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Um novo começo


No início de 2018 eu estava empolgadíssima para escrever mais, repaginei o blog e decorei o Bullet Journal, tinha muitas ideias na cabeça que começaram a funcionar até meio do ano, mesmo que arrastadas devido à correria no trabalho e tudo mais, mas em maio aconteceu uma coisa que me paralisou por completo: eu estava grávida e sofri um aborto espontâneo. Depois disso eu apenas existi, nada do que eu gostava fazia mais sentido, não tinha nenhuma graça escrever, ler, tirar fotos, trabalhar, assistir, viajar... eu estava deixando aquele sentimento de fracasso me consumir.

Fracasso porque ter um filho sempre foi algo que eu quis muito e o fato de ter perdido o bebê me fez questionar o que foi que eu fiz de errado, sendo que não foi culpa minha, eu estava fazendo o pré-natal certinho, me cuidando em tudo, mas a gestação simplesmente não foi pra frente e tá tudo bem porque nosso corpo é inteligente demais, ele viu que não ia dar certo e eliminou, é estranho falar assim, mas é a realidade.

Porém mesmo sabendo de tudo isso eu continuei me culpando e questionando tudo na minha vida, vivi meses com medo de entrar em depressão, por mais que tentasse de todas as formas aparentar que estava tudo bem quando ficava sozinha e as lembranças anuviavam meu pensamento novamente era inevitável chorar até dormir.

Apesar de ter sido uma dor que tive que enfrentar sozinha (porque só eu mesma poderia me perdoar) eu tive uma rede de apoio muito forte que me ajudou imensamente e que sem eles eu nem sei como tudo estaria agora.

Depois de todo esse tormento, no finalzinho do ano aconteceram duas coisas ao mesmo tempo tão maravilhosas que as vezes ainda acho que não é real: eu fui convocada em um concurso que tinha feito a anos e achava que já tinha expirado e quando estava realizando os exames para começar, descobri que estava grávida novamente! Parece que toda aquela energia negativa que estava me rondando foi aspirada e voltei a ver a luz. Não posso dizer que estou cem por cento melhor porque a gravidez é cheia de oscilações hormonais e as vezes ainda me pego chorando por esse ou qualquer outro motivo, mas é completamente normal e aos poucos tudo vai ficando no lugar outra vez.

Quer dizer, agora nada vai ficar no lugar, com a vinda de um bebê a vida vira de pernas pro ar, mas é por um motivo muito bom e estou ansiosa por isso. Eu espero ter forças pra escrever mais sobre tudo o que estou sentindo e passando nesses meses que virão porque ultimamente só quero saber de dormir e comer.

Já passei pelos temidos três primeiros meses que são os mais críticos tanto pelo medo de não dar certo quanto pelos enjoos e mal estares que incomodam pra caramba e eu os tive com muita intensidade, tinham dias em que vomitava tudo o que comia e as vezes nem tinha mais o que por pra fora e mesmo assim o enjoo não ia embora. Eu sei que é super normal, mas não é nada confortável. E por ser a primeira gestação que estou tendo esses sintomas é tudo novo, muitas vezes não sei como lidar e nada do que as pessoas possam dizer vai me tranquilizar, mas acho que é assim mesmo: uma jornada bastante solitária, só você e o seu corpo fazendo de tudo pra gerar uma vida.

Sunshine Blogger Awards


Eu acho incrível essa blogosfera que apesar de eu ficar mais de dois meses sem aparecer por aqui ainda lembra de mim e me indica para tags, obrigada Tati <3 Essa TAG consiste em responder 11 perguntas e depois criar outras 11 e indicar 11 pessoas para responder, vamos tirar as teias de aranha do bloguinho: 

As 11 perguntas da Tati:

1. Você é mais razão ou emoção? Acha que como disse a banda NxZero, entre as duas, a saída é fazer valer a pena?
Com certeza sou muito mais emoção! Concordo com a letra da música, mas acho que o negócio mesmo é tentar equilibrar essas duas coisas aí porque senão ou a gente se torna muito duro com o mundo ou mole demais.

