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Chá do Joaquim

Já faz mais de um mês que o chá aconteceu (05/05), mas o final da gravidez me deixou em um estado de total inércia e falta de vontade de fazer qualquer coisa, até de postar aqui que não requer nenhum esforço fenomenal, mas a vontade de ficar quietinha de pernas pra cima foi muito maior. Porém tomei vergonha na cara e vim mostrar algumas fotinhos já que esta semana provavelmente o Joaquim nasce e aí sim é que não vou ter nem vontade nem tempo de postar qualquer coisa.

No início da gravidez eu pensava em não fazer chá nenhum porque como estou longe da minha família e eles não poderiam vir achava que ia ser muito chato e que não teria muita gente pra convidar, mas conforme o tempo foi passando surgiu uma vontade de fazer alguma coisa pra deixar registrado essa espera e compartilhá-la com mais pessoas. E conforme fui fazendo a lista de convidados fui percebendo o quanto de gente legal que eu tenho à minha volta e mesmo sem a minha família biológica por perto foi muito bonito compartilhar com minha família do coração que tenho aqui.

Não queria fazer algo mirabolante até porque existem algumas coisas que acho brega demais e a intenção no chá de fraldas é vejam bem ganhar presentes (é sim gente, vai dizer que não?) e não gastar muitos dinheiros com decoração e tudo mais que sairia muito mais caro do que você mesmo comprar todo o enxoval. Tive ajuda de muitas pessoas pra preparar principalmente do meu marido, da minha sogra e de alguns parentes do meu marido e amigos como por exemplo a Thuany que além de tirar as fotos maravilhosas também me ajudou muito na decoração.

Eu pedi pras pessoas levarem só fraldas porque roupinhas ele já tinha muitas (todas ganhadas também), não especifiquei marca, apenas tamanho porque esses chás de bebê que você ganha uma lista do que levar eu acho muito deselegante e apesar de não ter especificado nada ganhamos todas de marcas ótimas e algumas pessoas levaram outros presentinhos também então valeu muito a pena ter feito o chá, gastei menos do que se eu mesma comprasse as fraldas.

Além dessa questão dos presentes foi muito especial ver quantas pessoas se importaram, compareceram e estão me dando apoio nessa fase tão importante pra nós! E apesar de ter sentido muito a falta da minha família comigo foi muito bonito e só tenho a agradecer a todo mundo. A gestação pode ser algo muito solitário e desgastante, mas as pessoas também são solidárias e podem te ajudar muito a passar por isso com mais tranquilidade. Claro que tem as inconvenientes e palpiteiras, mas aí já é outra história, o objetivo hoje é só agradecer.

O chá foi um dia antes do meu aniversário e eu estava tão focada nos preparativos que até esqueci, levei um susto quando minha sogra sugeriu que cantassem parabéns pra mim pra aproveitar a ocasião, quando dizem que quando você se torna mãe esquece de você mesma é muito real!

A comidinhas foram quase todas vegetarianas, exceto pelo pastelzinho e a coxinha que foram de carne pra agradar gregos e troianos, mas todo mundo amou as comidas sem carne e sobrou pouquíssima coisa. Os docinhos foram feitos pela minha madrinha de casamento, minha sogra fez o bolo que foi uma toalha felpuda e os crostinis que é aquela massinha crocante pra comer com patê, eu fiz patê de ricota, homus de beterraba e maionese verde, encomendei da padaria empadinha de palmito, pão de queijo, croissant de chocolate, pastelzinho e coxinha. Pra beber tinha suco de polpa congelada, chá gelado e água saborizada (fiz questão de não ter refri e ninguém sentiu falta), além disso tinha espetinho de fruta e petisquinhos com tomatinho, azeitona e queijo. Na parte dos descartáveis tentei comprar ao máximo itens de papel como pratinhos, copos e canudos e os garfinhos foram de madeira, no fim nem precisaria de canudos porque sobrou um monte, geralmente é criança que gosta e tinham poucas crianças. A decoração foi de dinossauros bem lindinhos, quis fugir do azul porque não aguento esse esteriótipo de cores pra meninos e meninas. Não tem foto das lembrancinhas, mas foram potinhos de vidro com dinossauros na tampa, versão mini desse vidro que tem a água saborizada e foi meu marido quem fez. Todo mundo participou e ficou perfeito, melhor do que eu imaginava, foi um dia muito feliz!

Como disse, as fotos foram feitas pela Thuany da Insieme Fotografia e não poderiam ter ficado mais lindas:





















6 meses


Acho que esqueci como se escreve de tanto tempo que não consigo digitar uma linha que seja aqui neste blog, mas tem tanta coisa acontecendo que as vezes esqueço até de registrar, na verdade mal estou tirando fotos e olha que eu sempre tirei fotos de tudo. O fato é que estou vivendo cada momento intensamente, aproveitando cada segundo do meu filho dentro de mim.

