não se apaixonar? O autor tem aquela pontinha de fantasia gótica, com histórias incríveis e o conto é uma releitura de contos de fadas em um crossover magnífico.

Imagina que uma rainha prestes a se casar, fica sabendo que um reino próximo do seu está sofrendo por um sono profundo e não é somente a princesa desse reino vizinho que está dormindo e sim todos os habitantes. Então ela deixa o seu casamento pra trás e parte em uma aventura para salvar esse reino, tendo companhia alguns anões que a ajudam a chegar lá.
Isso não soa familiar? Exatamente, a Branca de Neve e a Bela Adormecida, juntas na mesma história! Na verdade os nomes não são citados em nenhum momento, mas fica mais do que claro que trata-se dessas duas histórias. Durante o caminho para chegar até o castelo onde a Adormecida está surgem vários empecilhos e percebe-se pelos diálogos com os anões que a rainha está confusa quanto as suas decisões, mas que era seu papel não mandar os outros cumprir suas ordens, mas sim ela mesma ir atrás da solução, pois se aquilo continuasse, esse sono profundo, poderia atingir suas terras também, já que ele se alastrava pela floresta.

Chegando ao reino parecia que tudo estava morto há anos, pessoas e animais paralisados pelo sono, somente as plantas cresciam encobrindo todo o cenário. Subindo as escadas da torre do castelo, a rainha e os anões perceberam que havia mais alguém desperto e é aí que encontram a bruxa que colocou a maldição sobre aquelas terras.

O desfecho do conto é surpreendente e totalmente inesperado. Além da história incrível, o que também me impressionou bastante foram as ilustrações perfeitas do Chris Riddell. Mais um livro para a lista de favoritos, tendo Neil Gaiman claro que é só sucesso.


"Não tenho muita paciência com histórias nas quais mulheres são resgatadas por homens [...] nem sempre você precisa ser salva por um príncipe". (Neil Gaiman)

16 de ago de 2016

Devido às minhas constantes viagens seja para a casa dos meus pais ou à trabalho sempre encontro pessoas com histórias interessantes assim como o desiludido do ônibus e a dona da carteira. O episódio que vou contar hoje aconteceu há alguns meses quando estava voltando de Curitiba, depois de dois dias de exaustivas reuniões.

Como incrivelmente não estava atrasada passei antes no Mercado Municipal e comprei algumas frutas cristalizadas importadas, deliciosas diga-se de passagem e então fui pra rodoviária. Eu gosto de comprar passagem para os primeiros lugares porque são mais espaçosos e eu gosto de dormir muito durante as viagens. Quando eu entrei já tinha uma senhorinha na poltrona ao lado, ela foi muito simpática e logo já puxou assunto, a primeira coisa que disse foi: "Que bom que vai uma mocinha do meu lado, não gosto quando senta algum homem, nunca dá pra ficar conversando". Foi aí que percebi que não dormiria nessa viagem.

Então iniciamos uma conversa, quer dizer, praticamente um monólogo porque ela era uma daquelas senhoras que gostam de conversar muito e contar toda a sua vida, eu como uma boa ouvinte fiquei prestando atenção e apenas balançando a cabeça em alguns momentos e respondendo algo quando ela raramente me dava a oportunidade de falar. Ofereci um pouco das minhas frutas cristalizadas, ela deu uma mordidinha só e esqueceu de comer o resto, segurando-as na mão o restante do caminho porque não parava de falar nem pra comer.

Me contou de onde era, o motivo de estar viajando (morte de uma irmã), me contou dos filhos cheia de orgulho porque um era dentista e o outro médico e morava na Itália, me contou dos netos, particularmente de uma neta que era filha da sua filha adotiva e que agora estava terminando a faculdade de direito. Me disse como era a vida antigamente, das coisas que ela já vez, dos lugares que conheceu.

Muitas vezes repetia a mesma história e eu fazia de conta que era a primeira vez que estava ouvindo, ou então parava no meio de uma história e perguntava: "Sobre o que mesmo eu estava falando?" Eu estava achando muito gostoso estar ali conversando com ela porque via nela a minha avó que se foi tão cedo e que infelizmente não convivi tanto quanto gostaria. Eu sentia que ela era muito carente, ainda mais depois que ela me contou que morava sozinha, que viajava sozinha, acho que ela gostava quando "mocinhas" sentavam ao lado dela e davam a oportunidade para ela desabafar, contar sua vida, ser ouvida.

Uma das coisas que mais me marcou foi quando ela me contou do ex marido, ele era dentista e professor universitário e a deixou pra ficar com uma de suas alunas. Ela me disse: "Filha, ame a você mesma antes de amar qualquer outra pessoa porque as pessoas nos enganam, nos traem quando menos esperamos, por isso se cuide, viva pra você!"