2. Se você fosse um objeto de cozinha, qual escolheria ser?
Essa é uma das questões existenciais que nunca parei pra pensar, mas se for escolher pela minha cozinha acho que gostaria de ser meu escorredor de massas, ele é azul a coisa mais lindinha!!

3. O que sua versão de 5 anos atrás acharia da sua versão atual?
Bom, 5 anos atrás eu era recém formada e tinha acabado de começar minha vida profissional, mudado pra uma cidade nova e estava bastante perdida em relação a vida. Se eu pudesse me ver como estou hoje provavelmente estaria bastante orgulhosa, eu não achava que estaria onde estou assim tão rápido, mas ao mesmo tempo ficaria um pouco tristinha ao perceber que a saúde mental ficou muito mais debilitada e a capacidade de sonhar ficou bem mais pé no chão, mas de maneira geral eu me aprovaria.

4. Já assistiu Gilmore Girls? Se sim, reflita friamente e me responda: você é mais Rory Gilmore ou mais Paris Geller?
Eu ainda não terminei todas as temporadas da série, mas pelo que eu já vi até agora seria totalmente Rory Gilmore. Paris Geller é muito mais durona e não consigo me enquadrar na personalidade dela.

5. Qual foi o melhor livro que leu esse ano?
Decepcionadíssima com minha quantidade de leituras desse ano, mas feliz com a qualidade, estou lendo só mulheres e posso afirmar que todos os que li foram os melhores, mas um que se destacou bastante foi: O peso do pássaro morto da Aline Bei, muitas emoções misturadas nessa leitura, terminei ela chorando, recomendo pra todo mundo, leiam por favor!

6. Se você fosse um meme, qual seria?
Eita, eu não sei! Acho que vários me representam em muitos momentos da vida, mas acho que um sempre vai prevalecer é a Nazaré confusa.

7. No mundo invertido, você seria um Demongorgon, ou uma experiência científica?
Obviamente uma experiência científica, daquelas bem traumatizadas e cheias de ódio por todo mundo.

8. O feijão vai por cima ou por baixo do arroz?
Eu nunca tive esse problema porque sempre coloquei um DO LADO do outro.

9. Qual foi a coisa mais vergonhosa que já te aconteceu em público?
Foi quando eu saí do hospital, comi um Subway, fui embora de ônibus e como estava muito fraca ainda eu simplesmente desmaiei no ônibus e como se não bastasse vomitei todo o lanche, se não tivesse desmaiado de verdade acho que fingiria um desmaio porque MEU DEUS!

10. Entre essas duas opções, qual seria seu maior medo: ter toda sua vida exposta na internet ou ser perseguida por uma aranha gigante o dia inteiro?
Com certeza ser perseguida pela aranha, porque sem fôlego pra correr o dia inteiro! 

11. Severo Snape era mesmo um vilão, ou foi só injustiçado pela vida?
Todo vilão sente em algum momento que foi injustiçado pela vida, tenho minhas ressalvas com o Snape, ele não pode jogar toda a responsabilidade da sua vilania nas costas da Lílian, por mais que tenham acontecido várias merdas a maldade só se manifestou porque já tinha uma sementinha no coração dele.

Minhas 11 perguntas:

1. Você considera mais importante o investimento na criação da máquina do tempo ou no telestransporte?

2. Baseado na atual situação do Brasil, se tivesse a oportunidade iria para outro país? Se sim, qual?

3. O que você diria para seu eu do passado?

4. Qual foi a situação mais bonita que você já presenciou?

5. O que pode ser o pior defeito de uma pessoa?

6. Com quantos paus se faz uma canoa?

7. Se você pudesse ser invisível por um dia, o que faria?

8. Qual seu chocolate preferido?

9. Você concorda com o Thanos? (eu não desisto desse tema)

10. O que uma pessoa deve ter/ser/fazer para te conquistar?

11. Qual é a sua viagem dos sonhos?

Indico para responder: 

Se você não foi indicado, mas gostaria de responder pode ficar a vontade, só me mostra as respostas depois <3

É muito errado concordar com o Thanos?