Isso mesmo: filho, vou ser mãe de menino! O nome escolhido é Joaquim Thomaz, Joaquim foi meu marido quem escolheu e Thomaz é em homenagem ao meu avô que este ano completa 90 anos. Eu relutei bastante em colocar nome composto porque sei por experiência própria que acaba usando apenas um, mas pra todo mundo ficar feliz acabei decidindo colocar sim, depois ele decide qual vai gostar mais (ou não) e tá tudo bem.

A gravidez é aquele velho chichê de que só se sabe como é quando se vive, por mais que eu tivesse ouvido relatos, lido artigos, livros, conselhos e tudo mais, absolutamente nada consegue explicar o sentimento porque cada mulher vai sentir diferente. E por mais que eu esteja sentindo, jamais vou conseguir explicar em palavras o que é!

Só consigo dizer que é uma mistura de tudo: alegria e ansiedade para vê-lo, mas também medo e vontade de que ele fique protegido no meu ventre pra sempre. O meu medo mais palpável no momento é da hora do parto, quero muito que seja normal, na verdade do parto normal não tenho medo, é a coisa mais natural que existe, tenho relutância mesmo pela cesária por tudo o que ela implica, mas se for necessária não tem essa de não vou fazer, tudo depende de vários fatores e estou tentando me preparar para qualquer situação.

Mas o medo do parto é passageiro, afinal tem que acontecer de qualquer forma não tem como fugir, o que me aterroriza mais na maternidade é o depois, eu sei a maneira que quero educar e instruir meu filho e quero que seja a melhor possível, mas tudo é incerto e o mundo é cruel demais. Sei que não vou conseguir protegê-lo de tudo e isso é o que mais me deixa insegura.

Fora essas inseguranças do futuro está tudo bem, já completamos 25 semanas, ele está do tamanho de um mamão e se mexendo muito e é tão confortante sentir cada chutinho, é nosso meio de comunicação. Não tenho mais enjoos (graças a Deus) só as vezes alguma azia, mas nada insuportável, também tenho algumas dores nas costas e cãibras, o que é normal, mas me faz acordar gritando de dor e quase matando meu marido de susto (sorry mozão), é que eu nunca tinha sentido cãibra na vida e me assustei demais com a primeira vez.

Falta pouco pra tudo se completar e ele estar pronto pra vir ao mundo, 9 meses passam mais rápido do que eu imaginava e quando eu piscar já vou estar com Joaquim nos meus braços. Eu estou sentindo mil coisas ao mesmo tempo, mas com certeza o que mais sinto é uma felicidade imensa e cheia de gratidão!

Um novo começo


No início de 2018 eu estava empolgadíssima para escrever mais, repaginei o blog e decorei o Bullet Journal, tinha muitas ideias na cabeça que começaram a funcionar até meio do ano, mesmo que arrastadas devido à correria no trabalho e tudo mais, mas em maio aconteceu uma coisa que me paralisou por completo: eu estava grávida e sofri um aborto espontâneo. Depois disso eu apenas existi, nada do que eu gostava fazia mais sentido, não tinha nenhuma graça escrever, ler, tirar fotos, trabalhar, assistir, viajar... eu estava deixando aquele sentimento de fracasso me consumir.

Fracasso porque ter um filho sempre foi algo que eu quis muito e o fato de ter perdido o bebê me fez questionar o que foi que eu fiz de errado, sendo que não foi culpa minha, eu estava fazendo o pré-natal certinho, me cuidando em tudo, mas a gestação simplesmente não foi pra frente e tá tudo bem porque nosso corpo é inteligente demais, ele viu que não ia dar certo e eliminou, é estranho falar assim, mas é a realidade.

Porém mesmo sabendo de tudo isso eu continuei me culpando e questionando tudo na minha vida, vivi meses com medo de entrar em depressão, por mais que tentasse de todas as formas aparentar que estava tudo bem quando ficava sozinha e as lembranças anuviavam meu pensamento novamente era inevitável chorar até dormir.

Apesar de ter sido uma dor que tive que enfrentar sozinha (porque só eu mesma poderia me perdoar) eu tive uma rede de apoio muito forte que me ajudou imensamente e que sem eles eu nem sei como tudo estaria agora.

Depois de todo esse tormento, no finalzinho do ano aconteceram duas coisas ao mesmo tempo tão maravilhosas que as vezes ainda acho que não é real: eu fui convocada em um concurso que tinha feito a anos e achava que já tinha expirado e quando estava realizando os exames para começar, descobri que estava grávida novamente! Parece que toda aquela energia negativa que estava me rondando foi aspirada e voltei a ver a luz. Não posso dizer que estou cem por cento melhor porque a gravidez é cheia de oscilações hormonais e as vezes ainda me pego chorando por esse ou qualquer outro motivo, mas é completamente normal e aos poucos tudo vai ficando no lugar outra vez.