Antes de nos despedirmos ela percebeu que ainda estava com um pedaço de fruta cristalizada nas mãos e terminou de comer. E me deu o número do telefone da sua casa para que se um dia eu fosse até a cidade dela era pra telefonar, ela iria me encontrar e me levar pra tomar um café, olha o nível de carência da pessoa. Dona Alcinda, talvez eu nunca vá pra sua cidade, talvez eu nunca lhe telefone ou nunca tome um café contigo, mas nunca vou esquecer sua história e principalmente seus conselhos. 

15 de ago de 2016

No último final de semana eu participei de um evento muito legal que aconteceu na cidade onde eu morei por alguns anos, chamada Guarapuava que é carinhosamente apelidada por seus moradores de GorpaCity, daí o nome do evento: GorpaCon. Veja bem, eu sou do interior e eventos desse tipo só aconteciam em cidades maiores e geralmente distantes de mim, então pode-se imaginar o tamanho da minha empolgação quando fiquei sabendo que ia rolar um ali tão perto (na verdade não tão perto, são cerca de 300 km, mas é o mais perto que teve até agora).

E é claro que se eu fosse teria que ir de cosplay, por que senão qual a graça da coisa? Fiquei bem mais animada quando uma galera abraçou a causa e nos juntamos para fazer OS CÓSPREI TUDO e que experiência incrível! O mais legal nem foi o evento em si porque ficamos bem pouco tempo lá, mas a parte de se arrumar, de montar as roupas e acessórios a maioria artesanalmente, foi super divertido..


Meu cosplay foi de Princess Bubblegum e eu tinha minha Marceline e o Finn comigo desse mesmo universo e os outros amigos estavam de Coringa, Harley Queen, Ash, Pikachu e Demolidor, sente só:


Assim que chegamos no evento, todos "ahazando" tivemos alguns minutos de fama, não podíamos andar que logo vinham nos pedir pra tirar fotos, era muito engraçado: 


Eu só tenho a agradecer às pessoas que organizaram o evento e principalmente aquelas que tornaram possível a minha ida e a realização de um sonho. Conheci pessoas maravilhosas que com certeza levarei pro resto da vida. E já estou ansiosa para a próxima edição e pensando no próximo cosplay. O vídeo em seguida é um resumo do evento (no sábado que foi o dia que participei) feito pelo Gustavo Sell:



14 de ago de 2016

Em busca de pautas para o BEDA me deparei com essa ideia legal de um "meme" para mostrar como é a sua letra, vi lá no blog A life less ordinary. Basta responder essas perguntas à mão e tirar foto:

1. Qual é o seu nome?
2. URL do seu blog.
3. Escreva: "A rápida raposa marrom pula sobre o cão preguiçoso".
4. Citação favorita.
5. Música favorita (no momento).
6. Cantor/banda favorita (no momento).
7. Diga o que quiser.
8. Indique 3 ou 5 blogs.


Tirei a foto com o celular e a noite, então não ficou tão boa, mas trabalhamos com realidades aqui.

13 de ago de 2016

Aprendi com a minha mãe a sempre anotar tudo, independente de ser algo rotineiro ou não e venho desenvolvendo essa mania cada vez mais, quem me conhece sabe que tenho lista pra tudo, inclusive tenho uma lista das listas. Pode parecer loucura, mas é assim que consigo me organizar. Sem anotar, sem fazer listas não sou nada, minha memória é muito relapsa e as vezes me deixa na mão, então as listas sempre estão lá para me salvar.

Estou aprendendo com a Maki a desenvolver meu Bullet Journal, mas enquanto isso não vai pra prática vou fazendo listas em todos os lugares, na agenda, em papéis avulsos, na palma da mão, no Listography e agora aqui no blog.

Então, ali em cima nas abinhas ao lado de INÍCIO, SOBRE, 1001 PESSOAS, BLOGROLL... terá mais uma aba chamada ESTANTE onde vou colocar as listas de filmes, livros, séries etc. Eu sei que pra isso tem o Filmow e o Skoob, mas deixa eu fazer do meu jeito porque assim me sinto bem.  Vou atualizando aos poucos, então pode ser que não tenha muita coisa no momento, mas vou melhorando conforme puder.

Para contextualizar melhor essa minha paixão por listas vou transcrever um texto escrito em 2010 por Alan Pauls, escritor argentino que foi publicado na Folha de São Paulo e que traduz de uma maneira mais sociológica tudo o que eu sinto sobre:

Fazer listas é colocar ordem nos desejos

"Fazemos listas desde sempre, desde antes de escrever. Nenhum garoto precisa conhecer o alfabeto ou as regras de concordância para enumerar o que quer em seu aniversário. Basta ele desejar e compreender que algo tão despótico quanto o desejo requer algum tipo de lógica.