Na cidade onde moro não tem cinema, por conta disso eu demoro muito mais pra assistir os filmes que são lançados e acabo perdendo todo o hype do momento, o que não é de todo ruim porque as vezes toda essa falação sobre o assunto acaba deixando tudo muito saturado e parece que você é obrigado a ver senão vai ficar por fora do melhor filme de todos os tempos da última semana. Mas eu prefiro ver no meu tempo e esse tempo geralmente tem sido nos domingos de manhã porque ultimamente tenho dormido em qualquer filme que tente assistir depois do meio dia.

E bem, depois de alguns meses assisti Vingadores: Guerra Infinita e como o espírito de questionadora nunca sai de mim um simples filme de cultura pop vira tema de dias de reflexões internas e ~ questões ~ que embora pertinentes podem ser que não façam sentido nenhum, mas na minha cabeça fazem e não consigo parar de pensar. Eu evitei ao máximo pegar spoilers, mas inevitavelmente já sabia mais ou menos o que iria acontecer, mas nada que estragasse minha experiência e não vou explicar detalhadamente, se você já viu vai entender e se não viu faz o favor de assistir, mas a questão é que: Thanos queria todas as Jóias do Infinito pra colocar na manopla dele e ser muito poderoso ao ponto de em um estalar de dedos dizimar metade do universo e os heróis da Marvel se reúnem mais uma vez para tentar evitar esse acontecimento.

A questão é: por que somente metade? Eu fiquei com muita vontade de ler os quadrinhos e entender melhor a história de Thanos, suas motivações, sua realidade, o motivo pelo qual isso de matar meio mundo era a sua missão (eu ainda não sei a história dele então pode ser que eu fale algo que não tenha nada a ver, mas essa foi a visão que eu tive do filme). Vejam bem, a maioria dos vilões quer ou matar todo mundo ou que todo mundo se torne seu seguidor, mas o titã roxo Thaninhos não queria ser idolatrado, tanto que no final ele se isola numa casinha no meio do mato pensando no que fez, ele queria matar exatamente metade da população (e ele já fazia isso em  outros planetas, mas não na escala universal como foi no filme) randomicamente, sem distinção de classe social, cor, orientação sexual, etc.

Isso me lembrou demais as histórias de inteligencias artificiais que detectam que o maior perigo para o mundo é o homem e começa a matar todo mundo pra poder salvar o planeta e isso é muito real, vimos semana passada que o dia da sobrecarga da Terra está a cada ano acontecendo mais cedo e é culpa de quem? Exatamente, do ser humaninho que só pensa em si próprio, lucros, riquezas e dizima o planeta cada dia mais e mais. O que quero dizer com tudo isso é que eu não discordo do Thanos, deu pra perceber que a causa pela qual ele pertence é muito maior que seus próprios sentimentos e emoções (Gamora que o diga), a vida do Thanos foi dedicada a matar metade das pessoas pra outra metade poder sobreviver. Concordar (em partes) com o Thanos não quer dizer que eu seja a favor de sair matando meio mundo, mas se outras medidas não forem postas em prática um Thanos vai surgir não sei ainda de que forma, mas a própria natureza pode se tornar Thanos, seja por catástrofes naturais, doenças devastadoras, meteoros ou através do próprio homem com guerras, contaminações, controle populacional e infinitas outras possibilidades. A verdade é que pra tudo continuar habitável nos próximos anos a Terra precisa urgentemente de uma solução.

Eu não sei se tudo isso fez sentido, mas precisava compartilhar esses devaneios loucos que as vezes tenho após assistir algum filme.