Quer dizer, agora nada vai ficar no lugar, com a vinda de um bebê a vida vira de pernas pro ar, mas é por um motivo muito bom e estou ansiosa por isso. Eu espero ter forças pra escrever mais sobre tudo o que estou sentindo e passando nesses meses que virão porque ultimamente só quero saber de dormir e comer.

Já passei pelos temidos três primeiros meses que são os mais críticos tanto pelo medo de não dar certo quanto pelos enjoos e mal estares que incomodam pra caramba e eu os tive com muita intensidade, tinham dias em que vomitava tudo o que comia e as vezes nem tinha mais o que por pra fora e mesmo assim o enjoo não ia embora. Eu sei que é super normal, mas não é nada confortável. E por ser a primeira gestação que estou tendo esses sintomas é tudo novo, muitas vezes não sei como lidar e nada do que as pessoas possam dizer vai me tranquilizar, mas acho que é assim mesmo: uma jornada bastante solitária, só você e o seu corpo fazendo de tudo pra gerar uma vida.

Sunshine Blogger Awards


Eu acho incrível essa blogosfera que apesar de eu ficar mais de dois meses sem aparecer por aqui ainda lembra de mim e me indica para tags, obrigada Tati <3 Essa TAG consiste em responder 11 perguntas e depois criar outras 11 e indicar 11 pessoas para responder, vamos tirar as teias de aranha do bloguinho: 

As 11 perguntas da Tati:

1. Você é mais razão ou emoção? Acha que como disse a banda NxZero, entre as duas, a saída é fazer valer a pena?
Com certeza sou muito mais emoção! Concordo com a letra da música, mas acho que o negócio mesmo é tentar equilibrar essas duas coisas aí porque senão ou a gente se torna muito duro com o mundo ou mole demais.

2. Se você fosse um objeto de cozinha, qual escolheria ser?
Essa é uma das questões existenciais que nunca parei pra pensar, mas se for escolher pela minha cozinha acho que gostaria de ser meu escorredor de massas, ele é azul a coisa mais lindinha!!

3. O que sua versão de 5 anos atrás acharia da sua versão atual?
Bom, 5 anos atrás eu era recém formada e tinha acabado de começar minha vida profissional, mudado pra uma cidade nova e estava bastante perdida em relação a vida. Se eu pudesse me ver como estou hoje provavelmente estaria bastante orgulhosa, eu não achava que estaria onde estou assim tão rápido, mas ao mesmo tempo ficaria um pouco tristinha ao perceber que a saúde mental ficou muito mais debilitada e a capacidade de sonhar ficou bem mais pé no chão, mas de maneira geral eu me aprovaria.

4. Já assistiu Gilmore Girls? Se sim, reflita friamente e me responda: você é mais Rory Gilmore ou mais Paris Geller?
Eu ainda não terminei todas as temporadas da série, mas pelo que eu já vi até agora seria totalmente Rory Gilmore. Paris Geller é muito mais durona e não consigo me enquadrar na personalidade dela.

5. Qual foi o melhor livro que leu esse ano?
Decepcionadíssima com minha quantidade de leituras desse ano, mas feliz com a qualidade, estou lendo só mulheres e posso afirmar que todos os que li foram os melhores, mas um que se destacou bastante foi: O peso do pássaro morto da Aline Bei, muitas emoções misturadas nessa leitura, terminei ela chorando, recomendo pra todo mundo, leiam por favor!

6. Se você fosse um meme, qual seria?
Eita, eu não sei! Acho que vários me representam em muitos momentos da vida, mas acho que um sempre vai prevalecer é a Nazaré confusa.

7. No mundo invertido, você seria um Demongorgon, ou uma experiência científica?
Obviamente uma experiência científica, daquelas bem traumatizadas e cheias de ódio por todo mundo.

8. O feijão vai por cima ou por baixo do arroz?
Eu nunca tive esse problema porque sempre coloquei um DO LADO do outro.

9. Qual foi a coisa mais vergonhosa que já te aconteceu em público?
Foi quando eu saí do hospital, comi um Subway, fui embora de ônibus e como estava muito fraca ainda eu simplesmente desmaiei no ônibus e como se não bastasse vomitei todo o lanche, se não tivesse desmaiado de verdade acho que fingiria um desmaio porque MEU DEUS!

10. Entre essas duas opções, qual seria seu maior medo: ter toda sua vida exposta na internet ou ser perseguida por uma aranha gigante o dia inteiro?
Com certeza ser perseguida pela aranha, porque sem fôlego pra correr o dia inteiro! 