É essa a função da lista: colocar certa ordem no desejo. Uma ordem básica, simples, rudimentar, mas absolutamente decisiva. Porque, sem ela, o garoto (ou seja: nós) se perderia. Ficaria à mercê de duas imensidões oceânicas: a do seu próprio desejo (por definição ilimitado) e a de tudo o que o mundo tem para lhe oferecer.

Elementar e ao mesmo tempo milagrosa, a lista é a primeira maneira que temos de não naufragar no mundo e de não aceitá-lo como ele é. Serve para recortar o mundo, capturá-lo, deixar uma marca que fale de nós nele.

Em sua meia língua, o menino que faz aniversário pede: “Um triciclo, um Woody, um chiclete, uma bola, um dragão que cospe fogo”. Essa lista impessoal é o mais pessoal que existe, porque é a intersecção entre seu desejo e o repertório interminável de presentes que espreitam no mundo.

Não é por nada que vivemos fazendo listas. Listas de compras, de convidados, de trabalhos a cobrar, de dias de prisão que faltam ser cumpridos, de filmes a ver, de livros para as férias, de amigos com os quais gostaríamos de tomar um drinque. Nesse gênero seco, mecânico, burocrático, há uma humanidade que comove.

A lista dá voz e forma ao que há, ao que se necessita, o que se ambiciona, o que se realizou, e, nesse sentido, parece condensar quatro ou cinco núcleos de experiência nos quais a espécie toda poderia se reconhecer: desejo, memória, registro, necessidade, sonho.

PAIXÃO
Com seu estilo desafetado, monótono, de repartição pública, a lista com frequência é o testemunho mais precoce e categórico de uma paixão.

O crítico de cinema Serge Daney dizia que o verdadeiro cinéfilo não é apenas aquele que vai muito ao cinema, desenvolve gostos sofisticados e é capaz de alçar-se em armas em nome de um diretor -é sobretudo aquele que passa a experiência do cinema para a experiência da lista: aquele que não para de sistematizar sua pulsão de fã em rankings e outras práticas nas quais confluem o ardor da paixão e a rotina contável.

A suntuosa espetaculosidade do filme de Spielberg (“A Lista de Schindler”) não nos fará esquecer o que a lista de Oskar Schindler foi, o que descobriram aqueles que a encontraram na mala que, em 1974, quando Schindler morreu, reunia o que restava da sua fortuna: uma folha com 1.200 nomes escritos.

TUDO E NADA
Ou seja, um arquivo: algo que é tudo e nada ao mesmo tempo. Como é tudo e nada ao mesmo tempo a lista de desaparecidos apresentada há dois meses por uma testemunha em Tucumán, Argentina, durante o julgamento de dois dos responsáveis pela repressão ilegal movida sob a ditadura de 1976-83.

São nove páginas de tamanho ofício escritas a máquina, com os nomes de 293 pessoas. Ao lado de 195 se leem as iniciais DF (disposição final), um eufemismo para dar nome ao crime. A lista não é nada: não diz quem eram, o que faziam ou porque nunca voltaram a ser nem a fazer o que eram e faziam antes de os terem inscrito nessa folha.

Mas é tudo, porque é o primeiro dado oficial das técnicas repressoras que aparece em quase 30 anos, o primeiro que -produzido pelos próprios militares, com suas máquinas de escrever- comprova que a repressão foi sistemática e metódica. A tal ponto que, como uma inversão macabra das listas apaixonadas do cinéfilo, os exterminadores não puderam resistir à tentação de registrá-la em uma lista."

Texto de: Alan Pauls
Tradução: Clara Allain





12 de ago de 2016

Eis que apesar dos atrasos o BEDA continua e nada como uma TAG para salvar novamente nossas vidas. Essa eu vi lá no grupo se organizar todo mundo bloga e apesar do nome eu não vou falar sobre política, trata-se apenas de responder 13 perguntas aleatórias sobre você, então vamos lá!


1) O que costuma pedir no Starbucks?
Gente, eu moro no interioR, não tem essas coisas não e também nunca fui, então não costumo pedir nada, ué?

2) Qual item do seu armário não consegue viver sem?
Eu não sou muito apegada a roupas não, mas diria que adoro um pijama, porque se estou de pijama quer dizer que estou em casa (na maioria das vezes) e isso é reconfortante.

3) Diga uma coisa que as pessoas provavelmente não sabem sobre ti.
Eu tive uma irmã gêmea, até agora só pessoas bem próximas a mim sabiam disso.

