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28 de set de 2016

O Felipe do blog Não Sei Lidar, falou sobre uma lista que ele faz: A lista de viver pessoas que consiste basicamente em listar pessoas com quem você quer falar mais, estar mais presente e ligar pra elas, fazer uma visita, enviar uma mensagem pra pelo menos dizer: "oi, eu estou aqui, você é importante pra mim, mesmo a gente não estando tão próximos". Isso é muito legal, mas ao mesmo tempo soa até um pouco ridículo porque poxa, se eu não tenho tempo nem pras pessoas importantes que chego ao ponto de fazer uma lista pra não deixar de me comunicar com elas é porque realmente a vida acontece e a gente nem vê não é mesmo? Porém acho válido, melhor fazer isso do que não falar com ninguém.

E eu sou da opinião de que se gostamos de uma pessoa, devemos falar, fazer com que ela perceba o quanto é importante pra nós, porque as vezes fica assim subentendido e não temos a real oportunidade de agradecer e é por isso que e eu faço aqui a lista de pessoas que conheci e que me marcaram de alguma forma porque a gente vive e encontra tantas pessoas e as vezes deixamos passar essa oportunidade de registrar e pelo menos dizer: eu não te esqueci.

Eu não vivi muito ainda, mas percebi que nesse mundo existem pessoas com o coração pequenininho que mal cabem elas mesmas de tão fechadas que são e existem aquelas com o coração tão grande que mais parece um estádio de futebol e sempre cabe mais alguém para amar. Tive sorte de nessa minha pequena jornada pela vida encontrar algumas pessoas assim, de coração enorme e com certeza Mamy foi uma delas. Ela é chamada assim pela família e por todos que a conhecem porque ela é sim, uma mãezona.

Conheci ela e sua família em 2012 quando fui em um encontro da igreja lá em Foz do Iguaçu e eles acolheram a mim e mais algumas pessoas em sua casa, voluntariamente. Íamos lá apenas para dormir após o encontro, mas esses poucos momentos em que nos víamos eram lindos. Mamy fez questão de nos fazer sentir como se estivéssemos em casa e nos esperava sempre com um jantar maravilhoso, a cama arrumadinha e uma simpatia sem igual.

Ao saber mais sobre ela, percebi que aquele cuidado e atenção era algo intrínseco que ela sempre teve pelos outros, trabalhava em um lar de idosos e tratava todo mundo como se fosse membro da sua família. A mesma coisa percebia em seu esposo e em seus netos, que moravam com ela e que se espelhavam naquele amor que ela emanava.

Convivemos pouco tempo, mas foi o suficiente para que ela se tornasse inesquecível para mim, ela e todos daquela casa. Infelizmente a vida é corrida e moramos tão longe, mas eu ainda quero voltar até lá, agradecer, não somente aquela acolhida, mas agradecer por ela ser quem é. Mamy, sinto saudades e quero que saiba que os pequenos gestos seus foram o que me conquistaram e me fizeram querer ser como você, ter esse coração enorme e amar a todos sem distinção. Obrigada!

25 de set de 2016

Sou uma winter person, gosto muito do inverno, do frio e de tudo o que ele nos proporciona como chocolate quente, vários cobertores e a elegância dos casacos, cachecóis e gorros. Mas minha segunda estação preferida é a primavera porque bem, ela é linda, colorida e muito feliz porque: quem não fica feliz em ver uma florzinha desabrochando? Minhas flores preferidas são as azaléias e os ipês, cresci rodeada por elas e o amor permaneceu, sempre que tenho a oportunidade tiro várias fotos dessas lindezas, e esse projeto fotográfico do grupo se organizar, todo mundo bloga veio bem a calhar para eu mostrar as florzinha tudo, já que esta semana o tema foi: primavera!




Lendo: Herathor - A. Ridan.

Assistindo: Gilmore Girls e How I met your mother.

Ouvindo: Red Velvet, nunca fui muito fã de K-pop, mas não consigo parar de ouvir essa música:


19 de set de 2016

Autor: Anne Frank (edição por Otto H. Frank e Mirjan Pressler)
Editora: BestBolso
Páginas: 378
Sinopse: "12 de junho de 1942 - 1º de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente seguiu para Auschiwitz e mais tarde para Bergen-belsen."


O diário de Anne Frank é daqueles livros que mexem com a gente, não só pelo fato de ter como cenário a Segunda Guerra Mundial, ou por ser uma história real, mas principalmente por ser composto por relatos de uma menina tão jovem. E olhar a guerra através do ponto de vista dela é muito mais desgraçador de mentes porque ficamos imaginando tudo o que ela perdeu por causa disso e tudo o que sonhava e nunca se realizou.

