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23 de jan de 2018

Ainda é janeiro então acho que pode sim.

Eu achei que 2018 seria o ano em que eu não iria mais fazer isso, essa pequena lista que nos motiva a fazer as coisas, mas ao mesmo tempo nos frustra por muitas vezes parecer impossível de realizar tudo o que queremos. Mas como sou boa em me contrariar fui lá e fiz, já que sou a louca das listas e a verdade é que queremos muitas coisas e mexemos nossa bunda da cadeira o total de zero vezes para correr atrás desses sonhos, este post é mais um auto puxão de orelha pra eu relembrar que não basta querer, tem que ir atrás e revisar várias vezes com o questionamento: "será que eu quero isso mesmo? ou melhor: eu ainda quero isso? eu realmente preciso correr atrás disso?" Fica o questionamento, sempre fica... mas se for isso mesmo, não deixe pro ano que vem!


- Deixar o cabelo crescer e ficar livre de químicas: 2016 e 2017 foram os anos em que meu cabelinho mais sofreu desde que ele existe na minha cabeça, foram várias cores em um curto espaço de tempo, foram vários tratamentinhos pra ele aguentar tudo isso, mas agora quero deixar ele respirar, voltar à cor natural e crescer novamente.

- Voltar à academia: ou fazer qualquer outro tipo de exercício, o que não dá mais é ficar parada porque a idade meus amigos, ela chega e se não balançar esse corpinho ele vai atrofiando.

- Colocar em prática um projeto: é uma coisa muito especial, mas que ainda não vou falar sobre, é aquele negócio de que felicidade quietinha ninguém estraga né? Mas vai ser lindinho e no momento apropriado falarei.

- Ficar em paz com o guarda-roupa: a ideia inicial é fazer o total de zero compras de roupas e calçados este ano, mas se rolar de comprar alguma coisa não vou ficar me culpando e achando que falhei, o negócio é não ficar brigando com as roupas e me encontrar no meio delas.

- Aprender a costurar: ok, essa resolução já existia em 2017, mas não rolou. Ainda não sei se vai rolar agora, mas ela vai ficar aí porque é algo que eu quero muito, mas preciso de planejamento, comprar uma máquina, fazer algum curso... uma hora vai.

- Cozinhar mais: vejam bem, eu trabalho com isso, eu vejo pessoas cozinhando o dia todo, eu faço compras, planejo cardápios, etc o dia todo e quando chego em casa o que menos quero ver na minha frente é a cozinha, porém eu gosto de cozinhar e modéstia a parte eu gosto muito da comida que eu faço, estou tentando cozinhar mais em casa, principalmente nos finais de semana e tentando aprender receitinhas novas porque não adianta, se você quer ser vegetariano/vegano tem que botar a mão na massa porque infelizmente o mundo ainda não está preparado para isso, um dia vai estar, eu espero, mas por enquanto do it yourself.

- Guardar dinheiro: aquela velha história: economizar, investir, parar de fazer 23466354 prestações, não gastar com bobagens e tudo isso que já sabemos, porém não fazemos porque não temos vergonha na cara.

- Pintar e decorar a casa: minha casinha é pequena, mas é o lugar que chamo de lar e quero que esse lar cada vez mais tenha a minha cara e reflita o que eu sou, ainda falta bastante, mas aos poucos ela vai ficando cada vez mais lindinha.

- Praticar sempre o minimalismo/organização: junto com o minimalismo vem a organização de brinde porque quanto menos coisas você tiver, menos vai precisar limpar/organizar, é uma belezinha e eu quero muito continuar com isso este ano e o resto da minha vida.

- Diminuir o tempo nas redes sociais: gente!! rede social é um limbo, você vai ver uma notificação e quando percebe está a meia hora rolando o feed do instagram, como é que pode uma coisa dessas?? eu não quero mais, sabe. Não estou dizendo que vou sair de todas as redes (tanto é que já me contradizendo aqui nessa resolução, em vez de sair estou entrando em novas, já que fiz um twitter no segundo dia do ano), mas quero diminuir a frequência com que acesso essas janelas para outra dimensão que sugam o tempo e a concentração aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.

- Ler mulheres: este ano quero me dedicar a ler somente livros escritos por mulheres porque tem tanta coisa legal que não é valorizada, quero conhecer novas autoras, novas histórias, porque temos sim muito potencial. Inclusive comecei o ano lendo a maravilhosa Rupi Kaur e agora estou em Jane Austen, aceito indicações, viu?

- Cultivar uma horta/jardim: as plantas meus amigos, elas estão presentes na minha vida desde que me conheço por gente, antes mesmo até. E eu sinto muita falta de mexer na terra, de sentir cheiro de mato, eu quero morar num sítio de novo. Enquanto isso não acontece quero plantar várias coisinhas e fingir que estou na floresta.

- Castrar as gatas: eu sei, já deveria ter feito isso faz muito tempo, shame on me!

- Cuidar mais de mim: já fui uma pessoa 100% nem aí comigo mesma e isso é muito ruim porque cara, é o MEU corpo, minha morada, eu preciso cuidar. Preciso me levar mais vezes ao médico, preciso ir mais vezes na estética, mas muito além disso, preciso me levar pra passear, preciso fazer terapia, preciso respirar, preciso cozinhar pra mim mesma, preciso fazer uma tatuagem nova, preciso me amar mais, preciso me dar valor.