4) Diga uma coisa que você quer fazer antes de morrer.
De novo, essa coisa de fazer antes de morrer, gente vai fazer como depois que morre? Eu prefiro, o que quer fazer daqui até morrer? Ah, são tantas coisas, mas entre as principais está voar e escrever um livro.

5) Qual comida que você não consegue viver sem?
Arroz e feijão, nada de frescura, nada de coisa sofisticada eu gosto mesmo é do simples e  tem que ter todo dia,  nem vem dizer que domingo não é dia de comer feijão porque é sim!

6) Qual a frase que rege a tua vida?
"Pés, por quê os amaria, se eu tenho asas para voar?"
(Frida Khalo)

7) O que gosta e o que não gosta no YouTube?
Gosto do fato de ter tutoriais e vídeos sobre praticamente tudo que se possa imaginar, porém não gosto de YouTubers no geral, não acompanho ninguém e não tenho paciência pra ver vídeos, só vou ver se tem algo que eu realmente estou buscando naquele momento, mas não acompanho nenhum canal assiduamente.

8) Qual a música que mais ouve?
No momento todas da Florence + The Machine.

9) Como definiria seu estilo?
Não sei definir, sério mesmo.

10) Número favorito:
7.

11) Dois hobbies:
Ler e cozinhar (mas só quando estou inspirada).

12) Duas coisas que te irritam:
Que me apressem;
Barulho quando estou lendo ou escrevendo;

13) Um prazer culposo:
De maneira alguma vou falar comer porque isso nunca deve ser culposo, na verdade acho que nada que eu sinta prazer em fazer considero culposo, talvez comprar livros que nunca leio.

11 de ago de 2016

Este post faz parte do projeto 642 coisas sobre as quais escrever e este é o item 3 que sugere falar sobre algo que você fazia, porém agora não faz mais, então "senta que lá vem história".

Fiquei muito tempo pensando no que escrever para esse tema, e me perguntando: o que eu fazia, porém agora não faço mais? São tantas coisas, vivemos em constantes mudanças que as vezes passam desapercebidas e quando vemos já não somos mais o que eramos, mas como diz aquele clichê de Raul: "prefiro ser essa metamorfose ambulante".

Existem aquelas mudanças drásticas que caem como bomba na nossa frente e temos que nos adaptar e existem aquelas que acontecem de forma mais gradual que não percebemos logo de cara e quando nos damos conta já somos outra pessoa, mas existem algumas coisas que mesmo acontecendo de forma gradual, quando as enxergamos percebemos que fizeram uma grande diferença, principalmente aquelas que dizem respeito a nossa personalidade. E eu posso dizer que mudei bastante minha personalidade nos últimos tempos e um ponto específico foi o ódio, e quando eu digo ódio também estou falando da raiva, da mágoa e do rancor.

Eu nunca fui uma pessoa de tretas, sempre fui de boas, mas quando alguma coisa me incomodava eu guardava lá no coraçãozinho e não esquecia, porém nunca ia tentar resolver. Vou dar um exemplo bem simples, mas que vai ilustrar melhor o que quero dizer: Na época do colégio havia uma menina que eu nunca tinha conversado, porém não "ia com a cara", porque ela era muito "metida" e ficava me encarando como quem não gostava de mim também e eu sempre fiquei com essa imagem de que ela me odeia e eu odeio ela, mas nunca fui perguntar o motivo dessa implicância.

E isso aconteceu em diversas outras situações, algumas delas mais sérias, como quando eu recebi mensagens de um hater anônimo super mal educadas e grosseiras e na época odiei mortalmente aquele ser que eu nem sabia quem era, dentre outros casos que não cabem ao momento falar.

Mas como as coisas mudam e a gente vai construindo nossas opiniões e caráter ao longo da vida eu mudei também e hoje consigo ver as pessoas com muito mais empatia e perceber mais além da situação. Lembra da menina que eu não "ia com a cara"? Dias atrás ela me adicionou no Facebook, eu aceitei e ao acompanhar a timeline dela percebi o quanto ela era legal e o quanto esse meu "ódio" era bobo, então em um ímpeto de coragem escrevi uma mensagem dizendo tudo o que eu senti antigamente e o que sentia agora em relação a situação e ela me respondeu dizendo que era tudo coisa da minha cabeça porque ela nunca me odiara, olha só essa vida nos pregando peças não é mesmo?

Um dia, em uma conversa por e-mail com um amigo toquei nesse assunto e contei a história dessa menina e ele me disse: "percebo que as coisas as vezes podem se desdobrar ou em Caetano ou em Humberto... Vago né? Então, é porque Caetano tem aquela música 'odeio você, odeio você, odeio você odeio' e o Humberto a 'Não consigo odiar ninguém', no caso, você é muito 1berto sim!" E que bom ser Humberto, talvez isso seja amadurecer, seja perceber o mundo com outros olhos, com mais amor e menos ódio, por mais que a situação nos revolte, o ódio só nos deixa piores.