3 on 30

Existem muitos motivos que me fizeram pensar diversas vezes em acabar com este blog, apagar tudo, fingir que nada existiu e seguir a vida, mas quando estou prestes a fazer isso bate uma vontade de voltar a escrever ou pelo menos deixar ele assim como está e de vez em quando aparecem algumas pessoas que me fazem repensar que isso aqui ainda pode ser uma boa ideia e surgem alguns projetinhos pra reviver o bloguinho. Acho que muitas pessoas estão na mesma, com o surgimento de tantas outras plataformas, esta fica um pouco de lado e pensando em retomar os rumos do blog que eu e outras 3 meninas muito legais resolvemos criar um desafio fotográfico, ainda não temos muitas regras e nem sei se teremos, o negócio é postar 3 fotos no último dia de cada mês, o tema deste mês é DESAFIO, nada mais justo não é mesmo?

 O principal desafio ultimamente está sendo sair da cama, toda vez é uma cara de help igual da minha gatinha porque viver fora do meu quarto está acabando demais comigo.

Tenho tentado melhorar na arte de ter plantinhas ou de pelo menos não matar todas as que me disponho a cuidar, até agora está dando resultado, minha casa está virando uma floresta e é tão gratificante ver uma folha nova nascer.

O eterno desafio de se amar, esse provavelmente continuará em todos os meses da minha vida, estou em uma relação de amor e ódio com meu cabelo novo e ao mesmo tempo que me acho linda pra caralho já quero pintar outra vez.

E é basicamente isso, as outras participantes do projeto são: ManuNatália e Mia, prestigiem essas maravilhosas!

Não é o fim, mas dói como se fosse


Já faz um tempo que eu venho adiando falar deste assunto, era pra ser um assunto feliz, eu deveria estar dando a notícia de que iria ser mamãe, na verdade eu já tinha começado a escrever sobre isso, já tinha escrito sobre toda a emoção da descoberta, sobre como já tínhamos escolhido os nomes, sobre a tensão em contar pra família e sobre como é linda essa espera. Estava tudo maravilhoso e do jeito que sempre sonhamos, mas nossos sonhos as vezes se transformam em pesadelo.

A notícia agora é outra e eu não consigo mais adiar pra falar disso porque é um sentimento que quero tirar de dentro de mim e falar/escrever é uma das maneiras mais eficazes de esvaziar toda essa coisa pesada que está dentro de mim... meu bebê voltou a ser anjinho, eu não pude conhecer seu rostinho nem sentir seu cheiro, muito menos ouvir seu choro. Mas foram 9 semanas de muito amor, de muita descoberta e muita entrega, semanas intensas de alegria e medo, mas principalmente alegria.

Eu não sei o que deu errado, ninguém sabe, simplesmente ele não se desenvolveu como deveria ser e o corpo fez o que tinha que ser feito, eliminou por conta própria, não precisei fazer nenhum procedimento invasivo ou doloroso, ele só se foi, da maneira como veio, sem avisar, sem dar tempo de nada, mas me transformou, me tornou uma pessoa diferente, ninguém fica igual depois de um filho.

Podem dizer o que for, que ele ainda nem era um feto, que ele não sentia nada, pra uma mãe que ouviu um coração batendo dentro de si, que viu seu corpo se transformando e aí de uma hora pra outra não ouviu mais, não sentiu mais é como se tivesse perdido uma parte dela mesma. 

Ainda é bastante recente e lembrar dói e escorre pelo rosto em forma de lágrimas, nunca vai passar, mas a dor vai amenizar e o consolo sempre chega de uma forma ou de outra. A vida segue, mas de uma maneira totalmente nova, com mais feridas, mas também com mais ensinamentos e apesar de tudo me levar pra tristeza e sentimentos ruins eu não vou me deixar abater, tenho certeza que meu anjo não gostaria de ver a mamãe mal em nenhum momento. Vai doer o que tiver que doer, vou chorar o que tiver que chorar, é tudo mais escuro antes do amanhecer, mas amanhece e a gente aprende a conviver com a dor e até transforma ela em amor.

Cuida da gente anjinho, você nunca será esquecido!