Anne e a família viviam uma vida normal, até que a guerra chegou, o ódio pelos judeus se alastrou e eles tiveram que se esconder no sótão da fábrica onde seu pai trabalhava, juntamente com mais uma família e um senhor rabugento. As pessoas que estavam ajudando esses fugitivos tinham bom coração, porém estavam correndo sérios riscos ao fazerem isso porque se os nazistas descobrissem, todos seriam severamente punidos ou mortos.

Além da tensão de estarem escondidos ainda tinham que lidar com a escassez de comida, com o silêncio que tinham de fazer durante o dia, pois a fábrica ainda estava ativa, e com o convívio em grupo, o que, diga-se de passagem, era uma das piores coisas. Cada um tinha os seus hábitos, as suas manias que muitas vezes irritavam os outros e geravam vários desentendimentos.

Outra coisa que também fica bem claro é a preferência que Anne tinha pelo pai em relação à mãe, pra dizer a verdade Anne não suportava a mãe e elas tinham várias discussões feias que sempre eram amenizadas pela paciência e amor do pai. Além disso também tinham as tentativas de proximidade com a irmã mais velha, que pensava tão diferente dela, por isso Anne sentia-se muito sozinha.

E aí ela encontra no filho do casal que morava com eles um amigo e confidente para todas as horas e acabam apaixonando-se um pelo outro, foi uma pena esse amor não ter tido tempo de ser concretizado, pois logo todos do esconderijo foram descobertos e separados, cada um teve seu fim longe do outro.

Apesar de toda essa tensão em que viviam e constante medo, Anne era uma menina muito inteligente e sempre estava estudando alguma coisa, fazia diferentes tipos de aulas com sua irmã e seu pai, lia vários livros e sonhava em ser jornalista. É triste saber que esses sonhos nunca se realizaram, é triste saber de tudo que a guerra fez e mais triste ainda é saber o que a guerra ainda faz até hoje na vida de tantas outras Annes Franks por aí, quantos sonhos ela ainda desfaz, quantos diários estão sendo interrompidos, quantas vidas tiradas e tudo isso pra quê?


"Quando escrevo, sinto um alívio, a minha dor desaparece, a coragem volta. Mas pergunto-me: escreverei alguma vez coisa de importância? Virei a ser jornalista ou escritora? Espero que sim, espero-o de todo o meu coração! Ao escrever sei esclarecer tudo, os meus pensamentos, os meus ideais, as minhas fantasias."
10 de set de 2016

"A rotina não me convenceu
Diz que é sempre tudo a mesma coisa
Mas eu não fechei meus olhos pro novo de todo dia
Mas eu não fechei meus olhos pro novo de todo dia"

Depois do BEDA fiquei com uma ressaca de escrever, mas não posso deixar o blog morrer, não posso deixar o blog acabar e com a ajuda do grupo se organizar, todo mundo bloga vamos em frente com essa coisa maravilhosa chamada blogar. Este mês decidimos fazer o Setembro Fotográfico, cada semana tem um tema e vamos postando as fotinhos que traduzem o que o tema significa pra gente e o tema desta semana é: ROTINA.

E se tem uma coisa que eu não suporto é rotina, existem tantas coisas pra se fazer nessa vida, pra quê fazer sempre o mesmo? Eu nasci pro novo, eu sonho com o desconhecido... Porém, pra se viver  em sociedade dizem que é necessário manter uma rotina pra algumas coisas, mesmo desinteressantes, mesmo estressantes e aí "todo dia ela faz tudo sempre igual, se sacode as 6 horas da manhã". 

Como não tem outro jeito a não ser enfrentar a rotina eu tento suportá-la com leveza e mesclar com coisas diferentes para que não fique tão pesada e entediante. Ver beleza nos detalhes e aproveitar os momentos bons para que os ruins sejam passageiros. E registrar tudo em fotos...

tentando organizar a rotina no bullet journal/tornando o sorriso a melhor rotina/não conseguindo resistir a esse olhar/arriscando a fabricação de um banoffee

carinho em forma de colo/vista da minha janela/amor em forma de filhote

Lendo: A mágica da arrumação - Marie Kondo Herathor - A. Ridan

Assistindo: Gilmore Girls e How I meet your mother, ambas na primeira temporada e amando.

Ouvindo: MUUUUITA MPB, principalmente Crombie, que descobri por acaso e já estou apaixonada, tanto que está até no início deste post porque esta música combinou muito:


E sigo, mais uma semana de rotina, mais uma semana sobrevivendo, mais uma semana tentando ser melhor do que posso ser.