E roubando uma frase que vi no blog da Thay que é de um livro que ainda não li, mas já considero pakas: "Tudo no universo está em constante mudança, nada fica igual, e nós precisamos compreender a rapidez com que o tempo passa se quisermos despertar e começar a viver realmente as nossas vidas" (A terra inteira e o céu infinito). Ou seja, vamos perceber nossas mudanças, mesmo que as mais singelas para vivermos melhor porque o tempo passa muito rápido, o que estamos fazendo da nossas vidas sendo iguais o tempo todo? E que nesse mundo cheio de ódio possamos ver e ser amor.

10 de ago de 2016

Eu juro juradinho que não tô procurando, mas essas coisas maravilhosas simplesmente caem na minha frente me pedindo pra conhecê-las, amá-las, protegê-las e como recusar? Depois de ouvir enlouquecidamente Zaz o meu Spotify começou a me indicar outras músicas e artistas relacionados e é aquele ditado: "Graças a Deus" né? Porque tenho conhecido músicas incríveis, Spotify, melhor "pessoa"<3

E foi de uma dessas indicações que surgiu na minha vida a Imany que tem um negócio na voz, sabe aquela coisa bem cativante? Eu não sei explicar sensações que a música me causa, apenas sentir. O nome dela é Nadia Mladjao, é francesa (CLARO QUE TINHA QUE SER NÉ?), porém morou um tempo em Nova York onde trabalhava em uma agência de modelos, mas como ela mesma disse: cansou de ser cabide e foi se dedicar ao que realmente gostava: a música! Por isso voltou pra França e gravou seu primeiro disco.

É filha de imigrantes africanos e suas músicas têm como temática principal a África, tanto que adotou o nome Imany que significa FÉ em Suaíli, língua africana. Ela canta Afro Soul e dentre suas principais influências estão Nina Simone, Tracy Chapman e Tina Turner, como não amar essa mulher?





9 de ago de 2016


Autor: Neil Gaiman
Ilustrador: Eddie Campbell
Editora: Intrínseca
Páginas: 79
Sinopse: "Há grande simplicidade nessa história aparentemente misteriosa que fala sobre até onde o homem pode ir para alcançar seu desejo mais profundo e, por fim, se dar conta de que esse mesmo desejo  perde sua força quando realizado."

Que eu amo o Neil já não é mais nenhum segredo (Amanda Palmer que me desculpe, mas seu marido é incrível), então tudo o que tem a ver com ele eu vou buscar saber cada vez mais, mas gente, como não gostar? As histórias são incríveis, de uma imaginação e fantasia admiráveis, se você não conhece, dê uma chance, tenho certeza que não irá se arrepender.

E A verdade é uma caverna das montanhas negras, na realidade é um conto que foi transformado em livro ilustrado e é uma dessas coisas incríveis que saem da cabeça desse escritor magnífico (desculpa a tietagem, é que eu amo forte mesmo). As ilustrações de Eddie Campbell, também não ficam atrás, mas confesso que o estilo desse ilustrador não me agrada muito (desculpa fãs do Alan Moore) é tudo meio inacabado e com características "sujas", não sei se é bem essa a palavra para definir, não me agrada, mas não deixa de ser lindo.

A história é de um homem anão que está em busca de sua filha que desapareceu, ele guarda muitas mágoas, pois acredita que Flora na verdade fugiu de casa. A narrativa em prosa misturada com os quadrinhos e as ilustrações são uma forma diferente de nos fazer entrar no conto, sentir o clima Escocês, mergulhar nos detalhes. Nessa busca, o anão encontra outro homem que lhe ajudará a chegar ao lugar que ele almeja chegar, mas não andam como amigos e sim como uma troca de favores e o clima pode ficar tenso nessa caminhada.

E o final é surpreendente, daqueles que se você voltar ao início do livro novamente vai ver a história totalmente de outra forma. Lembrando que eu não sei fazer resenhas, daquelas super explicativas, só sei dizer o que achei do livro e como ele me tocou, mas o conto é curto, se eu falar muito vou acabar contando toda a história o que não é minha intenção, e sim instigar novos leitores para que venham para o lado Gaiman da força. Enfim, é uma história trágica e tocante que nos faz indagar o quão longe somos capazes de ir em busca do que queremos, em busca da verdade e se estamos prontos para lidar com as consequências dessa busca.