11. Severo Snape era mesmo um vilão, ou foi só injustiçado pela vida?
Todo vilão sente em algum momento que foi injustiçado pela vida, tenho minhas ressalvas com o Snape, ele não pode jogar toda a responsabilidade da sua vilania nas costas da Lílian, por mais que tenham acontecido várias merdas a maldade só se manifestou porque já tinha uma sementinha no coração dele.

Minhas 11 perguntas:

1. Você considera mais importante o investimento na criação da máquina do tempo ou no telestransporte?

2. Baseado na atual situação do Brasil, se tivesse a oportunidade iria para outro país? Se sim, qual?

3. O que você diria para seu eu do passado?

4. Qual foi a situação mais bonita que você já presenciou?

5. O que pode ser o pior defeito de uma pessoa?

6. Com quantos paus se faz uma canoa?

7. Se você pudesse ser invisível por um dia, o que faria?

8. Qual seu chocolate preferido?

9. Você concorda com o Thanos? (eu não desisto desse tema)

10. O que uma pessoa deve ter/ser/fazer para te conquistar?

11. Qual é a sua viagem dos sonhos?

Indico para responder: 

Se você não foi indicado, mas gostaria de responder pode ficar a vontade, só me mostra as respostas depois <3

É muito errado concordar com o Thanos?


Na cidade onde moro não tem cinema, por conta disso eu demoro muito mais pra assistir os filmes que são lançados e acabo perdendo todo o hype do momento, o que não é de todo ruim porque as vezes toda essa falação sobre o assunto acaba deixando tudo muito saturado e parece que você é obrigado a ver senão vai ficar por fora do melhor filme de todos os tempos da última semana. Mas eu prefiro ver no meu tempo e esse tempo geralmente tem sido nos domingos de manhã porque ultimamente tenho dormido em qualquer filme que tente assistir depois do meio dia.

E bem, depois de alguns meses assisti Vingadores: Guerra Infinita e como o espírito de questionadora nunca sai de mim um simples filme de cultura pop vira tema de dias de reflexões internas e ~ questões ~ que embora pertinentes podem ser que não façam sentido nenhum, mas na minha cabeça fazem e não consigo parar de pensar. Eu evitei ao máximo pegar spoilers, mas inevitavelmente já sabia mais ou menos o que iria acontecer, mas nada que estragasse minha experiência e não vou explicar detalhadamente, se você já viu vai entender e se não viu faz o favor de assistir, mas a questão é que: Thanos queria todas as Jóias do Infinito pra colocar na manopla dele e ser muito poderoso ao ponto de em um estalar de dedos dizimar metade do universo e os heróis da Marvel se reúnem mais uma vez para tentar evitar esse acontecimento.

A questão é: por que somente metade? Eu fiquei com muita vontade de ler os quadrinhos e entender melhor a história de Thanos, suas motivações, sua realidade, o motivo pelo qual isso de matar meio mundo era a sua missão (eu ainda não sei a história dele então pode ser que eu fale algo que não tenha nada a ver, mas essa foi a visão que eu tive do filme). Vejam bem, a maioria dos vilões quer ou matar todo mundo ou que todo mundo se torne seu seguidor, mas o titã roxo Thaninhos não queria ser idolatrado, tanto que no final ele se isola numa casinha no meio do mato pensando no que fez, ele queria matar exatamente metade da população (e ele já fazia isso em  outros planetas, mas não na escala universal como foi no filme) randomicamente, sem distinção de classe social, cor, orientação sexual, etc.

Isso me lembrou demais as histórias de inteligencias artificiais que detectam que o maior perigo para o mundo é o homem e começa a matar todo mundo pra poder salvar o planeta e isso é muito real, vimos semana passada que o dia da sobrecarga da Terra está a cada ano acontecendo mais cedo e é culpa de quem? Exatamente, do ser humaninho que só pensa em si próprio, lucros, riquezas e dizima o planeta cada dia mais e mais. O que quero dizer com tudo isso é que eu não discordo do Thanos, deu pra perceber que a causa pela qual ele pertence é muito maior que seus próprios sentimentos e emoções (Gamora que o diga), a vida do Thanos foi dedicada a matar metade das pessoas pra outra metade poder sobreviver. Concordar (em partes) com o Thanos não quer dizer que eu seja a favor de sair matando meio mundo, mas se outras medidas não forem postas em prática um Thanos vai surgir não sei ainda de que forma, mas a própria natureza pode se tornar Thanos, seja por catástrofes naturais, doenças devastadoras, meteoros ou através do próprio homem com guerras, contaminações, controle populacional e infinitas outras possibilidades. A verdade é que pra tudo continuar habitável nos próximos anos a Terra precisa urgentemente de uma solução.

Eu não sei se tudo isso fez sentido, mas precisava compartilhar esses devaneios loucos que as vezes tenho após assistir algum filme.