- Fotografar e ser fotografada: isso pode ser incluído no ítem acima, mas eu quis deixar separado porque é algo muito forte que tenho dentro de mim, a fotografia é algo incrível, eu sou apaixonada. Eu tenho uma câmera que adivinhem: está criando poeira e mofo num canto do quarto! O que eu estou fazendo da minha vida que não estou por aí com ela tirando fotos de tudo? E o que estou fazendo da minha vida que não estou deixando outras pessoas me fotografarem?

- Escrever mais o que estou sentindo: isso ajuda tanto! Mesmo que você não mostre pra ninguém, que não publique em lugar nenhum, mesmo que você escreva e depois queime a folha/delete o arquivo! Escrever é botar pra fora, é se libertar e eu preciso tanto disso quase como respirar, as palavras pra mim são inexplicavelmente um remédio.

- Terminar a pós: sinceramente, eu nem queria fazer, sabe? Não é exatamente a minha área, apesar de ser algo que eu goste, eu não sei, está sendo bem difícil gostar da pós em si e eu nem sei se vou conseguir terminar mesmo. Vou tentar, mas não vou ficar me culpando se não conseguir.

- Estar mais presente: por último, mas não menos importante: estar presente! E ser presente na vida das outras pessoas, na vida da minha família, apesar de estar longe. Ligar mais, mandar mais mensagens, dizer que eu amo com mais frequência, estar com eles sempre que der, porque a vida é curta e arrependimento não muda os fatos.

E é isso, "só" 18 metas, pra combinar com o ano. Vou conseguir realizar todas? Não sei, provavelmente não, mas só o fato de listar e desejar já é alguma coisa, já é um incentivo. Quais foram as suas resoluções pra este ano e o que você já está fazendo para alcançá-las?
17 de jan de 2018


Autor: George Orwell
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 152
Sinopse: "Num belo dia, os animais da fazenda do Sr. Jones se dão conta da vida indigna a que são submetidos: eles se matam de trabalhar para os homens, lhe dão todas as suas energias em troca de uma ração miserável, para ao final serem abatidos sem piedade. Liderados por um grupo de porcos, os bichos então expulsam o fazendeiro de sua propriedade e pretendem fazer dela um Estado em que todos serão iguais. Logo começam as disputas internas, as perseguições e a exploração do bicho pelo bicho, que farão da granja um arremedo grotesco da sociedade humana. Publicada em 1945, A Revolução dos Bichos foi imediatamente interpretada como uma fábula satírica sobre os descaminhos da Revolução Russa, chegando a ser utilizada pela propaganda anticomunista. A novela de George Orwell de fato fazia uma dura crítica ao totalitarismo soviético; mas seu sentido transcende amplamente o contexto do regime stalinista. Mais do que nunca esta pequena obra-prima da ficção inglesa parece falar aos nossos dias, quando a concentração de poder e de riquezas, a manipulação da informação e as desigualdades sociais parecem atingir um ápice histórico."

Depois que li 1984 do Geore Orwell fiquei com muita vontade de ler os outros livros dele, no final do ano passado pedi A revolução dos bichos em um amigo secreto que participei. Foi uma leitura bem rápida, a última de 2017, aliás. E apesar de ter apenas 152 páginas é um livro com muito conteúdo, uma sátira à Revolução Russa, mas que pode ser atemporal porque trata de assuntos que nunca morrem, como por exemplo: a corrupção que o poder pode causar.

Era uma fazenda onde o homem dominava, até que os animais resolveram que não queriam mais aquela vida de escravidão e expulsaram os humanos de lá. Porém aconteceram coisas e os porcos líderes da revolução acabaram se tornando iguais ou até piores que os humanos, escravizando e maltratando todos os outros animais.

É um livro incrível, George Orwell quis fazer em forma de fábula para ser melhor compreendido por todos e deu super certo. Essa edição da Compalhia das Letras possui um trecho escrito pelo autor explicando os motivos de tê-lo escrito e esclarecendo alguns pontos da história.

P.S. Eu nem sei fazer resenha porque acabo resumindo tudo em um parágrafo e também não gosto de ficar explicando a história porque além dos spoilers pode estragar a experiência de outras pessoas, eu nem leio resenhas na verdade, só escrevo aqui as impressões que tive e se gostei ou não para ficar registrado mesmo, então vocês me desculpem.


10 de jan de 2018

Eu sempre me questionei sobre: "o que vai acontecer depois que eu morrer?", não o que acontece com o corpo, eu sei que ele apodrece e vira alimento para os vermezinhos e nem o que acontece com a alma porque isso ainda é impossível de saber. Meu questionamento é sobre o que acontece com quem fica, com as coisas que ficam, com as lembranças aqui no mundo dos vivos. Será que vai demorar muito tempo para eu ser esquecida? Como as pessoas lembrarão de mim? Pra onde irão minhas coisas? Quem vai no meu enterro?

Tanta coisa pra se preocupar na vida e eu vou logo ficar pensando na morte (ou no que vem depois dela)? Eu tento não pensar, mas toda vez que o assunto é esse é inevitável dar uma pensadinha nessas coisas. E por que eu me importo com isso? Porque eu tenho muita saudade de algumas pessoas que já se foram e apesar de lembrar delas, geralmente não tenho muitas coisas palpáveis para ativar certas lembranças na minha cabeça (já que sou ruim de memória).

E esse é um dos principais motivos pelo qual eu quero deixar lembranças minhas pelo mundo, sejam elas materiais ou não, pode ser um texto, um tweet, um sorriso... porque morre não quem para de respirar e sim quem nunca mais é lembrado e eu quero ser lembrada, independente da maneira, porque eu não quero morrer!