8 de ago de 2016

Comentei outro dia que as vezes tenho uns sonhos estranhos (como aquele em que eu voava com uma amiga para protegê-la de um assédio), acontece que eu nem sempre lembro desses sonhos. Eu acordo e eles estão nítidos, mas assim que levanto e faço outras coisas eles vão sumindo, já pensei em ter um "diário de sonhos" onde anotaria todos eles assim que acordasse, mas como eu sempre acordo atrasada não rolou. Uma época eu acordava no meio da noite, lembrava do sonho, anotava no celular e dormia outra vez, mas quando ia ver no outro dia não tinha sentido nenhum o que havia escrito e algumas palavras estavam indecifráveis como:"rshquebwefnsr", cheguei à conclusão que dava na mesma anotar ou não porque não entendia nada de qualquer forma, aí parei.

Mas vez ou outra sonho coisas muito profundas e loucas que não consigo esquecer e o sonho fica a semana toda na minha cabeça, como por exemplo esse do qual vou falar hoje (que não ficou só uma semana na cabeça e sim o resto da vida). Já fazem uns três anos que isso aconteceu, mas foi inesquecível e o mais estranho é que eu tive um déjà vu no sonho e não, eu não vou falar daquela banda chata tecnobrega, eu quero falar sobre... sabe aquilo que acontece e você tem a impressão de que já aconteceu, mas que tem certeza que é a primeira vez que está acontecendo? Ok, vocês sabem o que é dèjá vu, não vou ficar me estendendo muito na explicação literal do "fenômeno" e já vou contar logo essa loucura.

Mais ou menos duas semanas antes de eu vir pra cidade onde estou morando atualmente sonhei com um lugar grande, com portas enormes, tinha muita gente lá e do nada apareceu a Hayley Williams da banda Paramore (sim, só em sonho mesmo), mas as pessoas não reconheceram ela, somente eu, então fui lá "conversar", tirar fotos, tietar mesmo e olha que eu não sou tão fã dela assim, isso que me deixou mais intrigada, poderia ser alguém que eu gosto mais tipo a Amy Lee ou Fernando Anitelli, mas por que cargas d'água a Hayley? Enfim, acordei, lembrei do sonho e continuei a vida.


Porém, para meu grande espanto, semanas depois fui chamada para uma entrevista de emprego, o qual estou atualmente e tive que vir pra cá, acontece que eu não conhecia aqui, jamais tinha chegado nem perto e pasmem: o ônibus parou em uma cidade no caminho e a rodoviária era o lugar do meu sonho, eu lembrei na hora, porque não era igual, ERA O LUGAR, eu fiquei chocada, como eu poderia ter sonhado com um lugar que eu NUNCA tinha visto e semanas depois passar por lá? Seria muito mais chocante se a Hayley aparecesse, tá isso jamais aconteceria, mas juro que se visse alguém com o cabelo laranja ou até vermelho eu ia pirar. Meu, eu havia tido uma "visualização" do futuro. Alguém me explica por favor?

Eu nunca fui muito dessas de acreditar que sonho é aviso, que temos que saber interpretar os sonhos, não sei se existe de fato "interpretação" de sonhos, porque é algo muito único, são imagens que o cérebro guarda e depois de uma maneira muito estranha junta tudo e faz um filme pra "assistirmos" enquanto dormimos, mas no caso de nunca ter visto tal imagem antes? Eu fico pensando nisso horas e horas, até já comentei com um amigo que é ligado nessas coisas que a gente deveria escrever um livro sobre sonhos, eu com certeza seria uma "cobaia" porque ultimamente tenho tido muitos sonhos e todos muito bizarros.

Outro dia acordei rindo porque sonhei com um grupo de pessoas, cada uma com um livro na mão, mas esses livros tinham botões assim como um controle remoto e essas pessoas podiam apontar o livro/controle para outras pessoas e essas se tornavam mais "burras" ou mais inteligentes dependendo do botão que era apertado. Tá, isso de uma certa forma é real porque livros tornam as pessoas mais inteligentes ou menos inteligentes, dependendo do quê elas leem, mas confesso que esse filme, naquele momento não fez nenhum sentido pra mim.

Já pensei em pesquisar mais sobre o assunto, estudar psicologia, Freud e tudo mais, mas acho que quanto mais eu procurar, menos vou entender, enquanto não entendo vou anotando os sonhos estranhos que eu conseguir lembrar pra depois rir deles. Alguém já teve essa experiência de sonhar com coisas e depois de um tempo elas acontecerem? Ou terem sonhos engraçados e bizarros como os meus? Dividam comigo por favor, senão vou achar que sou louca.


7 de ago de 2016

Uma semana inteira de BEDA se foi e consegui chegar firme e forte até aqui, mas o domingo meus amigos, é um dia difícil, então pegando o gancho de várias outras meninas lá do grupo, vou fazer um resumo de como foi essa semana e linkar os posts que mais gostei ou que mais me chamaram a atenção. Talvez deixe essa pauta fixa e todos os domingos eu traga os links mais amorzinhos que tiveram na semana <3

Flor toda desfocadinha só pra ilustrar

Mulheres na literatura do blog Dreams, na verdade gostaria de linkar todos os posts da Thay, porque tem sido o blog que eu mais estou visitando nesse BEDA, mas escolhi esse post em específico pois tem várias indicações lindas de livros.
Sobre ter 25 do blog Toda Curitibana, me identifiquei com os sentimentos que ela teve ao chegar aos 25 anos, é um misto de felicidade e nostalgia e vem acompanhado de uma mega crise existencial, mas a gente sempre supera.
Vizinhos sexualmente escandalosos do blog A dona da Frida, sério, eu ri muito com esse post porque lembrei de uma vizinha que era bastante escandalosa nesse quesito aí.
Guia de como não matar pessoas na TPM do blog Wink, a Mia fez esse guia super útil porque como não querer matar ninguém na TPM?
10 formas para deixar de procrastinar do blog Meia hora em Paris, eu gostei da lista, preciso praticar cada uma dessas formas, com muita urgência.
6 heróis que daria do blog Dona Vader, outro que morri de rir, eu não daria pra nenhum deles, mas foi muito engraçado ver os comentários sobre os heróis que ela listou.
Felinismo: um guia para iniciantes do blog Vizinha da Capitu, onde tem gato eu tô indo ler e saber sobre, por isso favoritei este post aqui.
Sobre pensar muito e não fazer nada do blog Maryoung, um assunto que poderia render um post meu também porque tem tudo a ver comigo.

6 de ago de 2016

Desde que eu descobri o que era ASMR e que eu tinha experiências magníficas com esse estímulo, venho pesquisando diferentes vídeos e áudios que induzem essa coisa incrível e relaxante, só de falar sobre isso já estou quase dormindo. Se você não sabe o que é ASMR eu falei sobre ele aqui. Nessa minha pesquisa descobri canais incríveis que se dedicam fazendo horas de vídeos de ASMR, e que bom que fazem porque é maravilhoso, por favor conheçam (para melhor aproveitamento use fone de ouvido):

MADE IN FRANCE: (De novo coisas francesas? Sim!)

SWEET CAROL

LUVASMR

SABRINA PIMENTEL

ACCIDENTALLY GRACEFUL ASMR


Existem muitos outros canais, se procurar vai achar milhares, mas esses são os que eu mais gosto e que me deixam mais relaxada, espero que aproveitem e que sintam essa calma gostosa que o ASMR proporciona.

5 de ago de 2016

Nem só de textão vive o BEDA, tem que ter umas TAG, memes ou perguntas aleatórias pra salvar a pátria de quem está na correria ou sem pauta para escrever. Essa TAG eu já vi em tanto lugar que nem sei de onde foi que ela surgiu, mas achei bem interessante e eu gosto do número sete.

Imagem aleatória porque eu tô bem triste que não consegui configurar gifs para esta postagem que merecia muitos

7 COISAS PRA FAZER ANTES DE MORRER
(Eu acho engraçado falar: fazer antes de morrer, é óbvio né, vai fazer como depois que morre?)

1)Voar - pode ser de avião, asa delta, paraquedas, dragão, qualquer coisa (mas principalmente dragão deve ser bem louco). Eu tenho vários sonhos nos quais estou voando, dias atrás sonhei que tinha um cara assediando minha amiga, aí eu peguei ela coloquei nas costas e saímos voando pra bem longe do macho assediador, e o mais incrível: eu não tinha asas, eu estava LEVITANDO, foi muito legal, podia rolar de verdade.

2) Escrever um livro - esse é um sonho antigo que depende de muita criatividade e inspiração, coisas que não estou dispondo no momento, mas a vida inteira tá aí pra isso não é mesmo?

3) Ter um filho - ou filhos, não defini quantidade ainda, veremos como vai ser com o primeiro aí eu decido se quero mais ou não. Mas não agora, acho a maternidade uma coisa linda, porém ainda não me sinto preparada para tal responsabilidade.

4) Aprender a nadar - na verdade não sei se eu realmente quero isso, já que morro de medo de me afogar e mal entro na água, mas é mais uma questão de treinamento para sobrevivência em algum caso de emergência, vai que né.

5) Conhecer o Neil Gaiman - eu não sei se já falei, mas o Neil é o meu crush literário (desculpa Amanda Palmer) e eu seria uma pessoa bem mais feliz se pudesse vê-lo, tirar uma foto, pedir um autógrafo, essas coisas bem de fã mesmo.

6) Viajar pelo mundo todo - isso é bem clichê, mas quem não quer?

7) Fazer mochilão - falou a sedentária que não vai a pé nem no centro, mas considera razoável andar com 500 kg nas costas pedindo carona e dormindo em albergue, acho interessante. Inclusive tenho uma amiga que faz isso, conheçam: NO RUMO DO MUNDO.

7 COISAS QUE EU MAIS FALO

1) Tô com fome!
2) Tô com sono!
3) Bom dia - falo bom dia pra todo mundo no trabalho, deve ser uns 50 bons dias/dia.
4) Que vontade de um chocolate - essa é minha frase oficial pós almoço.
5) Pó de chá - em vez de pode deixar.
6) Gatíneaaas - chamando as fia quando chego em casa.
7) Eita!

7 COISAS QUE EU FAÇO BEM

1) Comer - tem coisa melhor no mundo? Eu amo comer, amo comida, não é a toa que fiz Nutrição.
2) Dormir - segunda melhor coisa depois de comer, mas na verdade se pudesse comia dormindo ou dormia comendo.
3) Escrever - eu tento, me esforço bastante pelo menos.
4) Reclamar/questionar - sempre, desde que comecei a falar, acho que minha primeira palavra não foi mamãe ou papai, foi: "POR QUE?" Dizem que não se deve responder uma pergunta com outra, eu discordo.
5) Procrastinar - não que isso seja uma coisa boa, mas é uma das minhas especialidades, tô trabalhando na mudança.
6) Organizar - (aham) é complicado, sou organizada em algumas coisas, porém em outras não, mas nas que eu sou, sou muito.
7) Alfredo - esta receita.

7 COISAS QUE EU NÃO FAÇO BEM

1) Maquiagem - não dá, eu já tentei, de diversas formas, mas não rola, faço o básico e olha lá, esta semana por exemplo não passei nadinha na cara e ela tá aqui linda e macia.
2) Falar em público - depende muito de vários fatores, do público, do assunto, do tempo que tenho que falar, eu já falo rápido naturalmente, imagina nervosa, as pessoas não me entendem muito bem.
3) Lembrar - minha memória é péssima, sem uma agenda eu não sou nada.
4) Acordar - um dos meus maiores prazeres é dormir, então acordar é uma coisa horrível, eu fico muito mal humorada de manhã, mas assim que tomo café já podem falar comigo.
5) Agir sob pressão - sou uma pessoa relativamente calma, então quando ficam me apressando ou me pressionando pra fazer algo o resultado não é dos melhores.
6) Explicar - eu sei pra mim e na minha cabeça está tão claro, mas passar para os outros é complicado porque enquanto minha boca tá falando o meu cérebro já está muito adiante e acabo não me fazendo entender, isso foi um dos motivos que me fizeram desistir de ser professora.
7) Me conformar - como eu disse antes, reclamo e questiono muito, então me conformar com algo que eu não aceito é muito difícil, infelizmente (ou não).

7 COISAS QUE ME ENCANTAM

1) Filhotes (de qualquer espécie)
2) Ronronar das minhas gatinhas
3) Receber cartas/e-mails longos
4) Demonstração gratuita de afeto
5) Barulho de chuva
6) Mãos entrelaçadas e carinho de dedo
7) Livros

7 COISAS QUE EU NÃO GOSTO

1) Amendoim - desculpa sociedade, mas não consigo gostar e nem tenho alergia nem nada e só aversão mesmo, parem de colocar amendoim nascoisa.
2) Gente chata - aquelas que se importam com tudo e criticam tudo, nunca nada tá bom. Por exemplo, agora com a febre do Pokemon GO, aquelas pessoas que não jogam e ficam criticando quem joga, falando AI VAI CAPTURAR UM EMPREGO, mano trabalhar é bom, mas você já tentou se divertir? Não é só um jogo, é cheiro de infância, deixa os outros serem felizes pelo amor dos deuses.
3) Domingo a noite - pior que segunda-feira, sérião, é que eu sofro antecipadamente.
4) Fanatismo - político, religioso, ideológico, etc.
5) Distância - a distância traz junto a saudade e isso dói demais.
6) Futilidade - pessoas que colocam o ter acima do ser.
7) Começar e não terminar - isso vale pra tudo na vida, mas principalmente livros, filmes, séries, mesmo que eu não goste preciso terminar porque não vou parar de pensar nisso até chegar ao fim (exceto O poderoso chefão, esse não deu pra terminar).

7 PESSOAS PARA FAZER A TAG

Vou roubar nessa e não vou indicar ninguém, mas vamos deixar a meta aberta, quem quiser fazer vambora fazendo, só me avisa pra eu poder ver suas respostas também.